BERTRAND RUSSELL – Mensagem de Despedida à Humanidade Futura.

bertrand russell

 “Gostaria de dizer que temos, graças aos nossos conhecimentos actuais, poderes jamais alcançados pelo homem. Podemos utilizar esses poderes para o bem ou para o mal. Serão bem utilizados se nos compenetrarmos de que a humanidade é toda ela uma família, e de que podemos ser todos felizes ou todos infelizes. Já lá vai o tempo em que uma pequena minoria podia viver feliz à custa da miséria das grandes massas. Já ninguém se sujeita a uma situação dessas, e temos de aprender a aceitar a ideia de que o nosso vizinho também tem direito a ser feliz, se nós próprios queremos ser felizes. Estou convencido de que, se todos forem educados inteligentemente, serão mais expansivos e não terão dificuldade em considerar a felicidade alheia como condição essencial para a felicidade própria. Ás vezes tenho visões de um mundo de seres humanos felizes, cheio de vivacidade, inteligentes, onde não há opressores nem oprimidos. Um mundo de seres compenetrados de que os seus interesses comuns excedem os interesses de competição, empenhados na efectivação das possibilidades realmente extraordinárias que a inteligência e imaginação humanas podem tornar realidade. Esse mundo pode existir, se os homens quiserem. E quando existir – se algum dia chegar a existir – será um mundo muito mais maravilhoso, muito mais glorioso e mais feliz, mais rico em imaginação e em alegrias do que qualquer outro jamais conhecido.”

Nota: Esta mensagem está incluída no livro “A Minha Concepção do Mundo”.

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Lilases como a alvorada…

Lilases como a alvorada...

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FANTASMAS DOS VIVOS E DOS MORTOS

FANTASMAS

Maurice Maeterlinck, escreveu:

“Sabe-se que existe, sobre os fantasmas dos vivos e dos mortos, toda uma literatura originada por numerosos e escrupulosos inquéritos levados a cabo em Inglaterra, em França, na Bélgica, na Suíça e nos Estados Unidos, pelos cuidados da “Society for Phsychical Research”. Em presença das provas acumuladas, seria ridículo obstinar-se a negar a realidade dos factos. É também incontestável que uma emoção violenta ou profunda pode ser transmitida instantaneamente de um espírito para o outro, qualquer que seja a distância que separa o que a experimenta daquele a quem a comunica.”

E Frederic Meyers regista, em “Human Personality”:

“De resto, embora menos frequentemente, um perigo ou uma crise, graves, podem originar e enviar a distância um aviso, geralmente sob a forma de uma alucinação visual, mais raramente como alucinação auditiva.”

É o que a “Society for Phsychical Research chama “Fantasmas dos vivos.” Quando a alucinação se verifica mais ou menos tempo depois da morte daquele que parece evocar é classificada entre os “Fantasmas dos mortos.” De facto, a emoção mais violenta que pode ser sentida pelo homem, aquela que o oprime e o transtorna, é a aproximação da morte. Todavia, acrescenta Meyers, “os fantasmas dos mortos são mais raros”. Se fosse possível traçar uma curva indicando o número relativo das aparições antes e depois da morte, ver-se-ia que esse número aumenta rapidamente durante as horas que precedem a morte, para diminuir pouco a pouco no decurso das horas e dos dias que passam depois dela.”

Notas:

– Maurice Maeterlinck foi dramaturgo, poeta e ensaísta belga de língua francesa, Prémio Nobel de Literatura em 1911. Os principais temas da sua obra são a morte e o sentido da vida e é uma referência importante do movimento simbolista.

– Frederic Myers foi intelectual, poeta, ensaísta, filólogo britânico e um dos fundadores da “Sociedade de Pesquisas Psíquicas”. Foi um dos precursores na pesquisa de fenómenos paranormais no final do século XIX.

– Este texto está incluído no livro “História do Ocultismo”, de Guy Marais.

