As muitas parcelas da nossa moral…

As muitas parcelas da nossa moral…

Faz uns dois mil anos que um imperador da antiga Roma, homem despachado, empregou os seus muitos talentos para se livrar de uma vez por todas, de uns incómodos adoradores de um deus, à época novinho em folha.

A Roma de então fortalecia-se na lógica e na moral dos seus muitos e atarefados deuses. Para quê mais um? Ainda por cima um insignificante, modesto e pobre filho de carpinteiro, pregado numa cruz e com uma coroa de espinhos a sangrar-lhe a cabeça!

Que falta de grandeza, que imoralidade! Um deus pobre, despido de riquezas terrenas.

Um deus que afronta a Força das armas do Império e a tenta amedrontar com o Poder imaginado que existiria no Céu.

O imperador, (rapaz despachado como acima se disse), era pessoa de muitos talentos; coisa que resulta de uma educação esmerada e de uma linhagem a perder de vista na distância do tempo. Tinha, (de comum com os homens simples do Povo), as suas traquinices, as malfeitorias que resultam de certos vícios que se pretende, a todo o custo, esconder das bocas do mundo.

O imperador, confesso adorador de Baco e das suas Orgias, ser sequioso do Conhecimento das Coisas, que esventrou a mãe para, com o rigor da verdade nua e crua, Saber de fidelíssima fonte de onde provinha, gizou um plano; de um só golpe chamou a si a protecção do seu deus Baco, livrando-o da concorrência de um novo deus, ainda que pobretanas e, em consequência, inofensivo, e lançou sobre os ombros dos ditos Cristãos o peso de todos os seus vícios e malfeitorias. Condenou-os a perecerem na arena do Circo Máximo como repasto dos leões e para divertimento do seu povo.

Ainda a lógica não era considerada uma batata, e já o excelso imperador tinha raciocínios modernaços, ao nível do século XXI, tais como: “Morre o bicho, acaba-se a peçonha.”

Vem isto a propósito de quê, que se me varreu? Há, já me recordo; de dois importantes jornalistas, escritores, e talvez muitas outras coisas, como doutores, por exemplo, que, dias atrás, perante as câmaras de certo canal de televisão, afirmaram, (sem dúvida), em pleno uso das suas faculdades mentais: “O Comunismo não é a solução,” ou coisa parecida, e ainda, sobre a Associação 25 de Abril, que, feita a Revolução para o Povo, é este o soberano do seu destino, ainda que, pela via dos maus fados e dos maus ventos, um qualquer imperador de “meia tigela”nos venha cantar ao ouvido as “canções do bandido.”

Assim, vamos falar um pouco sobre estas duas e pertinentes questões. Falemos da primeira, de ser o Comunismo uma solução viável ou não para nos arrancar deste mal-estar a que damos o nome de crise.

Ao invés do que parece, eu, simplesmente, não sou COMUNISTA. Nem Comunista nem outra coisa qualquer que se relacione com a politica activa, praticada pelos partidos. Isto, digo-o para que se conste.

Quanto ao Comunismo contesto a época estalinista, e não apenas; reconheço que, (enquanto Império), existiram erros e práticas que negaram os Princípios; e os Princípios, meus senhores, em política, são tudo.

Enquanto indivíduo que se insere no colectivo percebo que, para navegar, para ter objectivos, para evoluir, é-nos indispensável um Ideal, um rumo; também entendo que, na nossa condição de latinos, se não estamos limitados nesse campo, o temperamento que nos caracteriza, nos “enviesa” o trajecto. Os caminhos trilhados pelos povos europeus do Norte não nos são viáveis; não vale a pena escamotear, ou fugir às questões.

Nós, os latinos, filhos dos espaços quentes do Sul da Europa, destes climas temperados do mediterrâneo, somos capazes de ser tudo o que os outros são, mas sempre moderadamente; somos moderadamente sérios, moderadamente cultos, moderadamente inteligentes.

