Rita Lacerda em Sessão de Autógrafos na Feira do Livro de Lisboa

No Próximo Sábado, dia 5 de Maio, das 16h às 17h, estarei na Feira do Livro de Lisboa, a autografar a minha Trilogia da Margarida. Este evento para mim de Grande Emoção e Alegria, realiza-se na Tenda branca dos Pequenos Editores, através do Sítio do Livro.  Será também uma forma de lançamento e apresentação do último conto desta trilogia : Margarida e os Ensinamentos Sábios da sua Filha Joana”.

Apareça, conto consigo.

Obrigada

Um Abraço  e até lá

Rita Lacerda

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Orlando Nesperal As Virtudes da Mente

Tenho a informar que irei estar na Feira do Livro Lisboa dia 5 de Maio às 17 horas, junto ao stand dos pequenos editores, para sessão de autógrafos e com disponibilidade para falar sobre o Livro As Virtudes da Mente.

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PARABÉNS, JAIME CORTESÃO !

Jaime Cortesão nasceu em Ançã, Cantanhede, no dia 29 de Abril de 1884 e viveu até 14 de Agosto de 1960.

Foi médico, escritor, poeta, dramaturgo, político e historiador.

Terminou o curso de medicina em Lisboa com a tese “Arte e a Medicina- Antero de Quental-Sousa Martins”

A política e a literatura preencheram a vida de Jaime Cortesão.

Iniciou as suas actividades políticas durante a Monarquia: participou na conspiração republicana que conduziria ao 5 de Outubro de 1910. Foi opositor do Sidonismo e do Salazarismo, pelo que esteve preso e exilado diversas vezes.

Participou, como voluntário, no Corpo Expedicionário Português, durante a Primeira Guerra Mundial. Publicou as memórias deste acontecimento.

Liderou uma tentativa de derrube da ditadura militar portuguesa. Por isso foi demitido do cargo que desempenhava na Biblioteca Nacional de Lisboa. Decidiu exilar-se em França, onde viveu durante 13 anos. Saiu quando as forças militares da Alemanha Nazi invadiram a França, durante a Segunda Guerra Mundial.

Viajou até ao Brasil, ficando a residir no Rio de Janeiro, onde foi professor do ensino universitário. Na comemoração do 4º centenário da fundação da cidade de S.Paulo, realizou a Exposição Histórica desta cidade.

Em 1957 regressou a Portugal. Participou na campanha de Humberto Delgado, pelo que esteve preso durante 4 dias.

Em 1958 foi convidado pela Oposição ao Estado Novo, a candidatar-se à Presidência da República. Não aceitou a proposta, mas a sua actividade política continuou, tendo sido um dos autores do “Programa para a Democratização da República”.

Colaborou na criação de importantes publicações como “A Águia”, “Renascença Portuguesa”, “Seara Nova”, “Nova Silva-Revista Ilustrada”.

Algumas das obras de Jaime Cortesão: “A Morte da Águia”, “Daquém e Dalém Morte”, “Glória Humilde”, “Cancioneiro Popular”, “Teatro de Guerra”, “O Infante de Sagres”, “Cartilha do Povo”, “Adão e Eva”, “Egas Moniz”, “A Expedição de Pedro Álvares Cabral e o Descobrimento do Brasil”, “O Teatro e a Educação Popular”, “Itália Azul”, “Divina Voluptuosidade”, “A Tomada e Ocupação de Ceuta”, “Le Traité de Tordesillas et la Decouvert de L´Amerique”, “A Expansão dos Portugueses na História da Civilização”, “13 Cartas do Cativeiro e do Exílio”, “O que o Povo Canta em Portugal”, “Eça de Queirós e a Questão Social”, “Os Descobrimentos Portugueses”, “Portugal- A Terra e o Homem”.

Foi eleito presidente da Sociedade Portuguesa de Autores.

