“O ANEL DE DIAMANTES”

O ANEL DE DIAMANTES

Madame Constança está irritadíssima. Não encontra em lado nenhum o anel que um amigo do coração lhe oferecera na passagem de Ano. Até o marido ficou estupefacto. Um anel com diamantes, valioso e de grande estimação.

Ela pensou, pensou, até ficar exausta, sobre quem poderia ter roubado o anel. Tem a certeza que não o perdeu. Disso ela não tem dúvidas. Alguém foi ao seu guarda-jóias e sacou o anel. E logo aquele anel. Oferecido por um amigo que andara a estudar com ela na primária. Agora é um homem importante, poderoso, milionário. Accionista de um banco falido.

Levanta-se do sofá energicamente. Chama pela empregada doméstica. Ela vem a correr. A madame Constança despede-a, acusando-a de lhe ter roubado o anel. Não aceita ouvir explicações.

A madame não tem dúvidas: só gente pobre é que tem a ousadia de roubar! Só gente pobre!

José Eduardo Taveira

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