O silêncio gritante….

“O silêncio gritante das minhas palavras irrompem nos céus onde apenas tu ouves o mais belo poema de amor que os teus olhos leram”

in “Pura Inspiração”, José Guerra (2011)

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Sonho ou realidade….

De que vale acordar se não estás, sonho ou realidade, apenas realidade porque do sonho se acorda…

José Guerra (2011)

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Heimdall o guardião de Asgard

Heimdall é um gigante que proteje a ponte sagrada  Bifrost ( ponte de fogo ) que liga os mundos. Quando Wolfgang retornou à Asgard ( mundo dos Deuses ) Heimdall tocou a corneta Giallarhorn e colocou-so sobre suas costas, transportando-o até o grande portão.

Toda vez que Heimdall toca a corneta, é sinal de que alguém se aproxima dos Deuses.

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UMA SINOPSE DE NADA MAIS E O CIÚME, DE GIL DUARTE

     O ciúme, a culpabilidade e o remorso, um perturbador complexo de Édipo, a solidão e a busca de uma impossível reconciliação são personagens centrais deste romance, tanto como a memória de uma rapariga violentamente falecida muito cedo; seu irmão, que acredita ser o responsável por essa morte; o pai de ambos, professor universitário, músico e matemático brilhante – em busca de perfazer uma demonstração matemática da impossibilidade de todo o movimento; a esposa deste e mãe dos meninos ( poeta mas  humana); e uma jovem que será, simultaneamente, a união e a desunião de todas estas pessoas, objecto de paixões e de ciúmes, causa de traições e mobilizadora de uma (porventura desastrada) procura de reconciliação entre o pai e o filho.

Pedro (amigo do jovem irmão a que um automóvel roubara a irmã), que admira e ama os indivíduos apresentados, ansioso por deixá-los mas incapaz de os deixar, é o narrador por cuja mão vai sendo construído, diante dos olhos do leitor, uma história no presente, mas em que o passado irrompe com um poder constante e brutal. Pedro testemunha os principais momentos desta trama, como preso a ela, fascinado e esgotado: escreve-a como se fosse um romance, à semelhança de um outro romance, escrito pelo seu amigo; é, pois, um romance que contém e é contido pelo romance que o inspira. Através do seu olhar atento e sensível, Pedro tenta tudo recolher e compreender: estas personagens principais e uma séria de personagens secundárias, como um peixinho num tupperware, um anão cinéfilo, um detective libidinoso, um barbeiro que poderá ter sido – ou não – o assassino da própria mãe, ou um líder solitário em busca de quem o oiça e siga, numa pluralidade de personagens e situações que, no entanto, nunca se desagregam de um fio narrativo central: a viagem de um pai para reencontrar o seu filho.

 

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O Amor….

O AMOR…..essa palavra aquém do sentimento que se sente, que alimenta e não se vê, que trespassa não sei porquê….nas reticências quando se olha, se bebe e se lê…

José Guerra (2011)

 

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A experiência de escrever um livro

A experiência a escrever algo desta dimensão pela primeira vez é… simplesmente surpreendente.

Sobre a formação da estória:
Sara e David era suposto serem as personagens principais.
Precisava de um vilão astuto e algo dissimulado e para este papel escolhi o Victor. Director de um museu, sem grandes escrúpulos e muito mais interessado na fama e nos resultados materiais que a descoberta lhe traria. Pouco se importaria com os métodos e com as pessoas.
Queria também alguém para desconcertar o grupo e criar alguma agitação, quase sempre no bom sentido, com espírito de aventura e ousadia quanto baste, a Veronica.

Bem, para não levar ninguém ao engano, afinal eu não sabia do que precisava e todas as personagens planeadas, e outras não planeadas, acabaram por se moldar à estória e não ao que eu queria.

Sara e David são personagens centrais, mas dividem claramente o protagonismo com outras personagens.
Quanto ao Victor, é realmente director de um museu e chefe da expedição, mas em tudo o resto, não. E afinal o vilão…

Esta é a parte que mais me impressinou na experiência de escrever.
Não fui realmente eu a fazer a estória ou a construir os personagens!

Depois de definidos os pontos de passagem principais, na realidade, eu não tinha quase nada. Mas a sequência e o encadeamento da estória deram-me o resto, de um modo muito natural sem grandes desvios, com o caminho sempre à vista.

