Ontem, para além do Dia dos Namorados foi também o Dia Internacional da Doação de Livro Infantil. Se não o fez, ainda vai a tempo. Aqui fica a sugestão óbvia:
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/todos-dormem-na-terra-das-fadas/9789899813403/

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PABLO NERUDA – Discurso na entrega do Prémio Nobel em 1971

Pablo neruda

Pablo Neruda, nascido no Chile (1904-1973), foi um dos mais importantes poetas de língua espanhola.

A seguir, alguns excertos do seu célebre discurso, que proferiu, quando recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 1971:

“Meu discurso será uma longa travessia, uma viagem minha por regiões longínquas e antípodas, não por isso menos seme­lhantes à paisagem e às solidões do norte. Falo do extremo sul do meu país. Nós, chilenos, afastámo-nos tanto até tocar com nossos limites o Pólo Sul, que parecemos a geografia da Suécia, que roça com a sua cabeça o norte nevado do planeta. (…)

(…) Senhores e Senhoras

“Não aprendi nos livros qualquer receita para a composição de um poema; e não deixarei impresso, por meu turno, nem sequer um conselho, modo ou estilo para que os novos poetas recebam de mim alguma gota de suposta sabedoria. Se narrei neste discurso alguns factos do passado, se revivi um nunca esquecido relato nesta ocasião e neste lugar tão diferentes do sucedido, é porque durante a minha vida encontrei sempre em alguma parte a asseveração necessária, a fórmula que me aguardava, não para se endurecer nas minhas palavras, mas para me explicar a mim próprio.

Encontrei, naquela longa jornada, as doses necessárias para a formação do poema. Ali me foram dadas as contribuições da terra e da alma. E penso que a poesia é uma acção passageira ou solene em que entram em doses medidas a solidão e a solidariedade, o sentimento e a acção, a intimidade da própria pessoa, a intimidade do homem e a revelação secreta da Natureza. E penso com não menor fé que tudo se apoia – o homem e a sua sombra, o homem e a sua atitude, o homem e a sua poesia – numa comunidade cada vez mais extensa, num exercício que integrará para sempre em nós a realidade e os sonhos, pois assim os une e confunde.

E digo igualmente que não sei, depois de tantos anos, se aquelas lições que recebi ao cruzar um rio vertiginoso, ao dançar em torno do crânio de uma vaca, ao banhar os pés na água purificadora das mais elevadas regiões, digo que não sei se aquilo saía de mim mesmo para se comunicar depois a muitos outros seres ou era a mensagem que os outros homens me enviavam como exigência ou desafio. Não sei se aquilo o vivi ou escrevi, não sei se foram verdade ou poesia, transição ou eternidade, os versos que experimentei naquele momento, as experiências que cantei mais tarde.

De tudo isso, amigos, surge um ensinamento que o poeta deve aprender dos outros homens. Não há solidão inexpugnável. Todos os caminhos conduzem ao mesmo ponto: à comunicação do que somos. E é necessário atravessar a solidão e aspereza, a incomunicação e o silêncio para chegar ao recinto mágico em que podemos dançar com hesitação ou cantar com melancolia, mas nessa dança ou nessa canção acham-se consumados os mais antigos ritos da consciência; da consciência de serem homens e de acreditarem num destino comum.” (…)

(…) Na realidade, embora alguma ou muita gente me tenha considerado um sectário, sem possível participação na mesa comum da amizade e da responsabilidade, não me quero justi­ficar, não acredito que as acusações nem as justificações façam parte dos deveres do poeta. (…)

(…) O poeta não é um “pequeno deus”. Não, não é um “pequeno deus”. Não está marcado por um destino cabalístico superior ao daqueles que exercem outros misteres e ofícios. Tenho expres­sado frequentemente que o melhor poeta é o homem que nos entrega o pão de cada dia: o padeiro mais próximo, que não pen­sa que é deus. Ele realiza a sua majestosa e humilde tarefa de amassar, colocar no forno, dourar e entregar o pão cada dia, com uma obrigação comunitária. (…)

(…) Os erros que me levaram a uma relativa verdade, e as ver­dades que repetidas vezes me conduziram ao erro, ambos não me permitiram – nem eu nunca pretendi isso – orientar, dirigir, ensinar o que é chamado de processo criador, de caminhos da li­teratura. Mas pude verificar uma coisa: que nós mesmos vamos criando os fantasmas da nossa própria mitificação. Da argamassa do que nós fazemos, ou queremos fazer, surgem mais tarde os impedimentos do nosso próprio e futuro desenvolvi­mento. (…)