Noutras áreas somos de extremos; nos negócios (para dar um exemplo). Quando, ao fim de quinze ou vinte anos de gestão, uma Empresa Anglo-Saxónica realiza todo o capital que investiu no negócio, dá uma festa e os administradores afirmam que fizeram uma excelente gestão. Se a Empresa for latina e se o capital investido não for completamente recuperado passados dois ou três anos, é porque a gestão é para esquecer. Não foi má, simplesmente foi péssima!

No desporto, o futebol, para especificar, aquilo não é um jogo, mas sim uma batalha sem o recurso a canhões, apenas porque nunca nos deixam levá-los para as bancadas…

Contudo estamos vivos. Pobretanas, cheios de maleitas, eternamente lambendo as nossas feridas, já sem escravos que nos sirvam, mas vivos e a ocupar os espaços geográficos que são as nossas pátrias; para cada um de nós, mesmo depois de mortos, para daqui nos tirarem, vão ser precisos, pelos processos habituais, quatro. E vivos então, pela forma como estrebuchamos, mordemos e pontapeamos, por cada um são necessários muitos…

Ora, senhores jornalistas: para a nossa gente, mediana em tudo, o Comunismo, pela sua singeleza e pela sinceridade e bondade dos nossos camponeses e dos nossos operários, é sim o contra ponto às sevicias, abusos e roubos de que, (a cada dia que passa), somos vitimas, por parte de um sistema de ultra direita que, se não é declaradamente neo-liberal, de feição e ideologia nazi, é-o de maneira encapotada.

Os Comunistas não respondem a nomes de código, como Pinóquio, Gordo, e outros que por aí circulam; não têm (que se conste), deputados e banqueiros corruptos, polvos de braços longos imiscuídos na política e na alta finança, responsáveis por Região Autónoma de discurso banal e com administração inadmissivelmente corrupta, não depositam dinheiro de fuga aos impostos nos bancos suíços, não são o rosto de todos os males que afligem este País. São crédulos e ingénuos, (eu assim o penso), e querem endireitar o mundo há maneira das revoluções feitas na época em que era permitido aos povos sonharem e terem ideais, e isso, neste nosso tempo, é na verdade um sonho, pelo menos ainda distante, mas que são gente de Bem, isso, eu que com eles convivi, posso garantir que são. Já Sá Carneiro o dizia, nos discursos que fez na assembleia de então, publicados no Diário das Sessões que, clandestinamente, nos chegavam às mãos, e onde ele os comparava aos antigos Cristãos.

O que eu não esperava de todo, era que o raciocínio ingénuo feito por um imperador de à dois mil anos atrás fosse repetido agora, ainda por cima por gente com sérias responsabilidades na área informativa.

Os leões de então não tiveram barriga para tanto cristão, assim como os leões de hoje vão parar de comer Comunistas por causa da diarreia; é que parece que são indigestos, talvez insonsos…

Não, meus senhores. Vocês falham, com se dizia tempos atrás, como falham as notas de mil. Não se perseguem ideias, talvez que nem sequer valha a pena combate-las. Em política, a única maneira é sim fazer melhor, e vocês nunca o conseguiram; nunca se muniram da seriedade e da honestidade indispensável. Vocês sim, são os coveiros e os ladrões deste País.

Talvez que uma profunda crise de ideias esteja por detrás da falta de assunto para alguns importantes jornalista da nossa praça. Se me permitem, dou-lhes uma dica.

Certa tarde, estava atarefado a estudar um projecto no meu gabinete, nas instalações dos escritórios de uma das maiores obras que se fizeram neste País, quando, erguendo os olhos, vi um velhote debruçado para o exterior, de dentro de uma vala, que passava na frente. Não liguei, não era assunto da minha competência. Mais tarde, soube que o trabalhador, um servente com mais de setenta anos, tinha morrido porque a barreira da vala, ao ceder, lhe esmagou os rins.

