O Futuro requer mentes abertas

Palas Antolhos-contra-cola

http://www.materiaincognita.com.br/universidade-combate-cola-nas-provas-com-o-uso-de-antolhos/#axzz31upIakci

“Como o Futuro é incerto então o Presente devia ser a aplicação de um Futuro analisado e raciocinado com antecedência.

Vejamos o que se está a passar com as questões das alterações climáticas. Muitos ainda estão a debater se são reversíveis ou não, quando a maioria dos cientistas afirma que estas alterações são irreversíveis e que o Futuro será afetado por elas. Será que a Humanidade está condenada a desaparecer pela ilusão do conhecimento? Ou, será que estamos desfocados do que na realidade é mais importante para o Futuro do Homem?

O problema com o Futuro é que a maior parte da incerteza advém das atitudes e comportamentos do Homem o do seu modo de agir e não do que se conhece como previsível.

Relembro uma citação de Stephen Hawking que vem a propósito deste tema: “O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão do conhecimento.”

O Futuro requer Pessoas atentas a uma multiplicidade de fatores mas focadas nessa realidade temporal que nos conduz mais longe no tempo. Com uma mente aberta à evolução do mundo e suas projeções, direcionadas ao Homem que há-de vir com um sentido de Humanidade.

É neste sentido de Homem atento e focado no Futuro que o mundo de hoje e de amanhã está necessitado. (http://saalmeida.wordpress.com/)

No seu mais recente livro, intitulado “Foco”, Daniel Goleman (2014) mostra por que a base do sucesso em todas as áreas da vida é sua capacidade de ter FOCO.

?????

Segundo o autor do best-seller “Inteligência emocional”, a atenção funciona de forma muito parecida com um músculo: se não o utilizamos, fica atrofiado; se o exercitamos, se desenvolve e se fortalece. Numa era de distrações intermináveis, Goleman argumenta que precisamos aprender a aprimorar nosso foco se quisermos prosperar no mundo complexo em que vivemos.

Aqueles que alcançam rendimento máximo (seja nos estudos, nos negócios, nos esportes ou nas artes) são precisamente os que prestam atenção no que é mais importante para seu desempenho. Foco é uma ferramenta essencial, é o que diferencia um especialista de um amador, um profissional de sucesso do funcionário mediano.”

Plenamente de acordo com esta afirmação. No entanto, considero que o foco não pode estar no sucesso. O sucesso é uma eventual consequência do foco, empenhado e dedicado, no objetivo.

O Futuro requer cuidado na sua caminhada, não pode estar sujeito a obstinações desfocadas do coletivo. O Futuro não é o sucesso de cada um de per si mas o Sucesso do Coletivo, porque se for o sucesso de cada um de per si, como vamos convencer as Pessoas que estão a ir pelo caminho errado?

A meu ver o Foco obsessivo no objetivo pode representar falta de equilíbrio e de atenção ao que está à volta deste mesmo objetivo. Apesar de estarmos focados na matéria mais importante, não significa que não tenhamos em consideração algumas matérias acessórias que vão dar corpo ao objetivo principal.

Continuo a ser um defensor do equilíbrio dinâmico em todas as matérias que se relacionam com o Futuro, pois considero que só assim saberemos ajustar os avanços, com alguns recuos, sem desvirtuar o objetivo essencial – o HOMEM inserido na BIOSFERA com uma VIDA e um FUTURO SUSTENTÁVEIS.

Existem muitas matérias (vícios de atitudes e comportamentos) a corrigir, consequência de muitos avanços tecnológicos exponenciais e de uma evolução civilizacional sem foco num Futuro Coletivo Sustentável. Estou a falar da geração, incorretamente apelidada, de 3D: DISPERSA, DESFOCADA E DISTRAÍDA.

Esta é uma das consequências de uma Educação desatenta da evolução das realidades que gerou ‘exércitos’ de jovens atentos às multitarefas, criativos, mais inteligentes e a sonhar com o sucesso, mas sem uma orientação de confiança no Futuro. Uma geração focada no consumismo, na obsolescência programada e na falta de perspetiva de Futuro laboral.

“Mas o facto é que uma pessoa a quem se atribui a alcunha de “multitarefa” não faz várias coisas ao mesmo tempo, mas um pouco de cada, com múltiplas interrupções e nenhum foco ou profundidade.” – Luís Vabo.