(…) Ampliando estes deveres do poeta, na verdade ou no erro, até as suas últimas consequências, decidi que a minha atitude dentro da sociedade e perante a vida devia ser também humil­demente partidária. Decidi isso vendo gloriosos fracassos, soli­tárias vitórias, derrotas deslumbrantes. (…)

(…) Escolhi o difícil caminho de uma responsabilidade compartida e, em vez de reiterar a adoração ao indivíduo como sol cen­tral do sistema, preferi entregar com humildade o meu serviço a um considerável exército que pode errar às vezes, mas que ca­minha sem descanso e avança cada dia, enfrentando tanto ana­crônicos recalcitrantes, quanto enfatuados impacientes. Porque acredito que meus deveres de poeta não me indicavam somente a fraternidade com a rosa e a simetria, com o exaltado amor e a nostalgia infinita, mas também com as ásperas tarefas humanas que incorporei à minha poesia.

Há exatamente cem anos, um pobre e esplêndido poeta, o mais atroz dos desesperados, escreveu esta profecia: “Ao amanhecer, armados de uma ardente paciência, entraremos nas esplêndidas cidades.

Acredito nesta profecia de Rimbaud, o vidente. Venho de uma obscura província, de um país separado de todos os outros pela sua talhante geografia. Fui o mais abandonado dos poetas e a minha poesia foi regional, dolorosa e chuvosa. Mas sempre ti­ve confiança no homem. Jamais perdi a esperança. Por isso talvez tenha chegado até aqui com a minha poesia, e também com a minha bandeira.

Em conclusão, devo dizer aos homens de boa vontade, aos trabalhadores, aos poetas, que todo o futuro foi expressado nes­sa frase de Rimbaud: só com uma ardente paciência conquista­remos a esplêndida cidade que dará luz, justiça e dignidade a todos os homens.

Assim a poesia não terá cantado em vão.”

 

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Dois poemas…

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O HUMOR DAS CELEBRIDADES – 1

HUMOR DAS CELEBRIDADES

O HUMOR DAS CELEBRIDADES

– Paul Valéry – Escritor e poeta francês

 “Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a humidade, os bichos, o tempo – e o seu próprio conteúdo.”

 – Bob Hope – Comediante americano

 “Banco é o lugar onde você pode obter dinheiro emprestado, se provar que não precisa dele.”

 Albert Einstein Físico alemão

 “Há duas coisas infinitas: o Universo e a tolice dos homens.”

– Franz Kafka – escritor austro-húngaro

 “Em sua luta contra o resto do mundo, aconselho que você se coloque ao lado do resto do mundo.”

Groucho Marx – Actor e humorista americano

“A televisão é muito educativa. Toda vez que alguém liga uma, entro num quarto para ler um livro.”

Mark Twain – Escritor americano

“Geralmente levo mais de três semanas a preparar um bom discurso de improviso.”

Woody Allen – Actor e cineasta americano

“Eu era muito jovem para ter um carro, então “transava” com as moças no banco de trás de minha bicicleta.”

Eugene Ionesco – Dramaturgo francês

“Onde não existe humor, não existe humanidade. Onde não há humor, há um campo de concentração.”

Millôr Fernandes – Humorista brasileiro

“Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem.”

Madame de Staël – Romancista francesa

“Sinto-me feliz por não ser homem, porque, se o fosse, teria de casar com uma mulher.”

– Erasmo de Rotterdam – Filósofo e teólogo holandês

“Rir de tudo é coisa dos tontos, mas não rir de nada é típico dos estúpidos.”

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Crónicas da Brilha – A concorrência desleal

 

A concorrência desleal

A escassas semanas da entrada em vigor das novas regras quanto à emissão de faturas, corri já duas ou três lojas portuguesas onde, pela mísera quantia de € 1,00, o desgraçado do lojista panicava em frente da registradora por causa desta nova incumbência e pela responsabilidade acrescida da aprendizagem e da novidade que ela acarreta.
 
Há que saber emitir as novíssimas “faturas” – nome pomposo que vem resolver a discórdia quanto aos documentozinhos que nos entregavam ao balcão com um “bom dia” ou “boa tarde” de “adeus oh vai-te embora” – o que nem a mim, nem aos meus alunos de língua portuguesa, deixaria dormir à noite por não sabermos, afinal, o que a diferenciaria do talão.
 
Por outro lado, entrei também em outras duas ou três lojas onde a registradora é a mesma que estava em uso há dez anos, que é como quem diz que são achados arqueológicos que ainda funcionam, dessas que dão talões – os tais que foram extintos pela lei -, e onde não aceitam pagamentos por multibanco. E, ainda assim, calmamente a lojista se esqueceu de me dar o talão.
 
