José Guerra (Clicar)
Lugar no silêncio, onde as palavras se dormem, mas que versam no vosso olhar…(clicar)
Na época em que o gigante dourado se aventurou pelas perigosas terras de Kordava, ele encontrou uma coisa de forma estranha que surgiu no meio de um imenso vale. O curioso, é que subitamente algo pairou sobre seu topo.
Wolfgang, de longe. percebeu que podia ser um dragão, um daqueles enormes de cor avermelhada que por algum motivo pretegia aquela coisa.
Como um aventureiro nórdico, ele desceu da montanha e encontrou lá em baixo, um homem magro segurando um escudo e uma lança que parecia ser infinita.
A principio, não disse nada, se aproximou e percebeu que o rapaz estava tenso, um covarde, assim entendeu, pois o camarada pingava debaixo daquela armadura que sofria com os raios de sol daquele entardecer.
O aesir resolveu quebrar o silêncio, estava curioso e então, foi logo perguntando ao homem.
– Es soldado da ordem real.
De soslaio, ele respondeu:
– Pareço um.
Wolfgang o fitou, o fitou novamente e retrucou:
– Não tenho certeza, mas vejo que está com medo.
O rapaz engoliu a seco, o guerreiro havia dito a verdade e cabia a ele tentar contornar a situação.
– Sou Baldur, filho de Bior e sou um cavaleiro da corte real – disse de cabeça erguida – Preciso livrar a cidade desse maltido dragão – entusiasmou-se ele. Para trás amigo, ou irá se machucar.
Baldur de alguma maneira criou coragem, queria mostrar ao aesir que era capaz de enfrentar a fera, então ele recuou, deixou-o partir em direção ao dragão que ao notar sua presença, o cobriu com uma poderosa chama que ardeu até os olhos do guerreiro nórdico.
Meio sem jeito, o cavaleiro ergueu o escudo com as duas mãos e se protegeu daquele fogaréu. Por sorte não fora queimado, Wolfgang, não conseguiu conter sua decepção e foi logo ajudando-o a se levantar.
– Desse jeito não conseguirá nada homem, acho que o bicho protege algo que está lá dentro! – afirmou.
– Então não sabe – perguntou Baldur, ja recompondo-se do ataque.
O guerreiro coçou a cabeça, olhou para aquela forma estranha e respondeu:
– Que o raio de Thor caia sobre minha cabeça se algum dia vi algo parecido com aquilo!
– É a torre de ferro que surge de tempos em tempos guardando segredos dos anões – falou Baldur – Ah, aqueles malditos pequenos! Criaram a torre e dentro dela guardam o Draupnir.
Sem entender nada, Wolfgang queria saber mais sobre o assunto.
– Draupnir, o que é isso.
– É o anel da fortuna! – Entusiasmou-se ele – Quem conseguir usá-lo, se tornará muito rico e poderoso!
O aesir pouco se entusiasmou com aquilo, a riqueza e a fortuna não importavam para ele, estava atrás de aventuras, de prazeres e aquela torre o havia fascinado, queria explorá-la, conhecer seu interior e depois contar aos nórdicos sobre suas descobertas.
Baldur queria o anel, ele sabia disso e então, tentou convencer o cavaleiro a se aventurar.
– Sei que queres aquele anel, não quer.
Desconfiado, o cavaleiro respondeu:
– E você nórdico, não o quer.
– Não quero o anel homem, quero entrar na torre e ver o que há la dentro.
O cavaleiro não acreditou no que ouvira, como alguém poderia recusar o poder do anel ( interrogação ) Apesar da desconfiança, ele acreditou no aesir que lhe pareceu muito sincero.
– E então, o que está planejando.
Sem delongas, ele prontamente respondeu:
– Vamos fazer o seguinte, pegue o escudo e vamos andar com ele sobre nossas cabeças até a entrada da torre, quando aquele maldito lançar o fogo, defenda-se durante algum tempo até eu adentrar naquela coisa.
O cavaleiro tremeu dos pés a cabeça e achou ousada demais aquela estratégia, o gigante, notou o medo estampado em seu rosto e então, tentou encorajá-lo.
– E então, você vem ou não. Poderá por suas mãos no tal anel.