A estória escreveu-se a si própria, os personagens sairam do meu controlo e as suas características apareceram sem a minha intervenção consciente. E o mais surpreendente é que as relações entre eles e com a aventura em si encaixaram na perfeição, sem qualquer esforço da minha parte.

Eu ia conhecendo o enredo e os pormenores apenas à medida que os escrevia!
Quase sempre tive pena de não conseguir escrever à velocidade do pensamento porque as cenas seguintes surgiam sempre rapidamente.

Escrever para mim é afinal parecido com a descoberta de ler um livro. Só que são as nossas ideias, é a nossa mente a criar e as sensações são muito mais vivas, mais surpreendentes, de longe muito mais reais do que se apenas estivesse a ler.

http://sonhosdaatlantida.armandofrazao.com

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Wolfgang: O Guerreiro Nórdico ( de Danilo Pereira )

Acima do imenso portão da cidade de Kordava, uma escuridão fantasmagórica pairou silenciosamente naquela noite. Centenas de soldados tinham tombado e apenas um deles ainda respirava o ar decadente que aquelas sinistras ruas exalavam. O homem parecia ter visto algo de sobrenatural e mal conseguia segurar a espada, devido ao intenso tremor que o dominava. Ele não se mexeu. Estava apavorado e os seus olhos tinham-se fixado numa coisa estranha que flamejava sobre a torre do castelo.De longe conseguia-se apenas ver algo sinuoso…

 

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..que de mim me esqueça…

Ainda que o peso anos por mim passem, que de mim me esqueça, numa sombra me torne, jamais me esquecerei do teu nome….e das vezes que me fizeste sorrir….

José Guerra (2011)

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querem assassinar o rei leopardo [6]: um final à hercule poirot

A águia pedira que se reunissem todos aqueles de que suspeitava: a rainha, o crocodilo, o chacal. [Tinha dispensado a tartaruga]. Falou com um ar teatral:

«Sempre suspeitei do crocodilo», principiou. Ouviu-se um tchac enraivecido de dentes. Prosseguiu: «Mas o crocodilo nunca usaria uma bomba ou veneno. Não que esta escolha de meios o iliba: poderia tê-lo feito em conluio com alguém. Porém, custa-me a crer. Sobretudo, não vejo como conseguiria entrar no palácio. Só se tivesse um cúmplice…» Olhou em volta. «Os mais próximos do rei são, obviamente, o chacal e a rainha leopardo. Contudo…»

Deixou que a pausa encorpasse. O silêncio chegava a doer nos tímpanos.

«O chacal é astuto. Não falha, não comete erros, sempre o disse. Nunca poria uma bomba que não funcionasse. Demasiada incompetência.»

Fixou a rainha, que estremeceu.

«A rainha seria capaz? Bem. Havia, em toda esta história, qualquer coisa que não encaixava. Lembro-me de que, no funeral, a rainha leopardo procurava seduzir o futuro rei – o crocodilo. Sob o olhar atento do chacal. Atento, e quê? Que havia naquele olhar? Vergonha? Ódio? Ciúme…? Só nessa altura percebi: o chacal e a rainha são amantes…»

Houve protestos coléricos.

«O plano era claro. Tinham o objectivo de casar e reinar. Para isso, era necessário, primeiramente matar o rei. (E uma das tentativas foi executada pela rainha. Uma bomba: falhou. O chacal teve certamente de intervir, e o chacal nunca falha: o veneno actuou). Mas depois…»

A rainha estava histérica, a águia implacável.

«Depois vinha a segunda parte do plano. A rainha deveria seduzir o crocodilo, o qual seria, naturalmente, o próximo rei. Só quando se desfizessem dele, como se tinham desfeito do leopardo, teriam o terreno livre para a sua paixão e para o poder absoluto.»

A rainha desmaiou. O chacal, antes que o crocodilo o agarrasse, escapuliu por uma janela».

«Deixe-o. Ele não vai longe», rematou a águia – não queria que se distraíssem demasiado. Deixassem o chacal, para já: este era o momento de glória da águia. O chacal podia ter escapado, mas a águia não deixaria que o seu triunfo escapasse.

FIM

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Baldur de Kordava

Este medroso cavaleiro, carrega um artefato curioso e poderoso conhecido como Tyrfing ( espada mágica ). Criada pelos anões em Nidavellir, a espada carrega um segredo antigo e poderoso que não pode ser usada levianamente.

Baldur é ganancioso, vive à procura de reliquias para se beneficiar delas. Na obra, ele encontra Wolfgang nos portões de Kordava onde enfrenta uma terrível maldição.

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