Concluo o seguinte: Nós, povo de brandos costumes, somos demasiado zelosos com as nossas obrigações fiscais. Cumprimos, porque nos ensinaram a cumprir, e tememos este Estado, que é o nosso, e o seu poder soberano, diga o que disser a comunicação social.
 
Porém, à laia do que dizia Nietzsche, é esta vontade compulsiva de cumprir que nos castra, nos impõe limites, e que nos coloca em clara desvantagem face aos que não cumprem a lei.
 
O português do comércio tradicional, de família, coloca vassouras ao contrário atrás da porta para espantar a ASAE, mas se conhecer a lei que se aplica ao seu estabelecimento comercial cumpre, cumpre sempre.
 
Por outro lado, esses que não cumprem, ganham com jogadas mirabolantes nas guias de transporte que, segundo me contaram, magicamente se multiplicam, em armazéns com material escondido e em recurso à recusa da entrega de recibos, talões e afins, quanto mais às famosas “faturas”.
 
É desleal, verdadeiramente desleal, para o desgraçado do dono da papelaria que sua sobre o novo sistema que não entende, e que teve de pagar para poder cumprir a lei, para poder emitir este moderno documento que vai resolver todos os problemas da economia nacional, quando esses outros, calmamente, nem sequer registam a venda.
 
Ana Brilha
11.01.2013
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A fadita Catita

Uma das minhas personagens favoritas em “Todos dormem na Terra das Fadas” é a jovem fadita Catita. Cheia de aspirações, entusiasmo e uma determinação quase infantil que todos nós devíamos cultivar em todas as coisas que nos propomos  fazer. Faz-nos lembrar a doce sensação de trazer “borboletas no estômago”, de se estar apaixonado pela vida.

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DUKE ELLINGTON

DUKE ELLINGTON

Duke Ellington nasceu em Washington. (1899-1974)

É considerado o maior compositor de jazz de orquestra.

Compôs mais de três mil músicas, entre as quais suites e composições de concerto, tal como “Brown, Black and Beije”.

Com uma carreira de mais de meio século, produziu músicas para cinema, teatro e songbook. Fez centenas de gravações com as suas bandas, acompanhando os maiores nomes do jazz. Criou o melhor e mais original som musical dos Estados Unidos do século XX.

O seu estilo associava o blues, diversas modalidades de jazz e big band no ritmo do swing.

As origens da música negra de Ellington são parte integrante dos hinos religiosos americanos, do ragtime, das canções de negros interpretadas por brancos e do blues.

Actuou, com a sua orquestra, durante quatro anos, no famoso “Cotton Club”, no bairro de Harlem.

Ellington ganhou 12 prêmios Grammy entre 1959 e 2000.

Foi distinguido com a “Presidential Medal of Freedom” e com a “Legião de Honra” (condecoração francesa). Além disso, foi o primeiro músico de jazz a ingressar na Academia Real de Música de Estocolmo.

Em Washington existe uma escola dedicada à sua memória, a “The Duke Ellington School of the Arts”.

A sua autobiografia foi publicada em 1973, com o título “Ellington, Music Is My Mistress”.

Algumas das suas citações pessoais:

 – “Eu sou o pior disciplinador do mundo. Há muita responsabilidade em ser um líder! Você tem que ter a dignidade e autoridade de um líder, e isso é tudo tão pesado!”

– “Se eu sou o Duque, homem, Peggy Lee é a Rainha.”

– “Eu sou um bandleader e sou um compositor.”

– Nova York é um lugar onde os ricos passeiam, os pobres conduzem Cadillacs e os mendigos morrem de fome, com milhares de dólares escondidos debaixo dos seus colchões.”

As suas últimas palavras foram: “A música é como eu vivo, porque eu vivo e como eu vou ser lembrado.”

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Apresentação de Pagwagaya – Casa da Cultura de Setúbal, 10 de Fevereiro, 16h

Apresentação de Pagwagaya em Setúbal

“… uma obra bem concebida, com uma história plausível, escrita num estilo muito acessível e com um ritmo narrativo que convida a uma leitura compulsiva e uma enorme vontade de saber o fim desta aventura.”

Sebastião Barata in Segredo dos Livros

No Domingo, 10 de Fevereiro, pelas 16 horas, vou apresentar e autografar o meu livro Pagwagaya na Casa da Cultura de Setúbal.

Esta apresentação foi possível graças à proactividade do Bar La Bohème de Setúbal na pessoa do Paulo.
Provavelmente terei expostas algumas das fotografias da minha exposição Portas de Ródão, o local onde decorre a acção do livro.

Se achar que o livro e o seu tema lhe dizem alguma coisa venha conversar um pouco comigo no dia 10 de Fevereiro.

A Casa da Cultura de Setúbal fica na Rua Detrás da Guarda, mesmo junto à Praça do Bocage.

