O Poema é o meu leito…

O poema é o meu leito
onde me deito estreito
à espera que a noite me leve
nas pálpebras jaz
o que o sono me traz
vagueia o espírito livre
de um corpo cansado
que deixo para trás
sem jamais saber
se algum dia dormirá em paz

José Guerra (2012)

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O APOGEU DO COBARDE

“Havia num partido um homem, que era demasiado medroso e cobarde para, alguma vez, contradizer os seus camaradas: empregavam-no para todos os serviços, exigiam tudo dele, porque ele tinha mais medo da má opinião dos seus camaradas que da morte; era um lamentável espírito fraco. Eles reconheceram isso e fizeram dele, em virtude das circunstâncias mencionadas, um herói e, por fim, até um mártir. Embora o cobarde, interiormente, dissesse sempre não, com os lábios pronunciava sempre sim, mesmo já no cadafalso, ao morrer pelas ideias do seu partido: é que, ao lado dele, estava um dos seus velhos camaradas, que o tiranizava tanto pela palavra e o olhar, que ele sofreu a morte realmente da maneira mais decente e, desde então, é homenageado como mártir e grande personalidade.”

Friedrich Nietzsche, in “Humano, Demasiado Humano”

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Apresentação de Pagwagaya – Quercus Bragança, 4 de Agosto, 17h

Cartaz da Apresentação

“… uma obra bem concebida, com uma história plausível, escrita num estilo muito acessível e com um ritmo narrativo que convida a uma leitura compulsiva e uma enorme vontade de saber o fim desta aventura.”

No sábado 4 de Agosto, pelas 17 horas, vou apresentar e autografar o meu livro Pagwagaya em Bragança,
na sede da Quercus dessa cidade.

Venha conversar um pouco comigo no dia 4 de Agosto e aproveite para visitar a exposição de fotografia Pequenos Animais.

O moinho-sede da Quercus fica junto ao Rio Fervença, na continuação do passadiço de madeira no sentido jusante do rio.
Localização no Google Maps

Vemo-nos em Bragança.

website: http://pagwagaya.armandofrazao.com
facebook: http://facebook.com/pagwagaya

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Chuva Miudinha

Uma amiga partiu o pé no dia da apresentação do meu livro “Chuva Miudinha”.

Deixo aqui o poema que lhe escrevi:

 

“Foi num dia de chuva miudinha que te aconteceu,

Ias ter comigo, num dia tão especial,

Com expectativa te aguardava,

Era com alegria que te esperava,

Mas o teu andar não me pareceu natural,

 

 

Era o dia da minha apresentação,

Coincidência divina, chuva miudinha era o que caia,

Chuva miudinha que te fez cair,

Oh minha boneca caída no chão,

Parecia destino e culpa do meu livro o teu trambolhão.

 

 

O dia para nós ficou marcado,

Certamente nunca te esquecerás do dia da apresentação.

 

O dia pareceu encomendado,

Mas foste tu quem não teve cuidado,

Pois como diz o ditado:

És só tu e a chuva miudinha,

Na estrada são um perigo do C#$%##o.”

 

O meu livro encontra-se à venda no Sitio do Livro.pt

http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/chuva-miudinha/9789892030203/

 

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

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O aesir ( de Danilo Pereira )

Quando Wolfgang se aventurou na montanha de Imer, ele encontrou a caverna obscura do lobo Fenrir e adentrou em seu covil. Com uma lamparina em mãos, encontrada num corpo jazido, o guerreiro nórdico confrontou a fera que sucumbiu diante do aço. Depois disso, Wolfgang encontrou Imer, o gigante de gelo, do qual lhe mostrou o caminho a seguir. Um mundo fantástico fora descoberto pelo guerreiro, que ainda confrontou um mal fantasmagórico por aquela gelada caverna.

Obra, Wolfgang, o guerreiro nórdico e O guerreiro nórdico – art book

ambos também em formato e-book

 

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A MENTE LIVRE ESTÁ EM PERIGO.

“A nossa espécie é a única espécie criativa, e tem apenas um único instrumento criativo, a mente e espírito únicos de cada homem. Nunca nada foi criado por dois homens. Não existem boas colaborações, quer em arte, na música, na poesia, na matemática, na filosofia. De cada vez que o milagre da criação acontece, um grupo de pessoas pode construir com base nela e aumentá-la, mas o grupo em si nunca inventa nada. A preciosidade reside na mente solitária de cada homem.

E agora existem forças que enaltecem o conceito de grupo e que declararam uma guerra de exterminação a essa preciosidade, a mente do homem. Através das mais variadas formas de pressão, repressão, culto, e outros métodos violentos de condicionamento, a mente livre tem sido perseguida, roubada, drogada, exterminada. E este é um rumo de suicídio colectivo que a nossa espécie parece ter tomado.