Os olhos de Baldur brilharam naquele momento e o medroso cavaleiro, talvez por impulso e sede do anel, acabou aderindo à vontade do guerreiro.
O dragão rapidamente notou aquela ação, viu os dois aventureiros se aproximarem da torre e baforou sua poderosa chama, fazendo os dois agacharem devido ao impacto.
– Aguente firme homem! Vou entrar – vociferou Wolfgang, que partiu como uma bala em direção à entrada.
Baldur fazia o possível para segurar o fogo enquanto o aesir havia sumido de vista, por entre o escudo, o guerreiro nem sequer viu rastro do guerreiro que já havia adentrado naquela coisa.
Do lado de fora ele ficou, enquanto o outro, esse ficara perplexo com tanta engenhosidade que o interior daquela torre de ferro porporcionava. Eram inúmeras inscriçoes e desenhos em uma lingua estranha que Wolfgang não podia compreender, haviam pedras, muitas delas, todas pontiagudas que formavam formas muito parecidas com as de um anão, não eram esculturas e muito menos estátuas, não se sabia ao certo do que se tratava, ao lado delas, havia um pequeno altar que abrigava um luxuoso baú ornamentado por ouro que logo chamou sua atenção.
Com um pouco de receio ele se aproximou, o tocou e apenas observou aquela peça reluzir como a luz do sol por aquela torre. O que poderia haver ali dentro ( ponto de interrogação ) A curiosidade tomou conta do gigante dourado que não resistindo à tentação, tentou abrí-lo.
A peça se encontrava fortemente selada e foi preciso se esforçar muito para tentar retirar as correntes que se entrelaçavam como serpentes por uma misteriosa tranca que parecia ser feita de um material desconhecido. Nem mesmo o aço foi capaz de quebrá-lo, pois após ser desembainhado, se partiu ao meio devido à violenta ação do golpe.
O baú permaneceu intacto e o aesir, como era de costume, blasmefou contra aquela maldita torre que de algum lugar, emitiu uma voz que parecia não ser daquele planeta.
– Como ousa entrar aqui e roubar o que é meu.
O nórdico sentiu sua espinha gelar naquele momento, seus cabelos se eriçaram e por um breve momento não conseguiu sequer dar um passo, estava perplexo, atônico e não encontrou outra solução a não ser a de responder.
– Sou Wolfgang, um aventureiro e não sou um ladrão.
O silêncio pairou no ar, nada foi dito durante algum tempo até o estranho se manifestar uma outra vez.
– Ó guerreiro do norte, sei muito bem de suas vontades, venho de um lugar distante e queria poder tocá-lo. No espaço onde vivo, não há corpo, não há vida e nem esperança. Admiro sua coragem, sua bravura, sua fé nos teus Deuses que o acompanham.
Queria eu, ter o seu corpo forte para lutar, viver e morrer por algo, por um ideal, enfim, sou apenas uma alma disforme que vaga no cosmo á procura de vida, do ser perfeito para quem sabe um dia transmitir meus conhecimentos.
Sei que lhe pareço estranho, não precisa responder, eu sei, eu sinto, conheço os de sua raça e os estudei durante um longo tempo.
Os anões são gananciosos, ah, como são! São diferentes dos homens do norte, que lutam por suas vidas no alto de suas montanhas, já os pequenos, querem a fortuna, o poder e por isso criaram essa torre de ferro que guarda o anel de Brokk e Eitri.
Você tem muita coragem de entrar aqui guerreiro, ó se tem! Jamais um mortal saiu vivo daqui mas você é diferente, tem o espirito forte e ama sua vida. Queria eu, poder lhe mostrar seu futuro, suas conquistas e suas travessias por esse mundo fantástico em que vive, mas deixarei que descubra sozinho e talvez um dia, nos encontremos de novo.
Wolfgang não sabia o que dizer, estava paralisado, estarrecido com tanta sabedoria daquele ser esquisito, seria ele um Deus superior aos seus ( ponto de interrogação ) Não se podia saber, podia-se apenas, perguntar-lhe sobre suas intenções.
– Diga-me então estranho, o que quer comigo.
– Não lhe farei mal algum, aproxime-se! – ordenou ele, que subitamente se mostrou naquele espaço. Era uma simples e densa névoa que tinha a forma de um corpo, uma espécie de campo magnético, algo mutante, surreal, uma alma perdida em algum lugar – abra o baú, pegue o anel e use-o – finalizou.