Na manhã do dia imediato, quando discutia, exaltado, o assunto com um dos directores da Obra, fui informado que a administração retirara os custos correspondentes à entivação da vala, por os considerar elevados; e mais perplexo fiquei, quando me disseram que o valor da multa era francamente inferior ao custo da entivação. Aqui têm, meus senhores, um assunto pertinente para escreverem artigos e crónicas; é que, com uma Assembleia da Republica que dispõe de legisladores que produzem estas leis, que País necessita de inimigos externos…

Apraz-me saber que um destes jornalistas aqui mencionados escreveu sobre as obras megalómanas, (como o edifício sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa), que na época se fizeram. Excelente assunto. Eu não escolheria melhor. Mas, será que focou todos os ângulos? Pois, esta a questão de fundo. Quantos indivíduos de raça negra jazem nas fundações das nossas obras megalómanas de então, e qual a sua verdadeira identidade, sabem? Eu não sei, e sou do ramo da construção. Mas dou-lhes mais duas dicas; certo dia, um administrativo de uma obra desabafou comigo. Disse-me: Sabe como estas coisas são? Olhe, o outro dia, ao dizer a um africano que o bilhete de identidade que me mostrava não era o dele, recebi uma simples resposta, Pois não, era do meu avô, que era português! E se o meu avô era português eu também sou, como neto, e tenho direito a herdar o seu bilhete de identidade!

A outra dica: Vossa excelência recorda-se de ver, quando circulava de carro em direcção ao Sul pela ponte 25 de Abril, uma bateria de silos de armazenamento de cereais, em que um dos fustes mostrava um rombo?

Um arquitecto das minhas relações profissionais que, certa tarde, se reunia com o engenheiro dessa obra no local, interrompeu a reunião porque gritos alucinantes ecoaram por toda a obra. O engenheiro mandou de imediato parar todas as máquinas e colocou todos os operários em busca do acidentado. Os gritos foram enfraquecendo, até que se extinguiram. Passado tempo, o engenheiro mandou que as máquinas voltassem a trabalhar, e mandou que ninguém saísse da obra e que, no final do dia, todo o pessoal dos subempreiteiros formassem no parque de estacionamento e respondessem à chamada. Sabe o resultado? Simples, meu caro jornalista; não faltava ninguém!

E por último, mais uma para entreter no caminho. O maior drama na vida de um administrativo de obra, era ter de se deslocar a um dos muitos bairros degradados onde viviam os emigrados de raça negra, a combinar o número de homens que iam trabalhar na segunda-feira. Faziam-se sempre acompanhar pelo maior número possível de colegas. Um dia foi num desses grupos; no local, dei por mim a pensar como os dezasseis por cento de IVA da altura chegavam aos cofres do Estado. Qual o herói das finanças que se atrevia a ir ao local, a enfrentar os cães de combate que por ali se mostravam.

Enfim, meus prezados jornalistas, de tantas e tantas maldades feitas pelo capital selvagem que se apossou desta pobre terra, se pode escrever, e tão pouco se pode dizer e atribuir à selvajaria dos trabalhadores portugueses e aos comunistas, que determinado tipo de jornalismo que existe aí pelos quatro cantos deste nosso pedaço de mundo, o mínimo que se pode dizer é que francamente, é injusto. Merecemos, francamente, melhor.

Quanto à Associação 25 de Abril e ao discurso dos seus dirigentes, eu digo que, perante a realidade de tudo o que se passa, é justa qualquer intervenção, (mesmo que armada), que venha a ocorrer. É que está em causa a dignidade de um País soberano!

São passados mais de cinquenta anos desde que, pelos caminhos interiores da Beira Baixa, pelas serranias, quando, do pelotão composto por médicos, advogados e outros licenciados ou estudantes universitários, que o formavam, de mistura com uns quantos pequenos delinquentes e refractários que compunham o “ramalhete” urdido pelas mentes pequenas de um oficialato superior menor de intelecto, desse grupo, se elevava aos céus beirãs, uma soberba voz de barítono, entoando a plenos pulmões a Internacional Socialista, eu dizia para os botões da minha fardeta, aguilhoado pelo desconforto do capacete, das botas, dos apetrechos bélicos, incluindo a arma, que aquele exército colonial e esclavagista tinha os dias contados. Dito e feito. Só durou mais doze anos. E que anos, de luta e de desalentos, de raiva e de revolta, de pequenas vitórias, de lágrimas e de dor; mas também de esperança, de camaradagem e Jde amor. Muito amor, muito acreditar, muito sonhar. E sabem o que lhes digo, agora, mesmo para terminar? Aos setenta e dois anos ainda estou pronto para outra. Se necessário de novo com sofrimento, com lágrimas e com dor; mas, sabem, é que vale a pena ter ideais, conforta-nos a alma…

