Vi o pôr do sol da cor da saudade, olhava-me sereno e calmo, tolhido no horizonte despido pelo mar, triste por um abraço que não chega, vi-lhe numa lágrima o etéreo sal por derramar…
José Guerra (2011)
Vi o pôr do sol da cor da saudade, olhava-me sereno e calmo, tolhido no horizonte despido pelo mar, triste por um abraço que não chega, vi-lhe numa lágrima o etéreo sal por derramar…
José Guerra (2011)
Não consegui corrigir no post em que anunciava, faço-o aqui:
Maria Cardinal chamava a atenção, muito a propósito – e com algum sentido de humor – para o facto de que 3ª-feira é dia 7 (não 6, como erradamente eu dizia).
Podem enviar os palpites para esta brincadeira até 3ª-feira, dia 7 – às 18h.
Bom fim-de-semana
Cá estou eu novamente e desta vez, venho apresentar os meus 2 livros da Margarida. Até agora, nunca tinha partilhado com vocês, os 2 contos ao mesmo tempo. É com Grande Emoção que o faço.
Esta é a história duma menina que ao mudar de casa, conheceu e fez amizade com uma joaninha linda, que lhe ensinou muita coisa. Tal era o seu contentamento e felicidade, que descobriu o seu lado mágico: Uma luzinha linda muito brilhante, dentro de si mesma, no seu coração. Essa Luz, transformou-se na sua melhor amiga e mostrou-lhe a sua grande importância para o seu bem-estar e alegria, na sua vida.
As três, Margarida, sua Luzinha linda… e joaninha, em cima duma nuvem, partiram de viagem pelo Universo.
As aparências muitas vezes enganam. E quantas vezes nós olhamos, julgamos e fugimos, sem nos importar com o que está para além do que realmente parece. Este conto é tirado duma história verdadeira, dum homem muito pobre, ex pescador, analfabeto, mas com uma riqueza interior muito grande. É uma mensagem para todos, de “Amor Incondicional”,entre uma “criança adolescente” e um homem já de idade avançada, um Ser Humano muito Especial, que se tornou mendigo. Em sua Homenagem, “Um Grande Abraço de Luz”, com muito Carinho e Ternura.
Espero que gostem de ambos os contos.
Gostava muito que lessem 🙂 e dessem a vossa opinião.
Obrigada, um Abraço e até Breve.
Rita Lacerda
A partir de um sonho, que não passou esquecido quando o dia nasceu, os Sonhos da Atlântida nasceram e cresceram. Ainda não tinham nome na altura, mas rapidamente tomaram uma forma muito concreta, com muito mais corpo e peso que qualquer outra estória que tenha imaginado antes.
O enredo foi construído da frente para trás. O sonho deu a inspiração para algumas peripécias e dificuldades, mas principalmente para a parte já quase final da estória.
E também a relação entre algumas das personagens obrigatórias (mas não a sua forma), o mote mais místico que surge e a possiblidade de nem tudo correr mal quando tudo parece perdido. Só precisamos de mudar a nossa percepção do que nos rodeia.
Depois das notas se tornarem insuficientes para colocar no papel todas as ideias, relações e contextos que brotavam, não sei bem de onde, com um vigor impressionante, acabei por decidir planear apenas as milestones da aventura, para não perder a orientação, e começar a escrever o texto em si.
Mas… quando se entra em mundos novos, raramente as coisas são como se espera!
A necessidade de investigação surgiu de imediato na sequência de querer tornar o texto verosímil, algo que os leitores conseguissem apreender como uma realidade plausível. A ideia era fazer crescer a outra parte, menos convencional, gradualmente, só depois da estória já estar bem contextualizada.
Precisei de muito mais conhecimentos do que tinha sobre arqueologia, sobretudo arqueologia subaquática, sobre mergulho e técnicas de mergulho avançado, sobre civilizações e escritas antigas… e sobre os Açores.
Descobri que escrever sobre um local que não se conhece é muito difícil. Por muitas fontes que lêsse, por muitas opiniões que procurasse, é um sítio real, que existe e qualquer coisa que escrevesse sobre os Açores nessa situação soava-me falso.
Considerando a estória já alinhavada, as fontes que tinha à mão e o facto de ir aos Açores de imediato ser impossível, só tinha duas escolhas: ou adiava o início da escrita ou começava no meio, depois da passagem pelos Açores.
Bem, adiar a escrita pareceu-me impossível na altura!
E quem disse que isto é sobre a Atlântida ou sobre os Atlantes? Continuo sem poder dar certezas sobre isso. Só a Veronica é que disse tal coisa!
Na estória final pode dizer-se que pouco há daquele sonho, quase apenas a semente. “Apenas”.
Sim, fui aos Açores. Só depois terminei o último capítulo, voltando então ao início para escrever os primeiros, ainda em falta.
Quero partir ontem na vaga do medo, quero no teu mar amar, remar e estar, quero por ai navegar a bom porto chegar, soltar a vela e por ti chorar…
José Guerra (2011)
Queridos leitores do conto de Gil Duarte.