Wolfgang então abriu o tal baú, pegou a peça e disse seriamente:
– Ouvi muita coisa sobre esse anel, dizem que é poderoso e que dá riqueza a quem o usa. Sou um guerreiro ó estranho, venho do norte e lá, não cobiçamos o ouro. Sou um homem simples de muita fé, vivo e morro pelos meu Deuses que lá de cima, me dão sabedoria e força para lutar.
Quero viver como meus ancentrais, no campo de batalha, reverenciando o aço, na qual poderei sempre confiar.
O estranho o havia entendido, os nórdicos eram assim, viviam e morriam por aquele pedaço de metal que para eles, significava vida e honra.
O ser disforme queria reconpensá-lo de alguma maneira, em suas faculdades, ele havia encontrado um homem de fé, de coragem, de fervor, que dava valor a seus principios e não abria mão deles. Então, ele falou pela última vez:
– Você é surpreendente entre os de sua raça, ah, como é! Essa torre já foi palco de muita ganancia e pervensidade, muitos morreram por causa deste anel e agora, ó homem do norte, você poderá livrá-la da maldição que os anões puseram sobre ela.
Há um guardião lá em cima como você bem sabe. Vá até ele, use o anel uma única vez e espere por um sinal que virá do céu, não tenha medo.
Wolfgang pouco compreendeu, queria se aventurar no desconhecido e agora estava lá, dentro daquele lugar estranho vigiado por um enorme dragão que havia feito Baldur se molhar por inteiro.
Então guardou o anel, viu o ser disforme se dissipar no ar, seguiu até uma espécie de escadaria num canto da sala e subiu, encontrando um longo caminho pela frente.
Os degraus pareciam não ter fim, eram numerosos e o aesir se cansou de serpenteá-los como um gato atrás de um rato, estava apreensivo, com um certo medo e seu coração, ora ou outra disparava pois o demônio que o aguardava lá em cima, fazia aquela bendita torre tremer com o balançar de sua calda que não cessou nem por um instante sequer.
Aquele tremor ainda durou um certo tempo a passar, até que por fim, as cores do entardecer se estampou claramente no rosto do gigante, que sentiu sua espinha gelar mais uma vez ao ver o guardião daquela torre.
O dragão rapidamente sentiu a presença do guerreiro que teve de se esquivar para não ser queimado vivo por aquela terrível fera. Não havia como enfrentá-lo, estava desarmado e a única opção que tinha, era a de usar o anel como assim aquele estranho ordenara.
Assim ele o fez, colocou-o sobre o dedo indicador e olhou para o céu que pavorosamente começou a se transformar.
A ação havia surtido algum efeito, pois o demônio vermelho bateu asas e voou em circulos em volta da torre que metamorficamente começou a se modificar atravéz de estruturas estranhas que saiam do chão elevando-a a um patamar fantasmagórico.
O poder do anel era mesmo verdadeiro, assim pode concluir, o guerreiro que queria apenas se aventurar por aquelas terras havia encontrado algo mistico que nem mesmo o mais sábio dos homens poderia calcular tamanha força e veracidade.
O topo da torre havia se transformado e do céu, um intenso clarão pairou sobre aquele círculo petrificado, revelando assim, algo que fez os olhos do aesir cintilarem como os de um lobo.
Era uma espada que havia surgido ali, entre as pedras, fincada sobre o chão que estremeceu com uma estranha aura que saiu daquele aço transformando-se num espírito de luz.
Wolfgang, pensou que fosse um Deus que havia aparecido para ele, se curvou diante daquela alma e sentiu uma tremenda força que pareceu lhe confortar.
– Pegue a espada e mate o dragão, quebre a maldição! Liberte-me desta ilusão! – exclamou a enigmatica aparição, que trajava um elegante elmo e uma volumosa capa esvoaçante.
– Que Freya me acorde se eu estiver sonhando, você é um Deus – perguntou o guerreiro, ainda curvado.
– Não importa quem sou, liberte-me aesir e será recompensado no futuro – respondeu ele.
