Os loucos navegam insanos,
partindo-se sem saber,
sem volta que os carregue,
sem estrela que os protege,
mas partem assim mesmo,
sem nada dizer,
talvez por se saber,
que jamais voltam a ser…
José Guerra (2011)
Os loucos navegam insanos,
partindo-se sem saber,
sem volta que os carregue,
sem estrela que os protege,
mas partem assim mesmo,
sem nada dizer,
talvez por se saber,
que jamais voltam a ser…
José Guerra (2011)
– FAÇA HOJE, AMANHÃ SÓ EXISTIRÃO RASTOS –
Pouco se lhe adianta procurar, pois se não sabe sequer começar para onde ir-se. É preciso delimitar a sua própria distância e, em seguida, medir milimetricamente os lugares físicos e mentais para encontrar o delimitado, ou encontrar-se a si mesmo.
Experimente fechar os olhos numa visão fantasiosa, poderá sentir uma chuva de pedregulhos caindo às risadas, pressionando-o a decifrar cada partícula do filme que passa na sua mente. O início do caso, as paradas obrigatórias do ocaso, a proeminência fatigante das palavras secas, as indagações aos sentimentos rústicos e, por fim, a cansativa e onerosa descoberta das razões existentes dos fatos e acontecimentos
correntes ao longo do dia, ao longo da vida.
E tudo isto não passa de uma cena costumeira, porém, sempre partilhada por achados emocionantes e prontos para reinventar uma nova história.
E todo esse aparato é como se já soubéssemos que a mesma cena do dia estava para acontecer até aos olhos de quem, sentado à mesa de um luxuoso escritório ou mesmo
à sombra de uma mangueira, assistisse ao mesmo filme, porém, a cada vez com uma sensação diferente. Afinal, o sentimento de ontem, já me inspira apenas saudade e, quem
sabe amanhã, apenas desejos.
(Do livro “Histórias vividas em prosa”, de Marifelix Saldanha)
(…)“Água não tenho. A minha mulher foi buscar uma carga com as quatro cântaras no burro, à fonte Maria Miga, mas olha que é uma boa ‘pinga’. A vinha dá pouco mas é natural, não é feito a martelo…”
(…)
Deixa-me fazer-te um verso em alecrim
na tua boca de cetim,
deixa-me fazê-lo só para ti,
ainda que me esqueça de mim….
José Guerra (2011)
Os dragões são criaturas misticas que habitam as cavernas e vales do mundo nórdico. Entre eles, há um dragão conhecido como Fafnir, uma criatura lendaria capaz de destruir qualquer coisa com sua chama.
Na época em que os Deuses guerreavam na terra média, surgiu um cavaleiro de nome Siegfried, que fora presenteado pelos anões com uma espada mágica chamada Gram. O cavaleiro então adentrou nos domínios de Fafnir, onde lá, cravou a lendária lâmina sobre o coração do dragão, tornando-se um heroi nórdico.
Em minha obra, Siegfried e Fafnir são representados em forma de estátuas, onde Wolfgang desvenda um misterio para poder seguir adiante em sua aventura.
Ilustração representando o herói e Fafnir, invocado por Hel, a Deusa da morte.
Obra, Wolfgang, o guerreiro nórdico.
“Falcões de asa branca!”
“Era assim que eram conhecidos pelos habitantes de Belinur, mas o seu verdadeiro nome estava guardado a sete chaves por Gilda para não serem apanhados nalguma maldição.
O falcão olhou para Zilion e deu dois pios parecendo gritar com ele para que o libertasse, mal sabia aquele jovem falcão do porquê que Zilion o aguentou ali tanto tempo, a tarde já se aproximava com muita rapidez e Zilion voltou a olhar uma última vez para as montanhas geladas do Norte, então reparou que um pouco para lá do rio Leon, a poeira levantada dava a entender que havia movimento de cavalos e não eram poucos, depressa ficou esperançado que finalmente alguém se dirigia para as montanhas Feldon, só
faltava confirmar quem realmente se dirigia na sua direção, poderão ser eles,
pensou Zilion alegremente e foi num ápice que o corpo real de Zilion desaparecera, era a transformação física entre o visível e o invisível que dava aquela sensação tão maravilhosa(…)” (O Sábio Divinal)
Fernando Rosa

(…)
“Ó tia Maria! Ó tio António!… Querem ver que não estão. Às tantas foram fazer alguma feira…”, grita a mulher que fora em busca da cântara. Ouve-se o zurrar do burro vindo do palheiro ao lado da casa: (…)
(…
‘Ouça lá! Tenho pensado no que me disse e ainda não entendi bem… Afinal quem é o dono destes livros?’ E responde o bibliotecário: ‘Já que insiste vou dizer-lhe: o dono destes livros é uma fundação que foi criada por um senhor chamado Gulbenkian que fez fortuna com o negócio do petróleo.’
‘Não diga mais nada amigo, não diga mais nada. Já entendi tudo! Queira saber que eu para ler o diabo do livro gastei, por noite, meio litro de petróleo!… Logo vi, o ditado bate certo. Nunca ouviu dizer que ninguém dá nada a ninguém?’
…)
O sol deixa-se cair no horizonte, espreita do seu beiral enquanto se desenha longínquo nos telhados pintando silhuetas no olhar com se despede beijando a noite, sem nunca a ter visto…
José Guerra (2011)
Decorreu no passado sábado a apresentação do livro O Último Oleiro, na Biblioteca Lúcio Craveiro, em Braga, com a presença do dr. Sergio Parente, e muitos leitores da região Minhota e Transmontana, interessados na cultura do seu povo.
Os meus agradecimentos a todos pela sua simpatia!!!