José Solá

 

 

 

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O meu 1º conto da Trilogia Margarida… Luz Linda do Seu Coração

Disponível na Livraria Barata (Leya) Av. de Roma 11- Lisboa e também livraria on-line
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/margarida-e-a-luz-linda-do-seu-coracao/9789892019406/
            Esta é a história duma menina que ao mudar de casa, conheceu e fez amizade com uma joaninha linda, que lhe ensinou muita coisa. Tal era o seu contentamento e felicidade, que descobriu o seu lado mágico: Uma luzinha linda muito brilhante, dentro de si mesma, no seu coração. Essa Luz, transformou-se na sua melhor amiga e mostrou-lhe a sua grande importância para o seu bem-estar e alegria, na sua vida.
As três, Margarida, sua Luzinha linda… e joaninha, em cima duma núvem, partiram de viagem pelo Universo.
Rita Lacerda
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PENSAR PORTUGAL

“Pensar Portugal é pensá-lo no que ele é e não iludirmo-nos sobre o que ele é. Ora o que ele é é a inconsciência, um infantilismo orgânico, o repentismo, o desequilíbrio emotivo que vai da abjecção e lágrima fácil aos actos grandiosos e heróicos, a credulidade, o embasbacamento, a difícil assumpção da própria liberdade e a paralela e cómoda entrega do próprio destino às mãos dos outros, o mesquinho espírito de intriga, o entendimento e valorização de tudo numa dimensão curta, a zanga fácil e a reconciliação fácil como se tudo fossem rixas de família, a tendência para fazermos sempre da nossa vida um teatro, o berro, o espalhafato, a desinibição tumultuosa, o despudor com que exibimos facilmente o que devia ficar de portas adentro, a grosseria de um novo-rico sem riqueza, o egoísmo feroz e indiscreto balanceado com o altruísmo, se houver gente a ver ou a saber, a inautenticidade visível se queremos subir além de nós, a superficialidade vistosa, a improvisação de expediente, o arrivismo, a trafulhice e o gozo e a vaidade de intrujar com a nossa «esperteza saloia», o fatalismo, a crendice milagreira, a parolice. Decerto, temos também as nossas virtudes. Mas, na sua maioria, elas têm a sua raiz nestas misérias. Pensar Portugal? Mas mais ou menos todos sabemos já o que ele é. O que importa agora é apenas “pensá-lo” — ou seja, pôr-lhe um penso…”

Vergílio Ferreira, in “Conta-Corrente 2” 

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Retalhos da Vida de uma Mulher

Mais de 50 pessoas leram o livro. Fiquei surpreendida e ao mesmo tempo muito contente pelas críticas que recebi. Espero pela vossas opiniões e sugestões. O meu obrigado!

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Nós e as “gavetas”

O tempo muda as gavetas. O tempo encerra umas e abre outras. Felizmente eu tenho várias gavetas ordenadas no interior, e continuo a abrir quase as mesmas e a fechar as que merecem ser fechadas. Tudo isto para que eu seja sempre igual nas minhas convicções, sempre igual na forma de estar perante os outros.

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Apresentação na Biblioteca Lúcio Craveiro

 

 

 

Decorreu esta tarde a apresentação do livro Depois da Vela Apagada, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, com a excelente apresentação do Dr. Tarroso Gomes e Cândida Veloso, em volta dos contos da nossa terra, para um publico atento e interessado.

Aos apresentadores que me acompanharam e a todos os leitores, que mesmo com chuva não deixaram de estar presentes, o meu muito obrigado! Abraços e boas leituras…

Rómulo

Depois da Vela Apagada, Sitio do Livro

Pagina Pessoal: Rómulo Duque

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PARABÉNS, JOSÉ GOMES FERREIRA

José Gomes Ferreira nasceu no Porto a 9 de Junho de 1900 e viveu até 8 de Fevereiro de 1985.

