minúsculas estranhezas

E decido-me: para compreender o que realmente se passa no país, está visto que a primeira coisa que tenho de fazer é deixar de ler jornais.

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Sem que percebas…

Choro-te sem que percebas que definhei naquela sombra lânguida que se morreu para lá dos ciprestes oca sem o teu sussurro ter…..

José Guerra (2011)

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NÃO SEI O QUE SIGNIFICA: MAS QUE SIGNIFICA ALGO, SIGNIFICA

Independente da minha própria posição política, e não querendo usar este blogue para “politiquice” barata, na qualidade simples de homem a quem a cultura importa, não posso deixar de dizer que o desaparecimento do Ministério da Cultura, ou a sua despromoção, é qualquer coisa que me assusta.

Se é um sinal, é um sinal pavoroso. O de que a cultura do país é um assunto menor.

Se não é um sinal – então o que é?

O problema das pessoas a quem a cultura importa é que tendem a querer ler. Ora como se pode ler este gesto do novo governo?

Uma coisa é certa: não é irrelevante. Infelizmente.

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olhar. só isso: olhar

Acreditando sempre que, no meio do ruído e da confusão, alguém (uma ou duas pessoas, porventura) há-de reparar que está aqui um romance português sobre o ciúme, sobre a solidão, sobre o desencontro, sobre a humilhação, a perda. E o amor. E, sem dúvida, a amizade. E sobre a homossexualidade. E sobre o tempo.

Até porque vir conhecer a página de “nada mais e o ciúme” não compromete ninguém, não obriga a nada. Mostra simplesmente o que dizem alguns leitores.

Aqui.

https://www.facebook.com/nadamaiseociumegilduarte

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O milagre de Eir – contos do guerreiro nórdico ( de Danilo Pereira )

Quando o mar se agitou naquela manhã e as ondas que provinham dele trouxeram para as encostas do reino de Midgard uma bela jovem de orelhas pontiagudas, o nórdico se encantou com tamanha formosura. Seus olhos brilharam, pareciam nunca terem visto uma mulher antes, talvez nenhuma como aquela que era tão bela quanto uma Deusa.

A moça se encontrava num sono profundo, inconsciente, pálida como a neve e sua expressão era de dor e sofrimento. O que poderia tê-la trazido até ali? Wolfgang não ousou pensar, estava encantado, admirado, fascinado por aqueles lábios carnudos que por breves e longos momentos sentiu um desejo incontrolável de beijá-los. O aesir apesar de desejá-la, sabia que se tratava de uma elfa e não de uma mulher comum, em sua terra, os elfos eram descritos como seres perigosos, que usavam sua magia para enfeitiçar os guerreiros que se aventuravam nas florestas.

Tudo poderia ser verdade, não descartou, mas seu espírito aventureiro lhe dizia para ir mais longe, para se aventurar, vivenciar as maravilhas daquele mundo fantástico repleto de fantasia. Então ele a tocou no rosto, sentiu por entre seus dedos rudes a maciez daquela pele branca que pareceu reagir ao toque.

A elfa dava sinais de que iria despertar, o aesir, adimirado e receoso ao mesmo tempo, recuou e viu aqueles lindos olhos se abrirem como se fossem duas lindas pedras preciosas. O brilho daquele olhar lhe ofuscou os olhos, era intenso, vibrante, verde como uma folha de lorien. Aquela expressão triste não existia mais, a elfa se levantou num pulo e abriu um sorriso tão maravilhoso, que foi capaz de deixar Wolfgang paralisado, sem ação, completamente sem reação.

A alegria daquele ser era mesmo contagiante, seus longos cabelos de cor amarelada se esvoaçavam em demasia pelo ar como sereias pelo mar, sua sensualidade era tanta, que bastava um único movimento dos quadris para enlouquecer até o mais forte dos guerreiros, quem sabe até mesmo um Deus.

O nórdico ficou com medo, pensou que aquilo poderia ser bruxaria ou algo parecido e de todas as maneiras tentou desviar seu olhar, mas a elfa queria encantar, atiçar aquele gigante do norte que demonstrando sua fraqueza, fez com que a delicada moça se manifestasse.

– Por que não olha para mim, não gosta do que vê?

Sem titubear, respondeu:

– Nunca vi cabelos tão bonitos, quem é você mulher, como veio parar aqui?

A elfa parecia querer brincar, não disse sequer seu nome e disparou sem rumo em meio à aquele mundaréu de terra. Ela corria depressa, seus pés descalços percorriam aquele território como se fossem os de uma criança travessa, inocente, sem culpa. Então Wolfgang correu atrás dela, a seguiu até uma floresta onde a viu sumir por entre aquela mata. Naquele momento o aesir pensou estar delirando, de estar vendo coisas, de estar apaixonado por alguém que poderia não existir. Era uma tentação, assim pensou, uma miragem, uma maldição enviada por Hel que alegrava-se com a morte.

O nórdico tentou recuar, estava crente que aquilo tudo não passava de um encanto maligno mas seu coração e seu espirito aventureiro lhe diziam para se aventurar, para se aprofundar naquelas folhagens que pareciam querer lhe mostrar algo. Então ele penetrou naquele mato, desembainhou o aço e percorreu cada centimetro daquela terra como se fosse um predador faminto, não encontrou nem rastro da elfa, que misteriosamente desapareceu no meio daquele mundo florestal.

O desespero começou a tomar conta da situação, Wolfgang havia se perdido e se viu num labirinto grandioso ao fitar aquelas colossais árvores que se entrelaçavam em meio à aquele verde infinito. Não havia viva alma ali, concluiu o aesir, estava sozinho, abandonado e por um breve momento, pensou não haver saída e que tudo não havia passado de um maldito feitiço. Por outro lado, a elfa bem que podia ser real, tão real, que ao fechar os olhos, pode ouvir um canto doce que pareceu sair dos lábios daquela doce criatura.