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Tragédia para os brasileiros
A respeito do fatídico episódio no qual uma casa de show incendiou-se acidentalmente quando uma fagulha de uma bomba de artifício alcançou o teto e as chamas espalharam-se rapidamente, fazendo com que mais de 230 pessoas em sua maioria jovens universitários morressem asfixiados, escrevi este texto como forma de indignação ao episódio.
Este fato ocorreu no estado do Rio Grande do Sul na cidade de Santa Maria no dia 27 de janeiro.

jacques miranda's avatarJacques Miranda

Não quero falar de morte, de tragédia, de queimados, de mutilados.
Não busco falar de presos, de culpados, de sobreviventes, de doentes.
Não me presto em falar das várias famílias ceifadas do sonho de presenciar o futuro de sua prole.
Não falarei de coisas ruins, de tristeza, de melancolia, de perturbação.
Não me é permitido evocar os Deuses, provocar os Santos ou perguntar aos Orixás o porquê de tanta dor.
Não buscarei explicações, soluções, entendimentos ou justificativas à falta de sensibilidade dos gestores do negócio que abrigou cenas de horrores.
Não faria alusões, ilações, deduções ou recomendações sob qualquer ponto de vista além do já explorado à exaustão pela imprensa.
Não partiria de mim qualquer iniciativa em lembrar, requentar, narrar, rememorar qualquer coisa que diga respeito à tragédia.
Não quero, não ouso, não faço porque eu vivo um pouco de tudo isso.
Fui jovem e agora sou pai. Sou professor…

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O gigante de vento

“Todos os dias no caminho para a escola, Barnabé e seus amigos passam por um enorme campo de trigo dourado. Para os outros meninos, este é um poderoso campo de batalha, no qual vive um gigante guerreiro que se dedica a combater os ataques de aviões inimigos. Todos os meninos correm, no caminho para a escola e no regresso a casa, para poder brincar com o gigante, juntando-se à sua força defensiva e combatendo ao seu lado, com as suas poderosas espadas, ao sabor do vento.

Todos, menos Barnabé… “

in “Todos dormem na Terra das Fadas”

(http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/todos-dormem-na-terra-das-fadas/9789899813403/)

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RACHEL DE QUEIROZ – A Arte de Ser Avó

RACHEL DE QUEIRO

Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza, Brasil. (1910-2003)

Escritora, romancista, tradutora, jornalista, cronista e dramaturga brasileira, destacou-se na ficção social nordestina.

Com vinte anos de idade publicou o romance “O Quinze”, onde narra os horrores da grande seca de 1915.

Trabalhou na Comissão dos Direitos Humanos da ONU.

Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras e a ser galardoada com o Prémio Camões.

Em 1994 entrou para a Academia Cearense de Letras.

Em 1998 escreveu uma autobiografia intitulada “Tantos Anos”.

Excertos do livro “O Brasileiro Perplexo”, publicado em 1964:

 A arte de ser avó

 Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimónio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo…

Quarenta anos, quarenta e cinco… Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não a incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações – todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto – mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda. (…)

(…) E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.(…)

(…) Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho – involuntariamente! – bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque “ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague…

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LEO TOLSTOY

TOLSTOI

Tolstoy nasceu em Yasnaya Polyana, Rússia. (1828-1910)

Foi um dos grandes mestres da literatura do século XIX, um pintor dos costumes e da alma russas.

Apesar de descender de uma família de príncipes, Tolstoy foi uma dessas raras pessoas que, em vez de querer afastar-se do povo impulsionado por uma ambição superior, desceu voluntariamente até ele.

Amigo de Rousseau e inspirado na sua filosofia, escreveu o primeiro romance intitulado “Um Proprietário Russo”.

Abriu uma escola para os camponeses na sua terra natal. Não quis ser o mestre, mas sim um condiscípulo. A escola foi fechada pela polícia, que sugeriu a Tolstoy deixar os camponeses na ignorância.

As suas obras-primas são: “Guerra e Paz” e “Ana Karenina”.

Em “Guerra e Paz”, publicado em 1865, Tolstoy narra uma história vivida no contexto da invasão Napoleónica da Rússia; em “Ana Karenina”, analisa a luta íntima do individuo. Cria uma das personagens femininas mais fascinantes da literatura.

Idealista e místico, procurou reencontrar a caridade do cristianismo primitivo. Tornou-se, aos 80 anos, um pacifista, desejando viver junto à natureza, distante das igrejas e dos governos.