O mistério pairou no ar e como um homem de muita fé, absorveu aquelas palavras com muita sabedoria ao lembrar-se do estranho de outrora que havia lhe dito para não ter medo.Então, de olhos fixados no dragão, ele correu até o aço que não ofereceu resistencia alguma ao ser retirado.
A espada estava em suas mãos, leve, encantadora e portadora de algum tipo de encanto, pois pareceu querer encontrar aquele dragão que subitamente começou a se locomover em demasia.
Havia algo de diferente naquele monstro, estava inquieto, agressivo, urrando e lançando fogo para tudo quanto é lado enquanto Wolfgang, esse parecia um felino, cauteloso, engenhoso, esperando para dar o bote na hora certa em sua presa.
A oportunidade não demorou a chegar, o dragão, que voava sem límites por aquela torre mutante pairou sobre o grande círculo e investiu contra o guerreiro que esquivando-se de sua mandibula assassina, saltou sobre seu pescoço ficando a poucos centimetros de seu coração.
O dragão se agitou, tentou se livrar mas o nórdico era um verdadeiro animal, um vencedor, um caçador nato que em fração de segundos, se transportou para o peito do monstro perfurando-lhe o coração até o talo, sem dó e nem compaixão.
O monstro havia tombado, Wolfgang triunfado e atravéz de sua cabeleira esvoaçante que se espalhava por seu rosto rude, viu o espirito de luz se aproximar e dizer:
– Que Odin lhe abra os portões de Asgard meu amigo! Nunca perca sua fé e um dia, lhe recompensarei por isto. Livre-se do anel e volte para seu mundo guerreiro.
Wolfgang viu a alma partir, retirou o anel e percebeu que havia adentrado em outra dimensão, num lugar surreal de cores mórbidas que não passou de um encanto causado por aquela pequena peça.
O mal havia ido embora, o entardecer daquela surpeendente tarde voltou a tingir o céu com suas cores fortes e vibrantes e o nórdico, como se tivesse a agilidade de um lobo, deixou aquela torre de ferro que estranhamente desmoronou sobre aquele imenso vale.
Baldur ainda estava lá, trêmulo, envolto à aquele escudo que parecia mais uma espécie de concha do que qualquer outra coisa. Estava paralisado, com medo, sem saber como agir diante daquele guerreiro que parecia não se importar com aquela destruição.
Ele seguiu em frente, passou pelo cavaleiro que apesar de sua aparencia catastrófica, perguntou-lhe quase sem voz:
– E então, encontrou o… anel
Com uma expressão cômica e divertida, o aesir respondeu:
– Pegue-o homem! – arremessou ele – talvez com ele, se torne um cavaleiro de verdade.
O Lucas comprara finalmente o seu sonho: um barco com um motor potente e uma divisão coberta, onde tinha uma cozinha minúscula, uma casinha de banho e duas camas.
Por algum cinismo astrológico, como se os astros o invejassem, assim que se viu no barco, a sua vida afundou: Manuela, ao fim de trinta anos de casamento, saiu de casa com os filhos; a seguir, Lucas perdeu a própria casa. A maioria dos amigos, não imediatamente, mas aos poucos, foi-se fragmentando; foram desaparecendo paulatinamente da sua vida, talvez porque ele lhes pedisse muitas vezes dinheiro.
Sempre se imaginara disparado, no seu barco, pelas águas da Côte d’Azur ou do Mónaco. Ou mesmo do Algarve. Sempre imaginara o iate atracado em marinas de aspecto internacional, entre línguas estrangeiras que se cruzariam no espaço. Ao invés, só podia frequentar praias poluídas e baratas, cheias de banhistas gordos, suados e com celulite. Apetecia-lhe deslizar sobre as águas numa velocidade vertiginosa. Mas os banhistas gritavam-lhe imediatamente, da água para onde estavam a fazer chichi: «Eia lá! Cuidado com isso. Agora até na praia um gajo pode ser atropelado!?»
Sarmento, um dos poucos amigos que lhe restavam, disse-lhe um dia, fazendo rebrilhar o dente de ouro. (O dente de ouro fora, por sua vez, o sonho realizado do Sarmento):
«Se fosse a ti, pá, vendia o barco. Para andares com ele por praias feias e reles, em vez de viajares até aquelas praias que estão nos teus postais, sim, os que afixavas na porta do frigorífico (quando tinhas frigorífico), mais te valia venderes o barco…»
O Lucas não pensava assim.