1. A solução deste hediondo crime será apresentada aqui mesmo, no blogue dos autores, na 3ª-feira, dia 6, às 18h. 30min.
2. O episódio em que tudo se esclarecerá (o 6º) está já escrito e guardado.
3. Até às 18 h. dessa mesma 3ª-feira, repito, até às 18 h, todos os leitores que quiserem poderão enviar os seus palpites sobre o nome do assassino (ou assassina, ou assassinos).
4. O primeiro a acertar, terá direito a receber em sua casa, (gratuitamente e autografado), o romance Nada Mais e o Ciúme, da autoria do mesmo Gil Duarte.
O lugar para onde deverão enviar os vossos “palpites” é a página oficial de Nada Mais e o Ciúme. Aqui:
https://www.facebook.com/nadamaiseociumegilduarte
Muito obrigado pela vossa atenção, boas leituras,
Gil Duarte
No meio daquele altar fantástico estava Freya, vestida com o seu manto sagrado e o seu elmo dourado. Ela esperava ansiosamente por Wolfgang, que aos poucos despertava de seu sono profundo. Os seus olhos começaram lentamente a abrir-se e a sensação de estar em um sonho apoderou-se de sua mente. Ele não sabia onde estava. Não sabia se estava a dormir ou se estava acordado. Não sabia o que pensar ou imaginar. E então a Deusa da magia manifestou-se com a sua doce voz:
– Este é o santuario das almas, eu estava à tua espera.
Assustado, ele levantou-se e exclamou:
– Freya!
A Deusa nórdica acalmo-o logo. Ela percebeu que aquele gigante de cabelos dourados estava perdido e confuso, e não sabia o que dizer. Afinal, era natural que se sentisse assim, pois jamais poderia imaginar vê-la ali, naquela catedral, lugar onde pensou estar. Tudo estava prestes a ser esclarecido, o seu cérebro tinha-se transformado num grande nó, nó que seria desatado pela Deusa explicando-lhe tudo logo de seguida, contando-lhe o motivo daquela súbita mudança de ares.
– Tu esta aqui porque o primeiro demônio foi derrotado.Asmodeus caiu diante da espada das almas.E agora a sua atormentada alma deverá abrir o portal que te levará até à mãe, onde tudo terminará.
– Hel no seu trono! Estou em Asgard? – perguntou ele ainda confuso.
Para Wolfgang, aquele era o panteão dos Deuses, mas Freya logo tratou de explicar-lhe que…
O funeral do rei foi intenso e impressionante.
A águia – ainda com uma asa ferida – achou um tanto indecoroso o modo como a viúva, a rainha Leopardo, se aproximava sub-repticiamente do crocodilo, segredando-lhe algo ao ouvido, colando quase os lábios à sua pele rugosa. (É verdade, o crocodilo fora convidado para o funeral. Seria ele, aliás, o novo rei: algum animal se atreveria a pôr em causa o seu direito!?) Mesmo o chacal, que observava, à distância, aquele jogo de sedução entre a rainha e o réptil, não se atrevia a intervir; não se atrevia a gritar, por exemplo: «Que escândalo! Diante do cadáver!»
O rei leopardo sucumbira ao efeito de um veneno.
A águia pensou:
«Primeiro uma bomba nos aposentos. Depois, veneno na sua bebida. O assassino tem de ser alguém muito próximo do rei, com acesso ao quarto e à comida…»
O chacal – que tinha socorrido a águia, mas quem sabe se não após ter disparado o tiro – ou… a viúva…!?
Havia um pormenor: a bomba tinha fracassado. O chacal não era incompetente – não a esse ponto!
De repente, percebeu tudo.
A verdade estivera sempre diante dos seus olhos treinados. Sempre, sempre, sempre, sempre. [E, se pensarmos bem no assunto, também diante dos olhos dos leitores – como raio não percebemos, todos, logo?]
A águia acordou num local escuro e húmido.
Diante de si, três sombras se moviam. Concentrou nelas o seu olhar penetrante. Eram o chacal, a tartaruga, o crocodilo.
«Quem diria», pensou, «quem diria que acertei em cheio naqueles de que suspeitava? Sempre achei que podia ser o chacal… ou a tartaruga, o animal mais idiota (só pela estupidez de usar uma bomba que não explodiu)… ou, claro, o crocodilo. Só não pensei que pudessem ser os três juntos…»
«Está viva», soprou o chacal. «Bom dia, grande detective. Como se sente?»
«Muito bem», retorquiu ironicamente a águia. «Parece que sobrevivi ao vosso atentado…»
«Ao nosso… ao NOSSO atentado!?», espantou-se o chacal. «Que ingratidão, realmente. Nós assistimos a tudo. A sua sorte foi que nenhum dos três se encontrava longe. Viemos socorrê-la…»
Diacho! Teria perdido os seus suspeitos? Estariam inocentes?
Nessa altura, ouviram gritos vindos de fora:
«Mataram o rei! Mataram o rei! Mataram o rei! Mataram o rei!»
Gil Duarte, que vem escrevendo esta fábula negra, é autor do romance Nada Mais e o Ciúme. Clique aqui, para se informar:
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/nada-mais-e-o-ciume/9789899712201/