E é nisto que eu acredito: que a mente livre e criativa do homem individual é a coisa mais valiosa no mundo. E é por isto que eu estou disposto a lutar: pela liberdade da mente tomar qualquer direcção que queira, sem direcção. E é contra isto que eu vou lutar com todas as minhas forças: qualquer religião, qualquer governo que limite ou destrua o indivíduo. É isto que eu sou e é esta a minha causa. Posso até compreender que um sistema baseado num padrão tenha que destruir a mente livre, pois esta é a única coisa que pode inspeccionar e destruir um sistema deste tipo. Com certeza que compreendo, mas lutarei contra isso por forma a preservar a única coisa que nos separa das restantes espécies. Pois se a mente livre for morta, estaremos perdidos”.

John Steinbeck,  in “A Leste do Paraíso”.

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Feira do Livro da Ericeira 2012

Caros amigos e leitores, o meu romance “A Paixão que Veio do Frio”, publicado pelo Sitio do Livro, está agora também disponível na Feira do Livro da Ericeira até final de Agosto de 2012. Brevemente informação sobre data da sessão de autógrafos neste local.

Um abraço literário!
José Guerra

 

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PARABÉNS, AUGUSTO GIL !

Augusto Gil nasceu em Lordelo do Ouro, no dia 31 de Julho de 1873 e viveu até 26 de Fevereiro de 1929.

Nesta homenagem no dia do seu aniversário, o poema:

BALADA DE NEVE

 

 

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…

E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.

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Extraído do conto: A Pátria dos Abrunhos (contos polémicos vol.1)

 

PARA NÃO DIZEREM QUE SÓ FALO DE TRISTEZAS, AQUI VAI UM PEDAÇO DE CONTO NUMA LINGUAGEM ESTRANHA…

Mas voltemos à diáspora, ao regresso, às boas novas, às más novas. Naquela manhã de lusco-fuscos comprometedores, os vigias, a mando do infante, não do herdeiro, colocados no cimo das falésias de pudim esticadas para o céu verde, olhos esgazeados de tanto tentar ver, patas firmes no chão, mãos nas testas fazendo de palas, ou de binóculos, ou de holofotes sem luz, começaram a gritar de uns para os outros, ó daí! Tu estás vendo o mesmo que eu? E lá do fundo, da outra encosta, do outro pudim, uma voz que respondia, ou que voltava, ou que gritava: Eu? Não! Eu não vejo népia, afinal o que é que estás vendo? E o outro, o deste lado, o de cá, dizia baixo para si, curioso de merda, tu queres é ganhar as alvíssaras todas só para ti. E depois alto, projectando a voz: Ali, ao fundo, aquela coisa que brilha, que vem para cá, ainda escondida na curvatura da terra! – Já sabiam que a terra era redonda, os Olés não, – Há, agora sim, já vejo, parece um fogo-de-santelmo no topo de um mastro, aceso por alguém que levou isqueiro! Levou o quê? Isqueiro! Tá visto que és da província, és dos saloios? Sim!

Os lusco-fuscos comprometidos empurrados pela mão da luz vão-se escondendo para o outro lado da terra – agora que já descobrimos que a terra é redonda já se pode falar assim, antes não se podia, – e as caravelas estão chegando, primeiro os fogos de santelmo, depois os mastros, logo os paus das velas latinas, os tentilhões de papel de jornal batendo as asas já cansados por cima de tudo, logo a seguir os bojos, aquele bater compassado que ainda não se percebia, eram as chicotadas caindo no lombo dos calhaus pretos que puxavam, corpos inclinados para a frente, mãos calosas agarradas às cordas, navegando, navegando sempre, e os pés dos marinheiros Abrunhos escorregando nos seixos rolados do mar sem água, com a pressa de chegar, com a pressa de abraçar, com a fome de contar, com a ganância de ter. Alguém correu a pedir as alvíssaras ao infante que não era herdeiro e a levar as boas novas, as más novas, as desgraças do reino, as tristezas que vinham de lá, das distâncias, das lonjuras do mar sem água mas já com lágrimas de sangue, com fogos adivinhos de guerras, com pez e fogo, com bombardas que iriam ser construídas à pressa, com espingardas e com setas, com colombinas e com machados. Navegar é preciso, trazer é preciso, roubar é preciso. O vigia ruivo com sardas no lombo correndo direito, vindo do infante, gritando de longe, molhado de Sol, curvado de sede, sedento de ter, que vem gritando sem parar, primeiro não se percebe, parece uma canção de amor, de pois vem mais perto, mais e mais perto, e grita e grita: as alvíssaras, meu senhor! Tenho as alvíssaras, trago as alvíssaras, vai repartir por todos meu senhor? O quê? Pergunta o arrais da chalupa que bolina rente à praia à espera das caravelas, das naus, dos capitães do mar oceano que estampa sortilégios e sonhos, que faz brilhar os olhos, que leva as fêmeas a deitarem-se de costas nos seixos da praia, as seis patas para cima, prontas para ficarem prenhas e depois saciadas da fome, vendo os bichos-de-conta que correm na praia fugindo do Sol. O quê? Pergunta de novo o arrais da barca, olhos tontos de espreitar os bordos, de manobrar a bolina, de puxar as cordas. O quê? As alvíssaras, meu senhor! As alvíssaras!