Nesta pequena homenagem no dia do seu nascimento, um excerto do livro “História do Regime Republicano em Portugal”:

                                                              Indivíduo e Colectividade

“Uma antiquada concepção, cuja carreira não terminou de todo em Portugal, faz constituir a história na evocação dos homens e dos eventos singulares, faustosa galeria de retratos e painéis de batalhas, a que se acrescenta quando muito o quadro das instituições. Dir-se-ia desta sorte que os factos de ocupação do solo e agrupamento da população, as variações do regime económico, a elaboração de um espírito colectivo, os movimentos e transformações da massa, isto é, os factos propriamente sociais não têm importância na vida da sociedade. Longe de nós negar a parte da criação individual na história. Mas todas as nações, antes de atingirem a sua definição política suprema, atravessam um demorado período de formação, onde ocultam quase exclusivamente esses factos gerais.
A consciência de uma solidariedade e de um ideal colectivo, o sentimento e a ideia de uma pátria elaboram-se lentamente através desses movimentos de grupos e das lutas entre eles suscitadas. E por via de regra os grandes homens são tanto mais representativos quanto melhor encarnam e orientam as aspirações colectivas”.

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Gota de chuva…

Sou aquela gota de chuva
Que caiu ali e além
Molhei beirais e telhados
Beijei o vento e a terra
Saciei lábios e mar ao acordar
Do céu, morri numa flor
Que não sabia amar

José Guerra (2012)

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Ana Brilha na Feira do Livro de Lisboa | 2012

No próximo dia 5 de Maio, pelas 18h00, estarei na Feira do Livro de Lisboa, na Tenda dos Pequenos Editores, para sessão de autógrafos dos livros “Cartas da Província de Akashi” e “A apologia do silêncio” e disponível para conversar um pouco convosco.
 
Façam uma visita à feira do livro e passem nesta tenda cheia de poesia!
 
Ana Brilha
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Romance Ganância, à venda na Feira do Livro

Romance Ganância, à venda na Feira do Livro

NA TENDA DOS PEQUENOS EDITORES (DE 24 DE ABRIL A 13 DE MAIO)

O LIVRO

O romance Ganância desenvolve-se a partir da ideia das Casas de Penhores para Apoio aos Países Pobres do Terceiro Mundo (alguns se situam no continente Europeu), e é uma paródia ao País que fomos capazes de construir. Uma paródia triste. Uma vontade de bater nos ingénuos que fomos e ainda somos. Gente aventureira que facilmente se espalha pelo mundo e sabe trabalhar; mas também gente de paixões fáceis, mesmo fanáticas. Presas indefesas nas mãos dos ricos que tiram o mais que podem a este mundo pretensamente globalizado. Somos, afinal, o resultado do passado que tivemos. Um povo eternamente sacrificado pelos seus maus gestores, um povo que mais do que nunca precisa de moral. Um povo conservador, avesso à cultura, avesso à mudança, um povo que, de noite, verte lágrimas de sangue no travesseiro da cama, e de dia sorri, sem perceber porquê…

ESTE UM BREVE TÓPICO DO LIVRO.

NO DIA 12 DE MAIO, ENTRE AS 17 E AS 18 HORAS; O AUTOR ESTÁ NA TENDA DOS PEQUENOS EDITORES PARA AUTOGRAFAR O LIVRO

José Solá

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Denúncia

No dia vinte e cinco de Abril, ao final da manhã, sentei-me ao computador e reflecti sobre discursos e entrevistas; em particular, as reflexões feitas por alguns dos vultos mais importantes deste País, os – ex presidentes, – quanto à falta do doutor Mário Soares e do doutor Manuel Allegre, personalidades históricas que são, (a meu ver) indissociáveis da nossa Democracia, a quem eu, a partir deste modesto escrito, saúdo pela coragem e pela lucidez, ao romperem com estas grilhetas que nos tentam impor.

Ao doutor Jorge Sampaio, eu atrevo-me a dizer que o seu conceito de liberdade e de escolha, enferma de uma falha; é que, sempre que a fome e a miséria nos batem à porta com tanta insistência que acabam por entrar, a liberdade e a livre escolha, saíem. É que não são compatíveis. Experimente Vossa Excelência, senhor doutor, a fechar um humano numa jaula, e a negar-lhe alimento, pelo tempo suficiente para o levar a pensar que, o que se pretende é matá-lo à fome; solte-o, mas antes ponha dois homens no exterior, um sisudo, com um pedaço de pão bolorento numa das mãos, e na outra, um cacete, o outro, com um prato vazio, e um sorriso no rosto, de braços abertos para o receber. Se o coitado estiver no limite, para quem pensa Vossa Excelência que ele caminha?

