Dois rios que se beijam
entre águas se tocam
nos lábios se encontram
em paixão se desaguam
José Guerra (2011)
Dois rios que se beijam
entre águas se tocam
nos lábios se encontram
em paixão se desaguam
José Guerra (2011)
PRÓSPERO ANO NOVO
Para todos os autores do Sítio do Livro, os votos de um Bom Ano Novo.
Desejo que a imaginação brote novos livros e ideias, quer no romance, na poesia, etc.
Um abraço para todos.
José Eduardo Taveira
José Guerra (2011)
Nest post, quero agradecer de coração ao sitio do livro, pois foi atravéz dele, que minha obra, Wolfgang, o guerreiro nórdico ganhou vida, espaço, a oportunidade de ser vista pelo mundo. Quero agradecer também, os leitores de meus posts, na qual recebi inúmeras visitas ao longo deste ano.
À todos vocês e ao sitio do livro, eu e o guerreiro nórdico, lhe desejamos um feliz natal e um próspero ano novo, que 2012 seja repleto de alegrias e conquistas em suas vidas. Em forma de agradecimento, aceitem essa humilde ilustração, onde Wolfgang demonstra seu espírito natalino.
Obrigado por existir sítio do livro!

Nas ruas nocturnas há luzes a tremeluzir. Não neva, mas o frio faz-nos recolher ao aconchego das lareiras. Os pés pisam folhas secas no caminho, que por vezes também tombam nos casacos de golas hirtas ou nas luvas forradas de lã.
Ana Brilha
DIA DE NATAL
Amélia, vive solitária na sua confortável casa. Com oitenta e sete anos de idade mantém uma actividade salutar, que lhe permite ser autónoma nas suas tarefas quotidianas. Não é feliz, porque a morte do marido Alberto, que ela amou toda a vida, lhe arrebatou a alegria duma existência repleta de sorrisos e amizade. Um companheiro sereno, leal, estimulante.
Até então eram frequentes as visitas e o convívio de amigos que se visitavam reciprocamente. Alguns foram esquecendo que ela existia. Mas compreende a atitude distanciada quando não há festas, jantares e a presença da pessoa que eles bajulavam por interesse de promoção social. São os amigos de circunstância, quais aves de arribação, que quando faz bom tempo vêm, mas quando faz mau tempo desaparecem.
Às vezes, raras vezes, os filhos e uma outra amiga lembram-se dela e telefonam-lhe. Mas a sua experiência de vida ensinou-lhe que é o que acontece com quase toda a gente. Não fica, portanto, decepcionada por isso. Basta-lhe a presença espiritual do seu querido Alberto para me sentir acompanhada. E bem acompanhada, felizmente.
É DIA DE NATAL.
A tarde foi terrivelmente especial para Amélia. Ao entrar no prédio onde vive, depara-se com uma criança abandonada no patamar da escada. Poisou os sacos das compras, pegou na criança ao colo e foi bater de porta em porta, tentando saber se alguém sabia do sucedido. Até que uma mulher que estendia roupa à janela e que percebera a sua aflição, chamou-a e disse-lhe que a podia ajudar. Mas exigiu que não a identificasse.
–“Ali, no 23, rés-do-chão, vive a mãe desta criança. Mas tenha cuidado que o homem com quem vive é um malandro da pior espécie”. – cochichou com receio”.
Amélia agradeceu e lá foi até ao 23, sem se preocupar com mais nada. Bateu à porta. Surgiu uma rapariga, desgrenhada, com ar assustado e quase esquelética. Olha para Amélia com a menina ao colo, pressente qual o objectivo da sua visita, agarra na criança e beija-a com sofreguidão. Do fundo da casa surge um homem com um aspecto horrível. Naquele momento Amélia fica aterrorizada. Obriga a rapariga a devolver-lhe a criança, fecha a porta com violência e no minuto seguinte ouvem-se dois tiros. Correu a chamar a Polícia. Ele tinha assassinado a mãe do bebé.
