PARABÉNS, JAIME CORTESÃO !

Jaime Cortesão nasceu em Ançã, Cantanhede, no dia 29 de Abril de 1884 e viveu até 14 de Agosto de 1960.

Foi médico, escritor, poeta, dramaturgo, político e historiador.

Terminou o curso de medicina em Lisboa com a tese “Arte e a Medicina- Antero de Quental-Sousa Martins”

A política e a literatura preencheram a vida de Jaime Cortesão.

Iniciou as suas actividades políticas durante a Monarquia: participou na conspiração republicana que conduziria ao 5 de Outubro de 1910. Foi opositor do Sidonismo e do Salazarismo, pelo que esteve preso e exilado diversas vezes.

Participou, como voluntário, no Corpo Expedicionário Português, durante a Primeira Guerra Mundial. Publicou as memórias deste acontecimento.

Liderou uma tentativa de derrube da ditadura militar portuguesa. Por isso foi demitido do cargo que desempenhava na Biblioteca Nacional de Lisboa. Decidiu exilar-se em França, onde viveu durante 13 anos. Saiu quando as forças militares da Alemanha Nazi invadiram a França, durante a Segunda Guerra Mundial.

Viajou até ao Brasil, ficando a residir no Rio de Janeiro, onde foi professor do ensino universitário. Na comemoração do 4º centenário da fundação da cidade de S.Paulo, realizou a Exposição Histórica desta cidade.

Em 1957 regressou a Portugal. Participou na campanha de Humberto Delgado, pelo que esteve preso durante 4 dias.

Em 1958 foi convidado pela Oposição ao Estado Novo, a candidatar-se à Presidência da República. Não aceitou a proposta, mas a sua actividade política continuou, tendo sido um dos autores do “Programa para a Democratização da República”.

Colaborou na criação de importantes publicações como “A Águia”, “Renascença Portuguesa”, “Seara Nova”, “Nova Silva-Revista Ilustrada”.

Algumas das obras de Jaime Cortesão: “A Morte da Águia”, “Daquém e Dalém Morte”, “Glória Humilde”, “Cancioneiro Popular”, “Teatro de Guerra”, “O Infante de Sagres”, “Cartilha do Povo”, “Adão e Eva”, “Egas Moniz”, “A Expedição de Pedro Álvares Cabral e o Descobrimento do Brasil”, “O Teatro e a Educação Popular”, “Itália Azul”, “Divina Voluptuosidade”, “A Tomada e Ocupação de Ceuta”, “Le Traité de Tordesillas et la Decouvert de L´Amerique”, “A Expansão dos Portugueses na História da Civilização”, “13 Cartas do Cativeiro e do Exílio”, “O que o Povo Canta em Portugal”, “Eça de Queirós e a Questão Social”, “Os Descobrimentos Portugueses”, “Portugal- A Terra e o Homem”.

Foi eleito presidente da Sociedade Portuguesa de Autores.

Nesta pequena homenagem no dia do seu nascimento, um excerto do livro “História do Regime Republicano em Portugal”:

                                                              Indivíduo e Colectividade

“Uma antiquada concepção, cuja carreira não terminou de todo em Portugal, faz constituir a história na evocação dos homens e dos eventos singulares, faustosa galeria de retratos e painéis de batalhas, a que se acrescenta quando muito o quadro das instituições. Dir-se-ia desta sorte que os factos de ocupação do solo e agrupamento da população, as variações do regime económico, a elaboração de um espírito colectivo, os movimentos e transformações da massa, isto é, os factos propriamente sociais não têm importância na vida da sociedade. Longe de nós negar a parte da criação individual na história. Mas todas as nações, antes de atingirem a sua definição política suprema, atravessam um demorado período de formação, onde ocultam quase exclusivamente esses factos gerais.
A consciência de uma solidariedade e de um ideal colectivo, o sentimento e a ideia de uma pátria elaboram-se lentamente através desses movimentos de grupos e das lutas entre eles suscitadas. E por via de regra os grandes homens são tanto mais representativos quanto melhor encarnam e orientam as aspirações colectivas”.

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Sobre José Eduardo Taveira

Nasci no Porto. Trabalhei em diversas empresas nacionais e multinacionais, exercendo cargos directivos. Actualmente estou liberto de compromissos profissionais, usufruindo a liberdade de viver como gosto e quero. Publiquei três livros intitulados: "Juntos para Sempre","Histórias de Pessoas que Decidi Divulgar" e "Viagem ao Princípio da Vida". Os dois primeiros em Portugal e o último no Brasil.
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