Os capitães das naus, colados nas amuradas sustidas nos sovacos dos marinheiros, olhos a ver e ver a terra da pátria que volta num abraço de tenaz, lá vem! Lá vem! Corram rapazes, corram! E os chicotes zunindo em estalos sonoros excitando os pretos que puxam, puxam, gemem, riem, sofrem, sopram vendavais de raiva saindo das ventas achatadas, berram canções esquisitas numa voz timbrada e forte, estranham a terra, estranham o céu, céu da cubata não é assim, céu da cubata é céu, tem vida, tem cor, canta quando preto está triste, chora quando preto chora, ama quando preto ama, céu da cubata é céu do mundo, este é céu desta terra. Onde estamos? Porque estamos? Que fizemos? Porque nos batem? Porque nos querem? Já estão próximos, já se vê as proas e os olhos pintados nos cascos para atrair os bons augúrios, já as lágrimas de sangue ficaram perdidas nas entranhas do mar sem água, já o Adamastor dorme, já as sereias cantam outros cantos e namoram outras gentes, outros bichos, outros sonhos, já as fêmeas abrem as patas pedindo vida, as alvíssaras do infante estão no saco feito de folhas de tristeza que foi entregue ao arrais da chalupa que agora puxa o batel do infante que desceu à praia, que embarcou na praia, que voltou à praia, já o infante admira o lombo daqueles pretos calhaus que puxam cordas e faz conta à fortuna, pensa no lucro, avalia os resultados do investimento. Já o infante olha os pretos olhos nos olhos, apalpa-lhes os músculos elásticos e fortes, sente o macio das peles que não são peles, são planos de rocha, admira os dentes a pensar na idade, olha o carvão dos olhos e sente a volúpia, o prazer, o amor que sobe, a ânsia de ter, possuir, sofrer, amar sem ver, no ventre da caverna da vida, preto ao lado, preto que abraça, preto que já não chora, ama.

O Rei no seu campo de liças treinando para os torneios recebeu a notícia, levada pelo estafeta real que correu três dias e duas noites sem parar montado no seu cavalo de pau, deu alvíssaras e evocou os milagres do céu, mas o cavalo segredou-lhe baixinho, orelha com ouvido, boca com boca, olhos com olhos, provei à liça do mundo e esquecei as vãs glórias, desafiai em valentia os gentios e vencei as guerras, dilatai a fé e trazei o lucro, pelejai com denodo e ganhai o mundo.

Que quereis dizer com isso, meu belo cavalo amado? Não vos iludais, senhor, tal como a rainha vos oferece filhos fáceis, também as glórias fáceis são efémeras! Lutai com ardor pelo sal amargo que vem do suor das mãos que trabalham, esquecei as sedas e os cetins, vede quão belo é o mundo quando o ganhamos! Mas o Rei viu a glória e esqueceu o cavalo, o dinheiro da glória compra cavalos, os cavalos não compram glórias, só emprestam sonhos.

O Rei ordenou três dias de festas, de júbilo, de sonhos de quimeras de ter, e com a corte saiu à praia, a ver, a Rainha na sua carruagem de trevas puxada por borboletas pariu mais um filho, e sorrio, vendo o Rei contente montando o seu cavalo travesso, seguido do povo que corria e gritava, vamos à praia a ver!

E lá estavam, fundeadas nos seixos lisos do fundo, sem velas e com os tentilhões descansando pousados no topo dos mastros. Os capitães contavam os fardos que os pretos carregavam para o bojo dos batéis pequenos, por cima de pranchas de pedra e logo os arrais alinhavam a carga, no fundo dos batéis, e os escriturários reais tudo registavam em folhas de pergaminho usando tinta de sangue. Os segredos da navegação, por onde iam, a onde tinham chegado, com quem haviam falado, com quem tinham dormido, o que tinham comido, a quem tinham perguntado o caminho, quanto tinha custado, porque tinham voltado, tudo isto era fechado dentro de arcas trancafiadas com correntes e fechadas por fortes cadeados. Só depois vinham a terra, guardados por Abrunhos fortes armados de longas espadas e rijas lanças, e logo depois iam a dar graças, a pagar promessas, a comprar vinho, a amar fêmeas, a rever o reino.

José Solá

 

 

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A Deusa vanir ( de Danilo Pereira )

Ilustração da Deusa vanir Freya, com seus traços graciosos, representando a magia nórdica.

É a Deusa que guia Wolfgang em sua aventura pela devastada terra média, que o espera sempre no altar das almas, lugar sagrado onde almas pecadoras são depositadas.

Freya e Wolfgag, são personagens da obra, Wolfgang – o guerreiro nórdico e do artbook – O guerreiro nórdico, ambos nos formatos de livro e e-book.

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