Veja o Website oficial do Livro Pagwagaya para mais informações.

Na secção “A Terra e o ambiente” (ao cimo), na entrevista de rádio e na versão mais completa da crítica de Sebastião Barata poderá entender melhor a questão da mensagem ambiental.

Vemo-nos em Setúbal.

facebook: http://facebook.com/pagwagaya

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“Nessa noite, a fadita entraria no sono de Barnabé e o faria sonhar com a magia dos gigantes e dragões e das poções mágicas em que ele se recusava a acreditar. E assim o fez.

Quando Barnabé foi dormir, a fadita Catita esperou pacientemente, sentada no alto da sua almofada, que este caísse no sono profundo. Quando isto aconteceu, a fadita entrou nos seus sonhos e pegou na sua mão, transportando-o pelo mundo mágico da fantasia…”

in “Todos dormem na Terra das Fadas”

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Reflexões

Reflexões
Escrevendo sobre livros e autores:
Do romance “A Conjura” de José Eduardo Agualusa:
(…) Conta-se também da confusa rixa que, pelos finais de 1881, teve por protesto as eleições para a Câmara Municipal, e dos sucessos que levaram um rico agricultor de Malange a mandar assar uma escrava para a servir aos cães…
E outra nota:
(…) E se não há relações entre a anatomia do crânio e a capacidade intelectual e moral, porque há-de ensinar-se a bíblia ao gorila e ao orango, que nem por não terem fala deixam de ter ouvidos, e hão-de entender quase tanto como entende o preto, a metafísica da encarnação do Verbo e o dogma da trindade? (…)
Oliveira Martins, “A Civilização Africana” Lisboa 1880
E ainda das citações escolhidas por Agualusa a iniciar os capítulos:
(…) O negro não é o ser típico e por vezes elegante que havíamos visto até aqui: é um provocante chimpanzé a quem chamaram calcinhas, imitando o branco, tomando-lhe as maneiras tão exageradamente que a gente põe-se a recear de, antes de regressar a bordo, ter de aponta o pé às grandes, às enormes nádegas destes animais dengosos e domesticados (…) Assim efeminados e de porte duvidoso estes senhores têm associação e jornal e fomentam nada menos que a campanha da… autonomia de Angola! (…)
Gastão Souza Dias “No Planalto de Huíla” Porto 1923

A Conjura, é um romance onde se lembram os patriotas que corporizaram a luta pela emancipação e independência de Angola. Uma obra onde se põe a descoberto a opressão e a violência exercida, inclusive, sobre os filhos produzidos pelo cruzamento das duas raças, os mulatos. Os empregos e os cargos de maior relevância destinavam-se, em exclusivo, para os portugueses de primeira, ou seja, todos os que nasceram na metrópole; os outros, (os portugueses de segunda), na verdade, nasciam para vegetar, ou dar cor à paisagem…
Neste romance se fala como alguém, pelo único facto de ser branco, é competente; uma simples questão de cor da pele significa um cérebro privilegiado, dotado, superior. Afinal, uma mente brilhante.
Também se relata e se dá conta do amor que muitos senhores ricos atribuem aos seus animais de estimação, (esses queridos entes dotados de quatro patas), quando os alimentam com nacos de carne humana, assada com todo o preceito inerente às melhores práticas culinárias, para em pleno agradarem ao fino paladar dos cães…
Se Agualusa escreveu este pequeno romance para homenagear as gentes do seu povo, que, com coragem, souberam lutar contra o atraso imposto pelo branco esclavagista e opressor, na verdade, ele fez muito mais. Construiu uma ponte de entendimento entre as duas raças. Eu penso que o livro desmistifica e desmonta toda a invenção de uma História Pátria feita pelas conveniências das classes opressoras, que se apoderaram deste tão massacrado, e humilhado País. O justo, seria considerar ou, (no mínimo), aconselhar em Portugal a sua leitura nos liceus e nas escolas secundárias. Por essa via, (a discussão do livro nas salas de aula), talvez que esta ideia da grandeza da História lusa fosse remetida para o seu exacto lugar na História Universal dos Povos; não que eu enjeite ou apequene o lugar justo que o meu país deve ocupar no mundo real dos homens, não; rejeito sim as fantasias paridas em cabeças ocas que, inventando mitos e lendas, contribuem para perpetuar a ignorância, o atraso, a indecente submissão de milhões às fantasias que lhes concedem feitos próximos e atribuíveis às divindades narradas nas fábulas…
Que diabo! Fomos e somos apenas Homens e, ainda por cima, nos situamos num patamar de ignorância pouco apetecível para os mais comuns dos mortais deste nosso planeta…
José Solá

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