Meu Querido Homem-Bala [um conto infantil]

Eu nasci numa terra chamada Inhambane. (Podem procurar: existe mesmo).

Naquele tempo, em Inhambane, não havia quase nada para um miúdo se divertir. Poucas lojas, mas nem pensar em centros comerciais. Nada de Oeiras Parques ou Cascais Shoppings. Havia um cinema, sim, mas passava poucos filmes. Nada de televisão nem de parques com escorregas e baloiços. Não havia piscina e não podíamos brincar na praia, desde que apareceram crocodilos. Só existiam dois carros na terra inteira, e nenhum deles era dos meus pais.

Podem imaginar a alegria dos meninos de Inhambane quando se soube que íamos receber a visita de um circo. Um circo enorme, cheio de luzes: palhaços, trapezistas, bailarinas. Para quem não tinha quase nada para se divertir o ano inteiro, era muita coisa, muita, muita, muita coisa mesmo. Alguns miúdos falavam em leões. Falavam de um mágico que fazia desaparecer bolas, lenços e até pessoas. (Será que conseguia fazer desaparecer a nossa professora, a Dona Guida, e aparecer uma pombinha no lugar dela?) Mas mais importante do que tudo isto é que vinha, no circo, o extraordinário, o maravilhoso, o incomparável – Hooomem-Baaalaaa!

Desde que vimos os cartazes que todas as nossas conversas recaíam sobre o Homem-     -Bala…  O circo estava entretanto a ser montado. Era uma tenda enorme, com riscas de muitas cores. Uns homens simpáticos, altos e fortes, em tronco nu, com luvas para agarrar nuns maços de madeira, iam fazendo aquela tenda começar a crescer, como se fosse um novo planeta.

[talvez continue; mas talvez não]

 

Publicado em Opiniões, testemunhos | Deixe um comentário

Donzelas do Reno ( de Danilo Pereira )

As donzelas do reno, são entidades divinas que vivem nas águas dos rios e lagos nórdicos à procura de aventuras. Elas são conhecidas por Woglinde ( morena ), Wellgunde ( ruiva ) e Flosshilde ( loira ).

Diz a lenda, que elas surgem atravéz da fé de um viking e que seus poderes, encantam as águas que são capazes de realizar feitos incríveis . Na obra, elas surgem para ajudar Wolfgang e Erik, que naufragaram após serem atacados pelo demônio Leviatã.

Deixe um comentário

Quisera o amor…

Quisera o amor dizer-me que eras tu a primavera que não tive…

José Guerra (2011)

Deixe um comentário

Eterno Retornar

Não sei trazer Lisboa no meu peito
Feito de outras memórias, outros sonhos
De espaço e de luz de um tempo desfeito,
E sons que me duram, belos, medonhos.

Já não resta, em mim, céu para gaivotas.
Olho o meu coração: nele não vejo
Colinas, mas a luxúria de rotas
Onde se perderia o rio Tejo.

Corre-me um sangue desenraizado.
O meu passado vai passando mais.
E eu, que lhe sinto o cheiro na pele,

Sou agora uma espécie de exilado
Que se desprendeu de um mundo, no cais,
Mas sem nunca chegar a sair dele.

Gil Duarte é autor do romance Nada Mais e o Ciúme – pesquise aqui:  http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/nada-mais-e-o-ciume/9789899712201/

Deixe um comentário

A elfa ( de Danilo Pereira )

Aurehen era uma elfa e possuía inúmeros poderes. O clã dos Vanir era o oposto do clã Aesir, que eram os Deuses da guerra. Wolfgang conhecia bem aquela entidade e sentiu-se aliviado ao vê-la. A elfa havia surgido para ajudá–los. Então ela soprou num instrumento dourado, que fez surgir um grupo de unicórnios no meio daquele vale.

– Que Odin me amaldiçoe se eu estiver a ver coisas! – espantou-se Wolfgang ao ver aqueles belos animais seguirem até ele.