*****
Amélia pensa que por egoísmo, há pessoas que consideram que os seus problemas são terríveis e sem solução. Pura mentira e estupidez. Quando se sente a ficar deprimida pensa no Beethoven e na sua maravilhosa “Sonata ao Luar”. Pula da cama e aí vai ela á procura da luz do sol que tem a felicidade de poder contemplá-la. E transforma-se noutra mulher a pensar positivamente.
– “Nesta noite de Natal vou ouvir, até dormir, a “Sonata ao Luar” que me transmite uma paz de espírito, um bem-estar interior, que me obriga a soltar meia dúzia de lágrimas, nem de tristeza nem de alegria. Não sei, talvez lágrimas de saudade. Talvez lágrimas de solidão. Ou lágrimas de paz. À espera que o telefone ou a campainha da porta, não toquem…”
Esta Sonata foi escrita por Beethoven numa fase horrível da sua vida, prestes a suicidar-se. Vivia com graves problemas familiares e sobretudo com uma surdez de evolução rápida que o impedia de conviver e lhe provocava um isolamento que o levou a uma depressão. Na modesta pensão onde vivia, encontrou-se com uma pobre rapariga cega, que lhe disse: “eu daria tudo para ver uma noite de luar”. Beethoven ficou tão emocionado, que considerou a sua tristeza uma coisa insignificante perante a cegueira daquela menina. Ele podia ver e escrever. Ela vivia isolada na escuridão de uma noite sem fim. Então renasceu nele a vontade de viver e trabalhar. Sentou-se ao piano e compôs uma das mais lindas músicas, dedicada à menina cega, a Sonata ao Luar.
Obrigado Beethoven. Feliz Natal!
EXTRAIDO DE TEXTO EM PREPARAÇÃO AINDA POR REVER
João trava um monólogo com a sua consciência. Recuando ao tempo da Lisboa risonha de cravos ao peito, é como se percebesse hoje as quimeras inocentes de um Povo criança que sempre quis o que não tem, que inventa feitos para encobrir a sua triste cobardia. Um Povo de fanfarronices inventado como herói por meras e inconfessas conveniências de quem dele se alimenta, qual planta parasitária que o sufoca na ignorância dolorosa do seu mundo quietinho de vontades. Aqui estamos, nesta língua de terra que nos aperta e nos estrangula de encontro ao molhe, à força bruta, de um continente que nos ignora porque, não espreitando, uma vez que seja, o chão a baixo, nem sequer percebe que existimos. De um lado o mar dos nossos medos, do outro, a terra que nos rejeita; porque ignorar por mais tempo que somos um zero à esquerda do mundo grande, apenas porque não nos conseguimos libertar do nosso tão exíguo tamanho?
Do encontro fortuito com o Miguel, (uma cavaqueira amigável por entre os cravos da liberdade), muitos conceitos novos se aconchegaram no seu pensar. Não propriamente um mundo prenhe do homem novo, ou antigos homens velhos recauchutados em uma imaginária fábrica para reaproveitamento de humanos em desuso, por termo da sua data de validade, (como se na vida – e por decreto, – um indiscutível e celestial dirigente determinasse a validade para as filosofias que regem as nossas lógicas), não; mas antes homens disciplinados em carreirinhos, acarretando coisas úteis para dentro de um mundo formigueiro, imenso, um planeta inteiro, conquistado para servir como modelo de inteligência e de lucidez ao Universo. Não. A inteligência não se limita a ter uma face, a inteligência veste-se de muitas roupagens, de muitas verdades, de certa maneira se pode dizer que inteligência é divergência, confronto, recuos e avanços, certezas e incertezas, erros e cálculos; na fórmula matemática com que os homens ciência, atarefados, procuram Deus, se pode dizer que tem lugar um raciocínio abrangente, onde têm lugar todas as variáveis. É este o muro onde esbarram as ideologias, os raciocínios apegados aos conceitos de apenas e somente igualdade; é que sem diversidade nunca se chega à igualdade. É o mesmo que ambicionar um mundo de certinhos e libertos do mal. E qual, então, o ponto de partida para a avaliação? Os homens, então, lutam, não para alcançarem o progresso, mas sim pelas suas utopias irrealizáveis. Um homem é bom ou mau pela sua natureza e pela