É por esta razão que não nos podemos admirar do aumento significativo da Indiferença e da Arrogância que a meu ver resultam de todas as estratégias ‘massivas’ desfocadas do Futuro do Homem.

O consequente aumento das realidades virtuais e uma carência de Valores Humanos veio ajudar a esta grande desfocagem do importante e essencial numa Civilização – O HOMEM.

Tenho de reconhecer que aqui a ilusão do conhecimento funcionou na perfeição. Pois muitos responsáveis admitiram que tinham um conhecimento profundo do Homem, o que veio a revelar-se um erro geracional. Espero que seja possível corrigir este erro com sabedoria, determinação e foco no Futuro.

O Futuro requer mentes abertas, conscientes e focadas constantemente no depois, nas consequências, tendo avaliado convenientemente os riscos. Esta é a maneira de desfrutarmos um Presente em Paz e Segurança. Não devemos confundir Paz e Segurança com acomodamento, pois este é um dos comportamentos que inibe a Mudança necessária.

Qual a razão que prevalecerá, a do sucesso efémero ou a do sucesso que nos incentiva a TODOS a caminhar para um Futuro Coletivo Sustentável?”

Alfredo Sá Almeida                                                                                17 de Maio de 2014

Etiquetas , , , | Deixe um comentário

Novelas Suburbanas- Feira do Livro

Novelas Suburbanas- Feira do Livro

Apareçam!

Deixe um comentário

Encontro com alunos no Salão do Livro de Genebra, na Suíça

No dia 30 de Abril, os alunos portugueses da primária do cantão de Genebra, acompanhados por um professor, encontraram-se comigo no Salão do Livro de Genebra. Foi feita a leitura de excertos do livro infanto-juvenil ERA UMA VEZ UMA CASA (aquele que foi premiado em França e nos Estados Unidos) e também houve cantigas pelo Marcelo Madeira. Foi um momento mágico!
Aqui ficam algumas imagens desse encontro.

Publicado em Notícias, eventos, Novidades, lançamentos, Opiniões, testemunhos | Etiquetas , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

black-white.jpg

Etiquetas , , , , , , | Deixe um comentário

Anota a nota

jacques miranda's avatarJacques Miranda

 

– Oito, professor? O senhor me deu oito? Não acredito! Qual o critério? – disse a aluna irritadíssima e complementou: – porque oito?
Com o olhar terno e quase fúnebre eu verbalizei cal-ma-men-te:
– Não sei nem o que te dizer [pausa], vejamos, você tirou oito porque não tirou nove, nem dez [pausa]; ah e também não tirou cinco ou seis…. e sete.
É claro que a resposta não convenceu e aí presencie o aflorar de uma certa jovialidade revoltosa e um pseudo-ativismo, assim:
– Não é justo! O Zé tirou nove e o trabalho dele não chega nem aos pés do meu. Fora isso, na sala de aula não é todo mundo que trabalha como eu! – Esbravejou!
Impasse estabelecido, sem a presença de Bruce Buffer, famoso locutor de MMA para bradar o seu famoso “Eeeeeiitiiiiis Taaimm” (It’s time), eu disparei:
– Pois é, também acho injusto. Por…

View original post mais 174 palavras

Deixe um comentário

A leitura de António Carlos Cortez

Tal como Kafka – deixem-me começar assim: de modo muito erudito e doutoral – o mundo está concentrado no sistema burocrático, na repartição de finanças transformada em alfa e ómega do real, também o universo destas novelas está concentrado em elementos que definem o suburbano, isto é, aquilo que é relativo à urbe mas fica «sub» – lateral à cidade, marginal, afastado escondido ou oculto nos arrabaldes.

Que esses arrabaldes podem conduzir-nos à evocação de um texto como esse, de M.S.Lourenço, “ A Sombra das Acácias em Flor”, onde o ambiente bucólico do Cacém de finais dos anos sessenta, inícios de setenta, faz confluir industrialização e campos agrícolas, já pejados de dejectos vários (de que o menor não será por certo o dejecto chamado Homem, na sua corrupção), eis o que, desde logo, me fez gostar destas novelas.

Sete novelas, para ser mais exacto. Nada exemplares, ao contrário das de Cervantes.

Nada exemplares, não porque vão contra o género «novela» – e de facto, estas novelas podem ser lidas como «contos» ou mesmo «microcontos» –, mas sim porque aqui há qualquer coisa de profundamente suburbano que só podia arrastar consigo a designação «novela».