Seria realidade ou fantasia? Ele não tinha certeza, tinha apenas a certeza de que aquela suave melodia continuava a ecoar por aquela floresta que subitamente revelou algo surpreendente. De algum lugar daquele matagal, uma pequena luz tênue de cor esverdeada serpenteou entre as árvores e pairou no ar ficando frente a frente com o nórdico que murmurou ao recuar.

– Sagrado seja Odin!Que diabos é isso!

A luz não cessou, foi de encontro ao guerreiro e revelou-se.

– Não tenha medo, sou uma simples fada e preciso de sua ajuda, depressa!

Sem perder tempo, Wolfgang a seguiu, penetrou numa parte escura da floresta e cruzou um enorme feixe de raízes que haviam se entrelaçado num corpo. Era a elfa que estava ali, desacordada, sufocada por aquelas plantas que pareciam ter vida. Então, o gigante dourado com toda sua força, agarrou aquele monte de raizes e as puxou com muita violencia, libertando a moça daquele sofrimento.

Wolfgang a pegou nos braços, a abraçou e não sentiu calor algum naquele corpo meigo que até então se encontrava gelado como as montanhas do norte. A fada, não conteve sua emoção e derramou um rio de lágrimas sobre aquele solo maldito que milagrosamente, se encheu de pontos brilhantes que deixaram aquela pequenina criatura eufórica.

– Veja! São folhas de Lorien, depressa guerreiro, vamos rezar por Aurehen!

Meio sem jeito, o aesir apanhou uma das folhas, olhou para o alto e pediu aos Deuses que não a levassem.

Então, do alto daqueles titânicos arvoredos desceu uma imagem, uma imagem encapuzada trajando uma canga e uma folha de Lorien na cintura. O nórdico olhou espantado, parecia estar vendo um fantasma e com toda sua devoção, emocionou-se ao pronunciar:

– Eir!

Era a Deusa da cura que havia deixado Asgard para salvar Aurehen da morte, a elfa havia se perdido de seu povo e nas terras de Midgard, ela não passava de uma mera mortal. A Deusa, tocou em seu coração e com uma luz divina, fez com que aqueles olhos brilhantes brilhassem mais uma vez por aquela imensidão esverdeada. A elfa havia acordado e Wolfgang, com ela ainda em seus braços, a beijou e sentiu o doce gosto daquele beijo que o fez perder o fôlego naquela fantástica imensidão esverdeada.

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Na intimidade de um poema….

Na intimidade de um poema escrevo-te no corpo a palavra amor, dispo-te no olhar, no teu intimo me sabe, percorro-te sem pudor, só assim te sei amar…

José Guerra (2011)

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Um pouco dos 2 contos da Margarida

        Olá a Todos

Venho apresentar um pouco dos 2 contos da Margarida:

Margarida e a Luz Linda do Seu Coração:

           – UAUUU MESMO, obrigada por me alimentares.

– O quê? Quem és tu? Pergunta Margarida, intrigada, olhando para o seu peito, para dentro de si mesma.

– Eu? eu sou tu…Sou a tua Luzinha  Linda, aquela Luz que se encontra dentro do teu Peito, do teu Coração, dentro de ti mesma, e se olhares para mim, se me abraçares, me acarinhares, me amares, se me ouvires, se fizeres o que eu te disser, vais sentir-te a pessoa mais feliz do Mundo… Porque então vou Começar a Crescer… Crescer… dentro de ti e a minha Luz preencherá todo o teu corpo.

Margarida e Todo o Amor do Mundo no Seu Coração:

             – Paguito, tu viste o que aconteceu? Será possível que o José venda tudo o que nós lhe demos?

– Não sei Margarida, mas se ele o fizer,está no seu direito…Ele não te pediu nada, tu é que lhe quiseste dar, certo?

– sim, claro… mas…

– Mas nada, minha Linda…Não cobres Margarida… Ele é livre de fazer as suas escolhas. Se ele escolheu vender o que tu lhe deste, tu só tens de aceitar isso. Nada mais.

Espero que tenham gostado deste cheirinho dos contos da Margarida 🙂

Um Abraço com muito carinho a Todos que leram estas palavrinhas

Rita Lacerda

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A Deusa mãe

Frigga é a deusa do amor, da união, é a rainha de todas as Deusas e a mais formosa entre elas. Diferente de Freya e Eir, ela é a deusa  mãe do clã  Aesir que representa os guerreiros, o aço, a coragem. Ela é a prototedora dos guerreiros nórdicos que acreditam firmemente, que as espadas que carregam em batalhas, são abençoadas pela deusa.

Na obra, quando Wolfgang caiu diante de Leviatã, Frigga, ao ser invocada pelo guerreiro, ajudou-o a enfrentar o demônio que estremeceu com sua aparição.

Freya é muito poderosa e é a unica Deusa que pode ocupar o lugar mais elevado no panteão Nórdico junto à Odin.

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Sou caranguejo….

Sou Caranguejo…signo afortunado pela clarividência das emoções e dos sentimentos que vive intensamente, infortúnio na melancolia e na dor que sente na incompreensão e na solidão do seu medo…apenas o mar o compreende de onde bebe o sal da vida com o qual escreve lágrimas de paixão…

José Guerra (2011)

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Fenrir

Fenrir é um lobo gigante que vive na caverna do gigante Imer. Na obra, Wolfgang o encontra em um corredor escuro, onde passa por momentos de pura tensão.

Fenrir foi amaldiçoado por Odin, que o condenou a vagar pelas cavernas geladas do norte após ter desafiado os Deuses.

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