educação que o molda e aprisiona. Somos o que somos por via de muita coisa, na verdade, por via de tudo. É esta, afinal, a força, a âncora, a amarra que firma e torna indestrutível a Democracia. É que dentro dela, tudo cabe, tudo o que compõe o Homem, e isso é uma enormidade de coisas, uma avalanche de contradições, de mistura com uma insatisfação que resulta da constante certeza que lhe advêm de sentir que, por muito preenchido que se sinta de Conhecimento, nunca vai conseguir anular a revolta de se sentir vazio. Para mim é esta a verdade. Ninguém vai conseguir nunca cavalgar o mundo com as pernas, ferrar-lhe as esporas ou sequer feri-lo de morte, pela pura e simples razão que, se o mundo sucumbir todos nós vamos perecer com ele. A ilusão é só e apenas cada qual olhar o seu umbigo, sem ao menos, de quando em vez, ter necessidade de dar uma espreitadela ao do seu parceiro do lado. O infortúnio é saber que o tempo urge. Percebemos que o relógio do Universo vai parar para nós. Nada fazemos para travar-lhe a paragem. Somos, afinal, não somente um Povo, mas sim uma Humanidade quietinha que se afoga por gosto no mar de lama da sua estupidez, e mesmo quando o ar já falta e o sol se ofusca no breu da morte, num último sopro, ainda assim desafiamos o outro.
João escuta o silêncio do quarto. É como uma toada monótona e sem fim. Do lado direito da cama adivinha um quadro com uma Virgem sofredora a receber nos braços o corpo de um filho morto. Um Filho a quem o mundo que o matou Chama Deus, ou Filho também de Deus, que o Fez sem o pecado da carne. Como se o amor consentido fosse pecado. É esta a moral dos homens. Alguma coisa ou alguém virá por aí para nos salvar. Mas salvar do quê, de quem? Salvar de nós próprios, pois claro. Num raciocínio de bom senso, isto é como se ninguém não fizesse ideia do que afinal anda por aqui a fazer. Afinal, tudo o que a Humanidade quer é simplesmente impunidade. Impunidade entre nações e crenças, impunidade porque se apropria um vizinho daquilo que é do outro vizinho, porque rouba, porque escraviza, porque destrói, porque humilha, porque espezinha, porque assassina, porque desonra. Impunidade e perdão. Afinal a Humanidade quer tudo e, para sua cómoda vantagem, quer tudo dado por Alguém não humano a quem atribui as culpas de a ter, (por desvario de um momento de solidão), Criado. Olhando em redor, esta Humanidade de conveniências e de interesses, lembra-se das suas crenças. Pois, está ali o culpado. Deus, que ainda por cima cometeu o “pecado” de fazer o Homem, (este estafermo facilmente corruptível), à sua Imagem. Ali está então quem vai pagar as “favas” todas, Ele e o Diabo, numa conflitualidade onde se chocam os interesses do Bem e do Mal. Mas que rica prenda é esta Humanidade, beatifica por fora, maldosa por dentro, ardilosa, conflituosa e interesseira, e ao mesmo tempo extremosa pelos seus filhos povos, que a apaparicam e a mimam, lhe afagam os cabelos e lhe chamam mãe. Em verdade vos digo que estes povos são mesmo filhos da mãe, ou saem a esta mãe porque nela se revêem. Que forma tão bem engendrada que esta Humanidade arranjou para se desculpar, afinal, daquilo que na verdade é, uma espécie que calha está sozinha no Universo, se calha não é única, por muito que o queira. Uma espécie que tudo indica atingiu a inteligência em consequência da evolução. Por esta via de raciocínio somos apenas destrutivos. Mas isso não é verdade. Todos nós o sabemos. Ajeitámos a Natureza ao nosso modo; nem sempre bem, é certo. Combatemos e vencemos doenças e saímos para o Cosmos, ainda de passos medrosos, trémulos, com a tenra idade, com o medo de continuarmos eternamente a perceber que quanto mais conhecimento conquistamos, mais entendemos que nada sabemos…
Se tinha dificuldades em encontrar os livros Aurora, Cartas da Província de Akashi, Contos de Agora e de Outrora, Diário de uma paixão monologada ou Ear’ Quessir – o guardião da espada, eles estão agora à distância de um clique através da Livraria Virtual do site do Sítio do Livro.