Maria João Carrilho soube equilibrar as descrições com as opiniões de um narrador quase omnisciente e subjectivo, mas também implicado (quando é ele próprio personagem principal, como é o caso da novela «As Criadas – Memória Póstuma de uma pequeno-burguesa». Artifício obrigatório para acelerar ou tornar mais lenta a enunciação. Deste modo, pode o leitor atentar num dado aspecto do que se conta, integrando esse aspecto num modo que o explica e define. Não é outra, aliás, a atitude novelística e é David Mourão Ferreira quem nos pode ajudar neste contexto. Diz o autor de Tópicos Recuperados:

«A integração do momento na sucessão dos momentos. A atitude novelística é a de quem se apercebe do fio ininterrupto das coisas, se encontra atento ao suceder contínuo, às peripécias, às mudanças; é a atitude de quem vê a linha desenvolver-se, com seus segmentos de recta e a sua longa série de curvas, oscilações e sinuosidades. É a atitude do interesse perante a história, o acontecer, o devir, o “tornar-se”: em suma, perante a aventura – o que há-de vir. O género literário será a novela – anotação literária de uma linha.»

Estas novelas de Maria João Carrilho, já pela ironia com que dão a ver as diversas personagens nas suas pequenas misérias e derrotas, nas suas não menos pequenas vitórias e deslumbramentos, já pelo mesmo processo de saber interpretar o modo como, suburbanamente, nos arrastamos todos num formigueiro absurdo; estas novelas merecem a nossa atenta leitura. E surpreendem-nos.

Continuar a ler

Etiquetas , , , | Deixe um comentário

DESENHOS DE ALUNOS DE PORTUGUÊS EM LAUSANNE

Desenhos feitos pelos alunos de português em Lausanne, quando do nosso encontro na Bibliothèque jeunesse de Lausanne, por iniciativa do Consulado de Portugal em Genebra.

Publicado em Notícias, eventos, Novidades, lançamentos, Opiniões, testemunhos | Etiquetas , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Crónicas da Brilha: Primavera! Onde estás?

 
 
 
Passamos metade da vida a ansiar por liberdade. Queremos, no fundo, crescer, sair de debaixo da asa dos pais, usar a roupa que quisermos, ter os amigos que adoramos e toda a gente diz que são má companhia.
 
O horizonte do adolescente é esse futuro aparentemente longínquo em que ninguém nos dirá o que devemos fazer, que obrigações cumprir, a ilusão da total liberdade e a ânsia do que virá depois: tirar a carta, copos a perder de vista com os amigos, um carro de meter inveja e uma casa acabada de sair de uma revista de decoração.
 
Quando os anos passam, podemos até ter esse carro e essa casa, mas o gato arranhou o sofá, o miúdo sujou as paredes, há loiça por lavar e pó para aspirar e parece que nunca nada se mantém limpo como naquela imagem da revista.
Se calhar até já tiramos a carta mas talvez não possamos ir a todos os destinos que tínhamos em mente. Falta tempo, dinheiro, companhia ou vontade?
 
Os amigos (não, os Amigos, que os outros são meros conhecidos) vão-se contando pelos dedos das mãos. Já casaram ou estão por casar e, afinal têm mais deveres do que quando nos rebelávamos contra a tirania dos professores.
Nós também deixámos de usar o 34, mudámos insensivelmente o guarda-roupa para o que não era nada fixe, que sempre desdenhámos vestir, não é confortável e, sem tempo para fazer desporto, não nos fica bem.
Começamos invariavelmente a pensar na liberdade, na luta contra a tirania: mas de quem?
 
Se já não podemos culpar os pais pela imposição de regras e deveres, culpamos o governo ou o estado (consoante a preferência), os patrões, a sociedade ou, se nada tivermos a dizer, o estado de coisas.
A liberdade torna-se um mito que se confunde com política, religião, economia (vulgo, dinheiro) ou constrangimentos sociais.
 
Era bom que fosse primavera outra vez, pensamos, mas sem fazer a mínima ideia do que faríamos diferente.
 
Essa angústia sem nome é facilmente resolúvel: agir para mudar o que queremos que seja diferente e nunca perder de vista esse objetivo.
 
Afinal, mesmo que chova, não se pode culpar a primavera.
 
