Murmuram-se as ondas…

Cala-se o silêncio, murmuram-se as ondas, beijam-se as nuvens que se navegam, morre-se o dia nas gentes que se quebram, choro a dor do amor que me levam…

José Guerra (2011)

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o desfazer da melhor das minhas recordações

Meu pai recusava-se a ir às festas da minha escola. Ficava sentado em casa, com o jornal que lhe enviavam da terra, A Palavra de Vila Lameirã.  Dizia que não tinha pachorra para o calor – estávamos em Julho -, para os pais das crianças, em calções e boné, filmando, com câmaras japonesas, as habilidades dos seus filhos, nem para aquela exibição exaustiva  de miudagem a cantar, a dançar, a fazer ginástica.

Nada disso me importava. Eu não sabia cantar nem tocar, mas queria lá saber. E nos exercícios, caía de cima do pelinto, ou trocava os passos, ou virava para a esquerda quando os outros meninos viravam todos para a direita, ou vice-versa, mas não interessava. Bastava-me estar ao lado da Anita.

Anita era a predilecta da professora Joana. Cantava o fado, com requebros encantadores na voz, era uma exímia bailarina, muito loira e de olhos azuis. Tirando o pormenor do aparelho dos dentes (e até disso eu gostava), Anita era perfeita.

Cabiam-lhe sempre os melhores papéis. Num certo sentido, todos nós éramos uma espécie de serventes de Anita: as nossas humildes entradas ou saídas serviam unicamente para a fazer brilhar mais – ela cantava, dançava, era o centro e a luz. Os pais aplaudiam-nos a todos, no final – mas sabíamos que, no fundo das suas palmas, havia uma parte especial para Anita.

No ano seguinte mudei de escola, de modo que me afastei de Anita. Fomos para Vila Lameirã, onde o meu pai andava feliz como me não lembrava de o ter visto nunca. Mas todas as noites sonhava com Anita.

Mais tarde, de passagem pelo antigo lugar, fui assistir à festa da minha antiga escola. E depressa dei de caras com a preferida da professora Joana. Ainda era a figura central: cantava, dançava, corria. A professora continuava a seguir-lhe, com os olhos húmidos de orgulho, os menores movimentos. Mas Anita estava alta de mais. Magra de mais. Crescera. Usava óculos. Os seus joelhos eram pontiagudos, a sua voz não me parecia a mesma. Mais tarde, ao pé da banca onde ofereciam gelados, e nos cruzámos, e lhe falei, Anita não me reconheceu. E, sinceramente, não me fez grande diferença. Nunca mais voltei a lembrar-me dela. Nem tornei a desperdiçar paixões. Sou agora um homem, tenho dez anos, sei que as pessoas mudam – e não vale a pena fixarmo-nos a ninguém.

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Azael, o cátaro

Azael, é uma alma que fora enviada por Freya para auxiliar Wolfgang em sua busca pelos demônios enviados à terra por Loki. Ele é considerado um cátaro ( entidade que trabalha para o lado da luz e para o lado negro ao mesmo tempo ) e surge sempre em forma de névoa sobre o corpo do guerreiro.

Azael, além de sua forma encapuzada, também se mostra em forma de uma pequena chama azulada que mostra à Wolfgang, o caminho até os demônios. Este misterioso ser, surge também da espada das almas, que se alimenta dos espíritos demôniacos que ameaçam a terra média.

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Uma nesga de luz…

É apenas uma nesga de luz
que de mim se esconde
persisto…
ela me foge
afago-a, ela me cora
beijo-a, ela me chora
abraço-a, ela me adora,
amo-a, ela me devora,
choro-me, entrego-me na hora
sucumbe-me e vai embora
morro-me e parto-me agora….

José Guerra (2011)

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Ora Margarida 1…Ora Margarida 2 …Ora Margarida 1-2

                         Ora Margarida 1…            Ora Margarida 2 …                Ora Margarida 1 e 2 …

E assim vai-se fazendo a divulgação desta menina tão querida…

Uma palavra de agradecimento ao Sítio do Livro, ao Facebook, ao Tweet e a Todas as Pessoas que amavelmente partilhem este Post.  Todos juntos contribuem na divulgação destes livros e com a vossa preciosa ajuda, a Margarida será lida por muitas crianças e adultos.  A TODOS, UM MUITO OBRIGADA

Encontra-se à venda na Livraria online  http://www.sitiodolivro.pt e também na Livraria Leya Barata, Av. de Roma 11, Lisboa.

Rita Lacerda

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O sinal dos Deuses ( de Danilo Pereira )

Wolfgang, quando ainda era uma criança, se aventurou pelas geladas montanhas do norte e encontrou uma misteriosa fada, que o guiou até uma gloriosa Deusa de cabelos dourados que surgiu entre a neve dizendo:

Um dia irá crescer, irá conhecer os segredos do aço e quando se tornar um homem, Odin te escutará.

 

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Em Vez de Mim

Tu,
Quem  mais me compreende
E a que me compreende menos,
Que me pertences
Até onde eu posso pertenceres-me
E em nada me pertences nada,

Tu,
Realidade efectiva, inteira, plena
De que eu sou um reflexo carente,

Tu,
Que existes, afinal, sem mim que quero
Que existas em mim, que, sem ti,
Não existo,

Em cada momento te vais um pouco mais
Para longe da minha solidão

Em cada momento és, cada vez mais,
Distância, ausência, o som da água,
O ecoar da mágoa no vazio magoado,
A noite em que te vou perdendo
Mais e mais ainda.

E na solidão sem nome sem nada
Só um ciúme desapossado
Arde já

Em vez de mim

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A Paixão que Veio do Frio

Olá a todos,

É com grande satisfação e orgulho que vos anuncio que está em curso o meu 1º romance a lançar mais para o final do ano, intitulado, ” A Paixão que Veio do Frio”. Este romance desenrola-se no Sec. XVIII e tem como pano de fundo um enredo amoroso bem ao estilo da época em que este sentimento era vivenciado com glamour, popa e circunstância, talvez uma utopia nos dias de hoje. É um romance no qual estou a investir bastante quer do ponto de vista das pesquisas quer do ponto de vista pessoal e da satisfação que sinto ao escrever, para além da poesia que vai continuar a brotar como da água que preciso para a minha sede.

Fica aqui uma pequena introdução do 1º Capitulo……”O sol hoje acordou gélido e seco, dobrado pelo frio da madrugada agreste e opaca, vento cortante que beija a face dos incautos, enrugados nas parcas vestes que o rigor do Inverno ignora. Madrugada submersa na neblina densa, húmida, silenciosa, quase discreta, não fosse o gotejar que teimava em cair na laje cinzenta e rude do alpendre…”

Oportunamente darei mais notícias….desde já o meu obrigado pela vossa atenção!

José Guerra

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A benção de Freya ( de Danilo Pereira )

As chamas que saem das mãos desta gloriosa entidade Vanir, abençoaram os braços de Wolfgang que foi capaz de erguer a espada das almas. Os espiritos nórdicos estão sempre ao redor dela, sejam guerreiros, sejam Deuses, não importa, Freya abençoa todos eles e na batalha final que ainda virá, ela invocara sua legião de almas que lutaram contra os gigantes do norte.

 

Deusa da obra, Wolfgang: O guerreiro nórdico

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O mar não se acordou….

O mar não se acordou, por lá ficou na névoa que se perdeu…que se ouvia, mas não falava….

José Guerra (2011)

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