O Portugal de hoje é terra de fome e de miséria, onde os velhos morrem por falta de medicamentos e os jovens definham na incerteza do amanhã; A Pátria é chão ocupado, onde não existem respostas para os problemas das pessoas; e neste chão, (que devia de ser sagrado para todos nós), são bem-vindos todos os que, com coragem, se desamarram e fogem dos velhos ventos que nos chegam da História passada.

Foi um choque no momento em que vi, entrando no hemiciclo, o cortejo do Grande Inútil, abrilhantado por tantas figuras de teatro, senão de opereta, revestido de solenidade, a caminho dos lugares de destaque; neste País com tanta miséria e tamanha decadência, meus senhores, um pouco de recato e de decência seria oportuno, vinha a calhar.

Mas vamos, sem mais delongas, à denúncia que pretendo fazer. Sabem que circula por aí, pelo seio das empresas público – privadas, na sua vertente privada, um novo conceito, uma nova forma para contratar com absoluta segurança, os poucos empregados que vão admitindo? É que não lhes basta a segurança que advêm das alterações às leis do trabalho; cautela e caldos de galinha são a segurança do doente, neste caso entenda-se, contra os vírus parasitários que os novos empregados, (ainda que escolhidos e analisados à lupa), de entre um vastíssimo leque de tristes desempregados, possam transportar para o sagrado seio empresarial; uma folha de papel em branco, assinada, ou seja, o princípio da sentença de morte por antecipação.

Por esta forma se firmam os sacrossantos direitos empresariais sobre o mafarrico, o diabólico ser que não sabe fazer outra coisa se não trabalhar; bem-haja, dignos defensores dos direitos humanos por via do capital. Assim se dignifica o Homem. Assim se aproxima mais a Humanidade de Deus. Assim somos livres e felizes, nos realizamos e nos acomodamos no colchão de penas que é esta Europa aculturada à grande Alemanha, que tantas benfeitorias têm trazido ao planeta.

Não sei bem se isto é uma denúncia, se um grito de alma de um simples e ignorante homem de esquerda. Talvez que a virtude pertença por direito divino à direita, e eu, estúpido, ignorante e simples mortal não o perceba; talvez que esta alternância entre o leque partidário à direita seja a civilização do futuro. Não sei. Mas que me faz confusão, isso, faz. Vem um e tudo promete para subir ao poleiro. Depois nada do que prometeu cumpre, porque, o anterior deixou o País na miséria e na banca rota, coisa que foi exactamente, talvez palavra por palavra, o que o anterior governante tinha dito deste que agora conquistou o poder.

Que sou um simplório, isso, de facto sou. É que calhou nascer em tempos aziagos, que, só por mero acaso, não calhou acontecer a uma sesta feira treze. Mas, para mal dos meus pecados, (sim, que os pobres já nascem indesejáveis porque faltosos), não cheguei ao mundo com o cu virado para a lua. Nasci de madrugada, mas no lado esquerdo da vida.

Sei o que não quero porque, rapazola, vivi por partes de casas e quartos; dormi em cama onde dormiam quatro pessoas, que, para ganhar espaço, umas dormiam com os pés para a cabeceira e outras ao contrário. Frequentei sítios finos, como a sopa do Sidónio e, ao invés do que Saramago conta nas suas Pequenas Memórias, eu tenho a certeza que mudávamos tantas vezes de casa porque não havia dinheiro para pagar a renda, isto, apesar do então chefe da família, meu avô, ter passado parte da guerra ao serviço da marinha inglesa na luta pela liberdade.

Sou gente de esquerda por direito de nascença e esforço-me o possível para que este País não volte ao que foi; é esta maneira de ser que me inibe de aceitar o Grande Inútil e os seus pares. Meus amigos, eu quero, para este País, a justiça que só a LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, nos pode oferecer!

José Solá

 

 


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Wolfgang & Aurehen ( de Danilo Pereira )

” Se o coração de um guerreiro nórdico bater acelerado, é sinal de que encontrou os doces lábios de uma elfa ”

Ilustração e mensagem referente às obras  o guerreiro nórdico – art book/Wolfgang, o guerreiro nórdico, ambas presentes na feira do livro.

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DIGNIDADE E LIBERDADE

 

 

 

 

Vergílio Ferreira, foi um dos mais importantes intelectuais contemporâneos. Existencialista convicto, reflectiu na sua obra a inquietação com a vida.