Ana Brilha
 
 
Deixe um comentário

Íon no Teatro da Cornucópia

e o mundo é um gigantesco gellyfish

nestas manhãs soturnas de verdade

Uma infinita e mole massa quente e respirante, o universo em que adormecidos males e cansaços acordam todos os dias em antípodas distantes ou num lugar da alma em que há manhãs em que tudo se revela.

Move-se esta massa eterna e vagarosa de eflúvios quentes de vulcão e bolhas de fervilhante mal, todos os dias, os mil quinhentos e cinquenta e tal dias elevados à infinita potência, que é quanto leva uma alma humana a tornar a adormecer na mole universal do mal e uma noite ou dia voltar a acordar e a levantar-se escorregadia e poderosa, e cega.

Razão pela qual devíamos voltar aos clássicos, a chave. Neles o eterno reencontro de caminhos, muitos, percorridos antes de nós, de epílogos há muito chegados e esquecidos e repetidos no imenso quebra-mar do tempo.

Por isso Eurípedes, por isso Shakespeare, por isso Platão e Pasolini.

Neles a nossa alma decomposta – o humano mal, vil, com curtas ascensões ao bem que ele pressente, e a que resiste. O mal será mais saboroso, apetitoso, sexy. E a culpa, espectadora impotente, quase sempre chorosa, que se arrepende hoje e torna a cair amanhã.

É disto que somos feitos, deuses e homens, e todos o têm dito, de Eurípedes a Pasolini. Seria o que LMC nos quis também dizer desta vez? Ou estava a espectadora atenta a ver apenas o que gostaria de ver?

Muito mais haveria a divagar sobre esta construção cénica de luz e sombra, de sons de passos de Abril a culminar na estrela d’ alva que um dia voltará a iluminá-los. Fico-me por esta citação de Platão que aclara a minha culpa.

 “ Não deverá gerar filhos quem não quiser dar-se ao trabalho de criá-los e educá-los.”

Publicado em Opiniões, testemunhos | Deixe um comentário

A Dinâmica entre Valores e Direitos Humanos

Direitos Humanos1

Ref.ª – http://saalmeida.wordpress.com/

“Vivemos num mundo paradoxal, onde se torna legítimo questionar se existe um verdadeiro desígnio para a boa vontade Humana.

Na sequência das atrocidades e abalados pela barbárie cometida pelos Homens durante a Segunda Guerra Mundial, que quase fez ruir os alicerces do Humanismo, os dirigentes das Nações que emergiram como potências no período pós-guerra decidiram promover a Paz e a Democracia com o fortalecimento dos Direitos Humanos.

Nesse sentido, surge em 1948, sob a égide da Organização das Nações Unidas “A Declaração Universal dos Direitos Humanos, que delineia os direitos humanos básicos”. Esta resolução (A/RES/217) foi adotada pela ONU em 10 de Dezembro de 1948. (https://dre.pt/comum/html/legis/dudh.html)

“Embora não seja um documento que representa obrigatoriedade legal, serviu como base para os dois tratados sobre Direitos Humanos da ONU, com força legal, o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, e o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais.”

Todas as Pessoas no Mundo, Homens de boa vontade, ficaram com a esperança fundada que os valores da PAZ e DEMOCRACIA seriam, a partir de então, os marcos universais que impulsionariam os Valores Humanos e um verdadeiro Desenvolvimento Humano.

Passados 66 anos, deste importante evento, verificamos com tristeza que os Direitos Humanos, apesar de terem sido subscritos por uma grande maioria dos Países que integram a ONU, não deram origem a uma dinâmica continuada de desenvolvimento de Valores Humanos, pelas Populações desses Países.

Em vez disso, assistimos ao proliferar da arrogância e da indiferença para fazer valer Vontades com Valores distintos dos Humanos. A ponto de as fazerem valer pela força das armas ou pela agressividade das atitudes e comportamentos, impondo soluções e desrespeitando a vontade das Pessoas no seu Coletivo genuíno.

De modo suave e paulatino foram sendo implementadas soluções civilizacionais que possuem mais características de alienação Humana do que, verdadeiramente de sentido Humano com Valor.

Para mim, os Valores Humanos são os alicerces essenciais do caráter e personalidade do Homem. Os Direitos Humanos são uma orientação reconhecida globalmente como importante para as atitudes e comportamentos do Homem em Sociedade.