Foi poeta e escritor. Pertenceu à geração do Novo Cancioneiro, expressando as suas influências neo-realistas

Estudou nos liceus Camões e Gil Vicente. Em 1924 formou-se em Direito.

Foi cônsul na Noruega durante quatro anos.

Colaborou nas revistas “Presença”, “Seara Nova”, “Descobrimento”, “Imagem”, “Ressurreição” e “Gazeta Musical e de Todas as Artes.

Algumas das suas obras editadas: “Lírios do Monte”, “Longe”, “Poesia”, “Viver sempre também cansa!”, “O Mundo Desabitado”, “O Mundo dos Outros – histórias e vagabundagens”, “Os segredos de Lisboa”, “O Irreal Quotidiano – histórias e invenções”, “Coleccionador de Absurdos”, etc.

Publicou também Crónicas, Contos, Ensaios, Estudos, Memórias e Diários. Tem poesia gravada em disco.

Compôs o poema sinfónico “Idílio Rústico”.

Em 1978 foi Presidente da Associação Portuguesa de Escritores.

Ganhou o Grande Prémio de Poesia, da Sociedade Portuguesa de Escritores.

Foi condecorado com a Ordem Militar de Santiago de Espada e Grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade.

Em 1981 recebeu a distinção de cidadão honorário de Odemira.

Aquando do centenário de nascimento de José Gomes Ferreira, a Vidioteca da Câmara Municipal de Lisboa produziu um documentário sobre a vida do poeta intitulado “Um Homem do Tamanho do Mundo”.

Nesta homenagem no dia do seu aniversário, o poema “ Chove”.

Chove…

Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?

Chove…
Mas é do destino

de quem ama
ouvir um violino
até na lama.

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Depois da Vela Apagada

O autor com este conto, que é também um ensaio, apresenta diversas dissertações críticas e sempre com alguma ironia sobre o sentido da nossa actual vivência, bem como a postura cívica herdada dos nossos antepassados. Sugere como uma sociedade interventiva e cooperante, ainda que distante dos grandes poderes de decisão, pode ter um papel preponderante na educação dos seus filhos, estimulando-os a uma participação activa nos desígnios do seu país, tanto a nível social como económico e político, não se deixando cair num dos males que a humanidade tão bem conhece: a falta de respeitos por si próprios.

O conto é também um virar de mentalidades destapando um fio de esperança, reacendendo a vela que tem estado apagada, para trazer a luz do discernimento e permitir, assim, a todos e a cada um dos seres, desenvolverem o verdadeiro sentido positivo conforme é determinado pela essência do seu regente astrológico. Esta difícil tarefa cabe aos doze filhos da família – criada para o conto “os Milhazes” – que serão guiados, pelas características inerentes a cada um dos doze signos do zodíaco, a fazerem um trabalho conjunto onde as suas decisões se encaminharão para uma notável forma organizativa de todos os habitantes do seu país.

Ver mais: Sitio do Livro

Pagina pessoal: Rómulo Duque

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És de mar feito…

És de mar feito
Profundo estreito
Sei que me ouves nas estrelas
Quando a noite se faz
Somos dum abraço
Que não se vê
Que morre na alvorada
Então somos mar e céu mais uma vez
Choramos de saudade
Enquanto a luz se vê
No crepúsculo se tocam os lábios
De amor nos fazemos alegria
Na noite, até ser dia

José Guerra (2012)

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Apresentação do meu novo livro

Cartaz apresentação

Apresentação do meu novo livro, no próximo sábado dia 09 de Junho pelas 16h00 na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga.

A apresentação a cargo do Dr. Tarroso Gomes e de Cândida veloso.

Depois da Vela Apagada é a minha nova edição, que podemos definir como conto, mas também ensaio sobre a nossa actual vivência e a forma muito própria do povo português participar na vida activa da sua comunidade, deixando-se levar por correntes de conformismo, contagiando a maioria que os rodeia, fazendo regredir velozmente as suas condições de vida sociais, ao contrario do deveria ser, contagiar sim mas pela positiva uma responsabilidade de todos para assim podermos avançar no futuro.

Rómulo Duque

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Site pessoal: Rómulo Duque

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