Excertos do livro “Ana Karenina”:

“Depois de atravessar a pequena sala de jantar, com as suas paredes de madeira escura, Stepane Arkadievitch e Levine entraram numa saleta tenuemente alumiada por um candeeiro de quebra-luz escuro. Outro candeeiro na parede iluminava um retrato de mulher, em corpo inteiro, de opulentos ombros, cabelos negros ondulados, sorriso pensativo e olhar perturbante, em que Levine pousou involuntariamente os olhos. Era o retrato de Ana pintado em Itália por Mikailov. Enquanto Oblonski se dirigia para o outro lado do biombo, onde a voz de homem que ali ressoava deixara de se ouvir, Levine examinou o retrato que avultava na sua moldura sob a chapa de luz. Não podia apartar dele a vista. Esqueceu até mesmo onde estava, e sem prestar a menor atenção ao que se dizia quedou-se de olhos fascinados. Não era um quadro. Era uma mulher viva e encantadora que o fitava com uns olhos de uma suave e fascinadora expressão. Só não estava viva, por ser mais bela do que a mais bela mulher real.

– Tenho muito prazer — disse, de súbito, uma voz junto aos ouvidos de Levine.

Essa voz dirigia-se a ele, naturalmente; e era a voz da mulher cujo retrato contemplava. Ana vinha ao seu encontro e Levine pôde ver, na meia-luz do escritório, a mulher do retrato, com um vestido escuro de tons azuis um pouco diferentes. Embora a sua atitude e a sua expressão fossem outras, a beleza era do mesmo género da representada pelo pintor. Com efeito, era menos deslumbrante, mas, em compensação, havia nela algo de novo e de atraente que o quadro não tinha. (…)

(…) Os ciúmes enchiam Ana de indignação, e ela, aliás, não fazia outra coisa senão procurar motivos para se indignar. Culpava Vronski de tudo o que havia de penoso na sua situação. Responsabilizava-o da atormentadora expectativa em que vivia em Moscovo, entre o céu e a terra, do atraso e da indecisão de Alexei Alexandrovitch e da sua própria solidão. Se Vronski a amasse, compreenderia a sua angustiosa vicissitude e faria todo o possível por ajudá-la a libertar-se. Era ele o culpado de que ela vivesse ali, pois não estava disposto a enterrar-se na aldeia como Ana desejava. Precisava de viver na sociedade, colocando-a numa posição horrível, fazendo-a passar por humilhações que não queria compreender. (…)

(…) E a vela à luz da qual Ana lera o livro da Vida, com todos os seus tormentos, todas as suas traições e todas as suas dores, resplandeceu, de súbito, com uma claridade maior do que nunca, alumiando as páginas que até então haviam estado na sombra. Depois crepitou, estremeceu e apagou-se para sempre.”

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Naquela sombra lânguida…

Naquela sombra lânguida...

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Nem verdade, nem coragem

aviao

Na primeira fileira do avião lá estava ele e não tinha quem não olhasse. Devidamente alinhado na poltrona com as suas duas pequenas mãos sobre os joelhos, trajando um shortinho azul, camiseta branca e um colete, sem lembrar de um adorno elengantérrimo: um suspensório.

Com o cinto de segurança afivelado, percebi que faltava-lhe uma gravatinha borboleta, o que ficaria perfeito, embora tenha que considerar um certo preciosismo nesta minha crítica. Por outro lado, irretocável mesmo era o gel no cabelo. Aqueles cabelinhos lisinhos e um rostinho de bochechas rosadas complementavam o visual do menino lindinho.

O bruguelinho, ou melhor, guri, piá, fedelho, como queira o nosso regionalismo, aparentava ter o seus sete ou oito anos. O  avião era aquele das fileiras de 2 e 3 lugares. Ele estava na de três lugares ao lado de alguém que parecia ser, respectivamente, mãe e irmã, ocupando as poltronas do centro e do corredor, as famosas D e E.

Sentamos logo atrás e o assunto foi inevitável: a elegância e o “jeitão” do menininho que já fazia papel de adulto, como quem estava ali para proteger a sua família ou, até mesmo, querendo dizer que “estava tudo sob controle”, até porque, mãe e irmã retribuíam o sorriso a todo aquele que admirasse a postura do pequeno exemplar de ser humano.