Era impossível acreditar que no meio daquele lugar infernal haviam tão belos animais como aqueles. Os elfos eram graciosos e mágicos, e somente eles poderiam proporcionar tal espectáculo. Aurehen disse ao guerreiro nórdico que Valelfa não ficava muito longe e que os unicórnios ajudariam a carregar os exaustos vikings. Ele então colocou-os sobre os sagrados animais, homem a homem, e esperou pelo sinal da elfa…

Trecho da obra, o guerreiro nórdico.

Deixe um comentário

…Insano pensamento…

Este verde que me fala de alma sofrida
Do sal te bebo, insano pensamento
Me faz partir de mim
Oh!!..mar levai-me
Sem que as ondas me vejam
Longe das pegadas de tristeza
Que na areia se ficaram

José Guerra (2011)

Deixe um comentário

Loki ( de Danilo Pereira )

Loki é o Deus da mentira, da trapaça, da maldade, da travessura. Ele é o senhor de Niflheim e de lá lança sua maldade sobre o mundo nórdico que sofre com suas constantes ameaças.

Loki adora jogar, se divertir com os humanos que em sua concepção, não passam de seres gananciosos e fracos na qual vivem em função dos Deuses.

Na obra, Loki encontrou uma maneira de atravessar as raízes de Yggdrasil ( a grande mãe ) e enviou à terra quato de seus demônios para destruir a terra média.

1 Comentário

O guerreiro nórdico ( de Danilo Pereira )

Ilustração de Wolfgang, o nórdico.

Deixe um comentário

Suaves beijos intensos…

Suaves beijos intensos
Da tua boca me saem
Leves como o vento
Que das nuvens se vão
De amor nas flores bordado
Na lágrima te sinto salgada
Que do mar te trouxeste

José Guerra (2011)

Deixe um comentário

“A Magda parou de baralhar, pousou o baralho em cima da mesa e, com a mão esquerda, partiu-o mais ou menos ao meio. Depois, mandou a Vera tirar três cartas, também com a mão esquerda, e colocá-las voltadas para baixo, sem ver. Então, respirando fundo, a Magda virou a primeira carta. Ficou estática e apenas balbuciou o que vira. – A Roda da Fortuna. – Fez uma pausa. – Bem, como está invertida, significa que existem obstáculos, ou seja, talvez esta não seja a melhor altura para lhe contares, pois o sucesso da revelação, poderia ficar comprometido. Tens de ter paciência e esperar.

A segunda carta era O Diabo. A Vera soltou um “Ai!” abafado, e não evitou perguntar: – Isso é mau?

– Não necessariamente. – Retrucou a Magda com aparente calma. – Neste caso indica que a vossa relação é uma relação turbulenta. Pode, ou não, existir paixão entre vocês, mas…

– Mas, o quê?

– Não sei. Veremos a última carta. – Pronunciou ao virá-la. – A Torre. – Parou por segundos, como que a medir as palavras que diria a seguir. – Não é uma carta muito positiva, e aplicada ao teu caso, e segundo toda a conjectura, vem demonstrar que, se calhar, o melhor é reflectires antes de tomares qualquer decisão. Vocês são bons amigos e geralmente, as boas amizades, são sempre só boas amizades, não passam disso, percebes? Eu, e as cartas, achamos que o melhor, é mesmo deixar as coisas como estão. Vive os bons momentos da vossa amizade, e o resto – os outros sentimentos – guarda-os para viveres com outro alguém.

O quarto mergulhou num silêncio pesado. A Vera não comentou o que a Magda acabara de dizer, mas via-se que tinha ficado um pouco abalada. Tentou disfarçar, mas era inevitável perceber o seu desconforto. Quis ir-se embora, ferrando os olhos no chão, na tentativa de não descortinarmos as lágrimas teimosas que insistiam em vir.

Através da janela conseguimos ver a sua silhueta mover-se com rapidez em direcção a casa.”

in Será que aqui só se fala de amor? (http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/sera-que-aqui-so-se-fala-de-amor/9789899699403/)

Deixe um comentário