Caso seja um novo utilizador bastará registar-se no site e confirmar a encomenda com o Sítio do Livro, recebendo-o rapidamente na morada que indicar.
Boas leituras!
Lá fora Orácio ouve o chuviscar constante daquela chuvinha marota que insistentemente bate no telhado das casas, molhando as relvas que enobrecem as pracetas floridas das pequenas aldeias, onde os “jovens” senhores jogam cartas de baralho e um dedo de prosa fora. Esta mesma chuvita tenta mudar o cenário atmosférico, quase sempre sufocado pelo suspiro agitado da gente natalina, naquele vai e vem pelas ruas e centros comerciais das grandes cidades a olhar as montras sem se decidir que presente comprar. Sem dúvida é uma tarefa difícil!
Parece mesmo que as pessoas se reduzem a meros e tradicionais consumidores de época. Quanta gastança! Suspira ofegante o Menino Jesus. Mas, consola-se ao pensar que haverá nas igrejas a Missa do Galo onde os missionários da fé entoarão o seu nome nas orações e nas músicas ternas do Natal.
Em algum sítio existirá alguém sozinho, pensava Orácio enquanto apressava-se para sair de casa e enfrentar a chuva que caía forte e amiúde. Com passos largos e descompassados subiu e desceu ruas estreitas e lambuzadas de sujidade canina, rumo à Avenida Alta cheia de prédios que outrora foram opulentos e majestosos.
Por fim, parou e subiu a calçada de um deles. Um prédio com uma beleza estéril, porém trançado por uma envelhecida estátua gótica que convidava os passeantes a viajar no tempo de uma época de glórias e opulência já há muito esquecida.
Com um sorriso largo e com um ar de bem amado exclamou: Pois sim, é deveras neste sítio que passarei a noite de Natal, junto da minha família. Era a casa da sua irmã mais velha. Apesar do contentamento, crispou-se ligeiramente ao pensar no seu jeito próprio de ser, pois era sem dúvida, uma mulher imponente e extravagante, um pouco cruel até. Um poço de orgulho!
Ela o recebeu com carinho, o que lhe pareceu estranho, é verdade, mas logo atentou para o fato de ser um dia especial, um dia para dar graças a Deus por todas as bênçãos recebidas. Um dia em que todos se confraternizam, dispostos a esquecer os maus tratos e até as diferenças sociais, ainda que somente por uma noite.
Dado o seu conhecido talento culinário e a pedido da sua irmã, dispôs-se logo a preparar a ceia natalina. E o fez com amor, esmero e perfeição. Mais tarde, depois de terminar tudo iria até à sala cumprimentar os demais convidados e desfrutar dos prazeres da ceia interagindo com todos. Era um ambiente de festa e, ele observava a doçura da mana, como na velha infância. Falava-lhe com mesura, embora por meio de frases lacônicas. Nem por isso sentia-se triste, mas estava inseguro e meio desconsertado, um quê de ressabiado. Talvez por ter sido sempre tão marginalizado do seu meio social. Não estava a altura de fazer parte dele, pois lhe faltavam traquejos e posses, tal como o meio exigia.