Enquanto o avião fazia os preparativos de embarque., com passageiros entrando, escolhendo as poltronas, arrastando suas bagagens com rodinhas ou sem; as malas enormes (como deixam entrar com aquelas malas que mais parecem barracas de camping!) etc, tudo absolutamente normal. Entretanto, quando o comandante deu a famosa informação que diz “tripulação, preparar para o fechamento de portas”, é que começou uma reação na fileira à nossa frente: a fileira do molequinho.

Era possível espiar por entre as poltronas e perceber que algo não estava indo bem lá na frente. Era um tal de “fica aí”, misturado com “não quero” e um ou outro “calma” e “peraí”. Ficamos à espreita pois a curiosidade suplantava qualquer tipo de elegância. Chegou um momento em que o avião começou a andar, movimento chamado de “taxiamento” e não deu outra: a mãe do garotinho apertou o botão e chamou a comissária:

– Posso ajudar?

– Pode sim, é que o meu filho… – já quase sussurrando a mãe estava “polindo” o que iria dizer – sabe como é…. ele tem….

Nisso, a comissária se apressa em dizer:

– Ah sim, entendi, mas o que deseja que eu faça? – disse a Comissária, no mesmo instante em que o menino toma a frente da conversa e diz para a comissária:

– Eu não tenho medo, sou grande – esbravejou.

A mãe aparentemente não sabendo o que fazer dispensou a comissária, enquanto ela, juntamente com os outros comissários,  deram início aos procedimentos de segurança habituais: “Em caso de despressurização, máscaras cairão do teto. (…) use o assento inferior para flutuação (…) Leiam o cartão que está no compartimento (…)”.

O avião continua seu trajeto de taxiamento até que ele se ajusta ao início da pista e o comandante dá o aviso: “tripulação, preparar para decolar”.

Neste exato instante, percebe-se uma movimentação silenciosa nos bancos em frente aos nossos, e a criança, até então com toda aquela pinta de corajoso, pula sobre o banco da sua mãe passando por cima de sua irmã e agarra como se fosse um filhote de bicho-preguiça e começa a fazer um barulho com a boca que mais parecia um sussurro misturado com grito de dor “aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii” enquanto o avião subia.

A cena daquele menininho no colo da mãe – embora fosse um problema sério de segurança pois ele não estava afivelado  – era muito curioso, pois misturava o carinho de mãe, a fragilidade do filho e a arrogância masculina, presente até nos machinhos.

Após estabilizar a aeronave e desligar o aviso dos cintos de segurança, percebe-se que a comissária vem se aproximando, pois possivelmente já previa que algo poderia acontecer com a fileira 1. Pouquinho antes, o guri saltou do colo da mãe e voltou para seu lugar, afivelando o cinto e colocando suas mãos no joelho como antes estava.

Ao chegar, a comissária olhou e percebeu um certo sinismo no trio e perguntou:

– Olá, tudo bem por aí?

A mãe deu uma piscada para a comissária e o garotinho respondeu:

– Eu não disse que era corajoso?

Nota do autor: Trecho do livro de CONTOS PARA NÃO SE LER NO AVIÃO de Jacques Miranda, autor com livros publicados no Sitio do Livro.

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RESPOSTA DA RAINHA DE INGLATERRA À CARTA DE GARY L. HARDCASTLE

MONTY PYTON

De: Buckingham Palace

A Rainha pediu-me para lhe agradecer a sua carta datada de 6 de Maio, onde pedia que Sua Majestade contribuísse com um artigo para um livro intitulado A Filosofia segundo Monty Python, que será editado por si e pelo Senhor George Reisch.

Apesar de ter sido muito gentil da sua parte em convidar a Rainha para participar no seu projecto, receio que a oferta tenha de ser declinada.

                                                                                 Atentamente,

                                                                          Sra. Gill Middleburgh

                                                                             Chefe de Gabinete

Nota: Esta carta está publicada no livro “A Filosofia Segundo Monty Python”, coordenado por Gary L. Hardcastle e George A. Reisch.

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