“Os Valores Humanos [Amor, Altruísmo, Amizade, Bem Comum, Cidadania, Civilização, Civismo, Comunidade, Consciência, Cultura, Dignidade, Educação, Esperança, Ética, Felicidade, Humanização, Idealismo, Igualdade, Justiça, Liberdade] – (http://www.escoladecidadania.org/) mesmo em Pessoas nos estágios mais baixos de desenvolvimento psicológico, devem ser aplicados ao longo da escolaridade das crianças e dos jovens de todas as Nações. O caráter universal e global destes são fundamentais para todas as mudanças de paradigmas civilizacionais no Futuro. Sem eles o VALOR do Homem ficará amputado e desviado do verdadeiro sentido da sua VIDA.” – Alfredo Sá Almeida in ‘Consciência de Futuro Coletivo’.

É impossível imaginar um Futuro Global sem Valores e sem Direitos Humanos.

Todos nós temos vindo a acompanhar os constantes atropelos e desrespeito pelos mais elementares Direitos Humanos, levando-nos a questionar se o Homem consegue ter desígnios de Ser Humano. Mas também verificamos um abandono educacional ‘monstruoso’ do ensino e prática dos Valores Humanos em todas as faixas etárias das Populações, seja em Países designados de ricos ou pobres.

Por outro lado, os sistemas Educacionais oficiais dos Países têm estado a afastar-se, cada vez mais, daquilo a que podemos chamar de desígnios plausíveis do Futuro, encontrando-se presentemente divorciados do Futuro da Humanidade. Este facto só pode representar uma falta gritante de sentido de Humanidade e do que representa o Ser Humano, na sua verdadeira dimensão cultural, social e racional.

A meu ver, esta realidade deve-se a uma falta de estratégia pedagógica universal que oriente os Educadores para a importância e Valor do Ser Humano para o equilíbrio da sua espécie e da sustentabilidade da Biosfera.

O Mundo atual de 7 biliões de habitantes Humanos é caracterizado por uma diversidade cultural, social e política, com cerca de 6900 idiomas, em estados de desenvolvimento distintos, onde a raiz dos Valores Humanos é a mesma independentemente da latitude e longitude desses Humanos.

De acordo com a Unesco, para passar de uma geração a outra (25 anos), uma língua precisa ser falada por pelo menos 100 mil nativos. Pois bem, o mesmo se pode aplicar à passagem do testemunho de Valores Humanos, seja pela teoria ou pela prática continuada. Caso não o façamos esses Valores acabam por perder-se.

Só faz sentido apelidarmo-nos de Seres Humanos se integrarmos os Valores respetivos, caso contrário seremos elementos vivos da Biosfera sem o consequente caráter.

Todos nós temos consciência que o grau de desenvolvimento das Populações, coadjuvado pela sua Educação, é determinante para uma melhor prática social. O Índice de Desenvolvimento Humano (aplicado em 187 Países e territórios) do Relatório de 2013 revela ganhos significativos desde 2000 na maioria dos países do Sul (http://hdr.undp.org/sites/default/files/pr2-hdi-2013hdr-port.pdf).

O que podemos constatar é que todos os Seres Humanos merecem uma educação de qualidade. No entanto, atualmente cerca de 62 milhões de crianças e 759 milhões de adultos não têm acesso a esse direito. Para eliminar essa lacuna, são necessários mais 18 milhões de professores em todo o mundo para se atingir o ensino primário universal até 2015.

http://www.educacaoparatodos.org/index.php?option=com_content&view=article&id=6&Itemid=7

Assim sendo, é legítimo que cada Cidadão do mundo pergunte às respetivas Autoridades de seus Países ‘O que é que cada Estado tem feito em prol de Valores e Direitos Humanos’?

Seria importante, senão fundamental, criar uma dinâmica em cada País, quer através dos Sistemas Educacionais quer através da Sociedade Civil, de modo a desenvolver uma avaliação constante (com indicadores funcionais) dos avanços de Valores vs Direitos, e, como esses dois ‘marcos’ se conjugam para uma harmonia Humana.

Sem uma dinâmica e estratégia pedagógica global, temo que Valores e Direitos Humanos possam esfumar-se em características voláteis de Seres descaracterizados da Biosfera.”

Alfredo Sá Almeida                                                                     12 de Maio de 2014

 

 

Etiquetas , , , , | Deixe um comentário