Author Archives: jsola02

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About jsola02

quando me disseram que tinha de escrever uma apresentação, logo falar sobre mim, a coisa ficou feia. Falar sobre mim para dizer o quê? Que gosto de escrever, (dá-me paz, fico mais gente), que escrever é como respirar, comer ou dormir, é sinal que estou vivo e desperto? Mas a quem pode interessar saber coisas sobre um ilustre desconhecido? Qual é o interesse de conhecer uma vida igual a tantas outras, de um individuo, filho de uma família paupérrima, que nasceu para escrever, que aos catorze anos procurou um editor, que depois, muito mais tarde, publicou contos nos jornais diários da capital, entrevistas e pequenos artigos, que passou por todo o tipo de trabalho, como operário, como chefe de departamento técnico, e que, reformado, para continuar útil e activo, aos setenta anos recomeçou a escrever como se exercesse uma nova profissão. Parece-me que é pouco relevante. Mas, como escrever é exercer uma profissão tão útil como qualquer outra, desde que seja exercida com a honestidade de se dizer aquilo que se pensa, (penso que não há trabalhos superiores ou trabalhos inferiores, todos contribuem para o progresso e o bem estar do mundo), vou aceitar o desafio de me expor. Ficarei feliz se conseguir contribuir para que as pessoas pensem mais; ficarei feliz se me disserem o que pensam do que escrevo… José Solá

Texto retirado da obra de António Alçada Baptista

, Peregrinação Interior, Volume 1 1- Quanto à sociedade capitalista: – Na minoria privilegiada há elementos extraordinariamente “trabalhadores” que, com essa “qualidade” asseguram normalmente o processo de exploração da maioria. – Na maioria explorada há elementos extraordinariamente “ociosos” que, com … Continuar a ler

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Extraído do conto:”O combatente com sonhos” (na guerra civil de Espanha)

AINDA NÃO PUBLICADO NEM REVISTO Num dia normalíssimo deste mundo, cheio dos odores do costume nos campos, do mesmo correr das águas pelos ribeiros a caminho de crescerem e se tornarem rios, com as aves do costume cruzando no céu … Continuar a ler

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Ó, nosso general: “A força necessária?!

A mercearia, antiga e tradicional nas suas talhas a mostrarem cereais, com as vitrinas acima a encobrirem parte das paredes, mostrando boiões e garrafas vestidas de pó, ficava no patamar da escada pública que ligava a Lisboa da encosta do … Continuar a ler

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A CRÓNICA DA PRODUÇÃO (texto já publicado no meu site)

A CRÓNICA DA PRODUÇÃO TEXTO JÁ PUBLICADO NO MEU SITE Muito se tem falado na nossa fraca capacidade de produção; só falta os nossos distintos entendidos nestes negócios de fazer coisas nos dizerem, abertamente, sem tibiezas, olhos nos olhos, com … Continuar a ler

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Reestruturação da União Nacional – Utopia ou realidade?

Em miúdo (por volta dos oito anos), lembro-me de passeatas que dava por Alcântara, em dias em que o “povo” acorria ao cais da Rocha, para receber em festa, no regresso ao continente, um qualquer senhor ministro da marinha que … Continuar a ler

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Texto de “O Combatente com sonhos” (sobre a g. civil de Espanha)

(…) Servir a Pátria requer grandes sacrifícios, grandeza da alma e inusitado desamor da própria vida, mas, quando a Pátria ainda por cima paga bem, corre-se por gosto, e quem corre por gosto nunca se cansa, até porque, por aquela … Continuar a ler

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O que a recente entrevista do deputado Jerónimo de Sousa me fez recordar…

A nossa memória é um arquivo que, por vezes, nos prega partidas. Mas as coisas estão cá dentro, arquivadas algures, em alguma prateleira que pouco usamos. Quando o senhor Jerónimo de Sousa, (na entrevista que faz poucos dias, deu na … Continuar a ler

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Extraído do romance “A menina dos olhos tristes” (por publicar)

No centro da parede, um crucifixo de grandes dimensões. De madeira negra, com um Cristo de cobre escurecido pelo passar dos anos. Ali estava Deus, inquestionável, eterno, a tomar o seu quinhão de sacrifício para salvação do pecado original e … Continuar a ler

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Texto do conto:”O Combatente com Sonhos (histórias da g. civil espanhola)

(…) O rasto de fogo das balas saídas do cano da mauser que o militar disparava em intervalos certos, para manter em respeito o adversário, encaixado na trincheira na sua frente, cosido no chão frio da terra revolta, parou, como … Continuar a ler

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Obscenidades que podem ferir os nossos conceitos de Pátria

“Quem não se sente não é filho de boa gente!” Este um dos tantos ditados tão populares entre nós. E é bem uma verdade incontestada; somos o resultado de alguma coisa que outros antes de nós fizeram. Na verdade, somos … Continuar a ler

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