Ah, os laços sanguíneos! Pensava. Bem podem romper-se por vezes! Principalmente, quando as nossas vidas se transformam em noites chuvosas e incertas. Olhamos ao redor e nos sentimos sozinhos. Quase sempre as lágrimas banham-nos o rosto e a alma, então confundem-se com as gotas da chuva que murmuram lamúrias ao vento lá fora.
Sacudiu a cabeça como que para afugentar os pensamentos sombrios.
Ei-la! A mesa estampada no meio da sala, prestimosamente enfeitada com os saborosos pratos preparados pelas mãos mágicas de Orácio. Ele se sentiu verdadeiramente bem em compartilhar deste momento com a anfitriã. Ela exibia com orgulho aos seus convidados o exuberante e farto gourmet que ele fizera.
É chegada enfim, a hora da ceia. Todos se aproximaram da mesa, incentivados pelo sorriso e o exótico espalmar das delicadas mãos de sua irmã. Vamos! Sirvam-se todos!
Ela aconchegou- se sorrateiramente do seu irmão, antes que ele chegasse à mesa e disse-lhe: Tu não participarás da ceia. Esperas na escada, pois levarei em seguida um prato feito para matares a tua fome. Tenho muitos convidados importantes e tu não me estragarás a noite com a tua aparição. Dá-me muita vergonha apresentar-te como meu irmão.
Orácio percebeu naquele momento que cada palavra por ela pronunciada era um símbolo que representava as emoções mais profundas de sua alma rota e odiosa.
Nada lhe disse, pois preferiu que as suas palavras ficassem soltas no ar para não ter que interpretá-las.
Sentou-se nas escadas. A sua mente afogou-se no negativismo e a sua fé nas pessoas esmoreceu-se.
Passado o choque inicial, só lhe restava descer as escadas. E, fê-lo. Mesmo trêmulo e decepcionado pisava em cada degrau esforçando-se para livrar-se da chuva triste que inundava o seu coração e lembrar-se do brilho do sol, pois assim reviveria o calor do amor. Do amor fraterno, do amor natalino, do amor contido mesmo nas migalhas das pequenas coisas da vida, a fim de não se sentir por inteiro um ser rejeitado.
Novamente tatuava com o seu rasto as pedras da calçada do prédio. Transpirava um suor frio que se fazia sentir em sua alma molhada e cruelmente nutrida por um silêncio mórbido e perdedor.
A cada passo que dava tomava ciência do grande vazio e quão vulnerável se encontrava. Estava tão predisposto a aceitar as mais inimagináveis agruras e inconveniências surtadas da vida
Vagarosamente olhou para o céu e viu nas estrelas o brilho sereno dos raros momentos de reflexão do homem.
Algumas lágrimas teimaram em roçar o seu rosto enquanto constatava entre soluços a sua condição de um mero espectador da vida. Ao mesmo tempo relutava em não fincar no seu coração rastos de amargura e, timidamente rezava: Senhor, desperta-me para a vida. Abstém-me da inércia. Apaga do meu coração a dor que enrijece as suas batidas e o emudece para cantar. Cantar a música preciosa da paz. Permita que eu seja capaz de acordar e fortalecer os meus sentidos vitais, pois agora dormem assustados e com receio do amanhecer. Peço-lhe ainda que, se ao despertar, senti-me envolto no desespero, não deixe que da minha boca escapem palavras desnecessárias e amargas.
Ao levantar a cabeça Orácio dá somente um passo. Exausto fecha os olhos e sente a brisa fria da noite. Perto de si ouve em tom de alegria: FELIZ NATAL! FELIZ ANO NOVO!
E, mansamente ele responde: PARA SI TAMBÉM!
Você que tem no seu lar, na sua família um enjeitado, ou como se diz por aí, a “ovelha negra da família”, não o marginalize.
Quem sabe ele possui qualidades inesgotáveis, similares ou melhores que a sua e, apenas não são exploradas convenientemente.
FELIZ NATAL E FELIZ ANO NOVO À TODOS!
—
(por Marifelix Saldanha – Autora do livro: Histórias Vividas em Prosa, Sítio do Livro, 2011)