A definição de existencialismo é feita pelo autor no ensaio “Espaço Invisível II”:

“O existencialismo ergue o seu protesto, afirmando que o Homem é pessoalmente, individualmente, um valor; que a sua liberdade (em todas as suas dimensões e não apenas em algumas) é uma riqueza, uma necessidade estrutural de que não deve perder-se entre a trituração do dia-a-dia; e finalmente que, fixando o homem nos seus estritos limites, só por distracção ou imbecilidade ou por crime se não vê ou não deixa ver que ao mesmo homem impende a tarefa ingente e grandiosa de se restabelecer em harmonia no mundo, para que em harmonia a sua vida lucidamente se realize desde o nascer ao morrer”. (…)

Em 1980, Vergílio Ferreira escreveu no Diário “Conta-Corrente 1”, o seguinte texto:

                                                             DIZER NÃO

 Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros.

Diz NÃO à ordem das ruas, se ela é só a ordem do terror. Porque ela tem de nascer de ti, da paz da tua consciência, e não há ordem mais perfeita do que a ordem dos cemitérios.

Diz NÃO à cultura com que queiram promover-te, se a cultura for apenas um prolongamento da polícia. Porque a cultura não tem que ver com a ordem policial mas com a inteira liberdade de ti, não é um modo de se descer mas de se subir, não é um luxo de “elitismo”, mas um modo de seres humano em toda a tua plenitude.

Diz NÃO até ao pão com que pretendem alimentar-te, se tiveres de pagá-lo com a renúncia de ti mesmo. Porque não há uma só forma de to negarem negando-to, mas infligindo-te como preço a tua humilhação.

Diz NÃO à justiça com que queiram redimir-te, se ela é apenas um modo de se redimir o redentor. Porque ela não passa nunca por um código, antes de passar pela certeza do que tu sabes ser justo.

Diz NÃO à verdade que te pregam, se ela é a mentira com que te ilude o pregador. Porque a verdade tem a face do Sol e não há noite nenhuma que prevaleça enfim contra ela.

Diz NÃO à unidade que te impõem, se ela é apenas essa imposição. Porque a unidade é apenas a necessidade irreprimível de nos reconhecermos irmãos.

Diz NÃO a todo o partido que te queiram pregar, se ele é apenas a promoção de uma ordem de rebanho. Porque sermos todos irmãos não é ordenarmo-nos em gado sob o comando de um pastor.

Diz NÃO ao ódio e à violência com que te queiram legitimar uma luta fratricida. Porque a justiça há-de nascer de uma consciência iluminada para a verdade e o amor, e o que se semeia no ódio é ódio até ao fim e só dá frutos de sangue.

Diz NÃO mesmo à igualdade, se ela é apenas um modo de te nivelarem pelo mais baixo e não pelo mais alto que existe também em ti. Porque ser igual na miséria e em toda a espécie de degradação não é ser promovido a homem mas despromovido a animal.

E é do NÃO ao que te limita e degrada que tu hás-de construir o SIM da tua dignidade.

 

 

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A INEVITABILIDADE DAS REVOLUÇÕES

 

 

 

  

                                A INEVITABILIDADE DAS REVOLUÇÕES                          

O texto que se apresenta a seguir é de autoria de Eça de Queirós e foi publicado no Jornal “Distrito de Évora”, fundado pelo escritor. O seu estilo distingue-se pela crítica social, que é uma constante na sua obra literária.

 “As revoluções não são factos que se aplaudam ou que se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evoluções do Sol. São factos fatais. Têm de vir. De cada vez que vêm é sinal de que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade. Decerto que os horrores da revolução são medonhos, decerto que tudo o que é vital nas sociedades, a família, o trabalho, a educação, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana. Mas as misérias que se sofrem com as opressões, com os maus regimes, com as tiranias, são maiores ainda. As mulheres assassinadas no estado de prenhez e esmagadas com pedras, quando foi da revolução de 93, é uma coisa horrível; mas as mulheres, as crianças, os velhos morrendo de frio e de fome, aos milhares nas ruas, nos Invernos de 80 a 86, por culpa do Estado, e dos tributos e das finanças perdidas, e da fome e da morte da agricultura, é pior ainda. As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias”.

 

 

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