Em primeiro lugar, sem casa (e sem frigorífico, de facto), começara a viver no barco. E, só por si, ter por habitação um barco, como em certos filmes, era um outro sonho materializado.
Em segundo lugar, dentro do seu barco, confortavelmente sentado ou deitado, balançando ao de leve sobre o ondear das águas, podia sonhar que estava em qualquer lugar: na limpidez de um paraíso.
E isso bastava-lhe. Fazia da sua derrota algo por que valia a pena viver: e o seu barco merecia isso. E ele merecia isso.
Além de tudo, continuava a jogar no Euro-milhões.
Somos cinquentões e temos uma miúda de 11 anos. Minha mulher estava a tentar mudar algumas instruções para a nossa filha que não estava a perceber muito bem. Minha mulher então disse-lhe: REBOBINA A FITA!. A nossa filha com um ar aparvalhado: O que é isso? Eu puxei dos meus saberes cibernéticos e disse para a nossa pequena: Apague os registos da PEN e coloque novos! A miuda: Aaah! Percebi.
Odin é o Deus da sabedoria, da profecia, da guerra, dos guerreiros que são mortos com honra nos campos de batalha. Na obra, Wolfgang é enviado ao Valhala ( vale onde somente os que morrem com honra são enviados ) e recrutado anos mais tarde pelo Deus, que lhe da uma missão.
Seu profundo conhecimento, vem de Jotunheim ( lar dos gigantes ) onde o gigante Mimir ( criatura sábia e poderosa ), o deixou beber da água de sua fonte milagrosa, lhe concedendo assim, sabedoria e inteligência para governar o panteão nórdico.
Logo que Mimir foi morto na guerra dos Deuses, sua cabeça, que fora embalsamada por Odin, é capaz de responder a todas as perguntas, funcionando como uma espécie de oráculo ao Deus, que o consulta sempre que necessário.
Em Midgard, os guerreiros nórdicos acreditam firmemente, que a chuva que cai do céu, é a própria lágrima de Odin que os banham com força e sabedoria, os tornando capazes de crescer e lutar pela terra média.
Sem cansaços, caminhamos, com paragens para confraternizar!
A poesia é o nosso combustível, nesta estrada que nos propusemos a caminhar.
Desta vez a a paragem é em Sines, na livraria a das artes ( http://adasartes.blogspot.com).
Será no dia 3o de Junho, quinta-feira, pelas 18h.
Conto com a presença de todos, para animar pelas palavras os locais onde ainda se comemoram as artes.
Mulher açucena
Talvez esta mulher poema
tenha um travo de saudade,
talvez esta pequena açucena
seja flor com raridade.
Talvez não me baste a voz
para cantar a verdade,
preciso de ser veloz
não quero ferir a vaidade,
porque o coração da mulher
é habitado por seres
só soltos pelo querer,
incontidos de prazeres.
Excerto do poema Mulher Açucena do livro Versejando pelos caminhos da Alma
Recomendação: se tiverem dificuldade em decifrar, insistam; leiam em voz alta. Verão que se compreende bem. Bem até de mais.
fúi fazêr izâme i julgáva k tínha dscubérto típo a ssulussão prâ levár cábulas ssêin ús prófes tupárein. éra têr túdo iskríto núm lênsso dassuár bué de ranhôuzo. i prâ nãu avêr ssúspêitas inda me açuáva ó lênsso típo côun bué de baskêiro. o prubelêma fôi típo k o rânho diçólve a tínta. i cuândo têntêi lêr as cábulas akílo já nãu çaperssebía náda. mén. ísto tá cada vês máix lichádo. prús vístos prâ un gáijo cupiár nús izâmes çó típo se ãndár a istudár prâ juís.
NOTA: «Caradanjo» é uma personagem criada por mim, há já alguns anos, num blogue colectivo. Ei-lo que regressa, verruminoso como antes.
Sinto-te no perfume dos teus passos que não ouço, amo-te em surdina nos poemas que te respiro nas noites de ébano, canto-te uma flor debruada de amor e adormecemo-nos naquele abraço suado….
José Guerra (2011)