Mudar o Mundo com histórias de encantar

Desde a publicação do meu livro “Todos dormem na Terra das Fadas” tenho percebido que existe um certo pré-conceito que os adultos alimentam relativamente aos contos de fadas.

“Depois de ler, vou oferecer à minha sobrinha, afilhada, netos…” são as expressões que mais tenho ouvido dos amigos que adquiriram o livro. “Depois de o ler” já não é mau, ainda há o benefício da dúvida.

Mas no outro dia, cruzei-me com uma senhora que procurava um presente para uma criança. Ao desfolhar o livro disse: “um conto de fadas não quero, é muito infantil para uma criança de 10 anos”.

Se vivemos numa época em contos de fadas são considerados demasiados infantis para uma criança de 10 anos, como esperar que os adultos deixem de lado as suas ideias pré-concebidas e mergulhem de cabeça em histórias que nos fazem sonhar e acreditar em magia?!

Será que os adultos perderam mesmo a capacidade de sonhar?

Prefiro acreditar que não 🙂

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OLAVO BILAC – “Mater” (Mãe)

OLAVO BILAC

Olavo Bilac nasceu no Rio de Janeiro. (1865-1918)

Foi poeta, jornalista e tradutor.

Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, foi o primeiro poeta a ser eleito, em 1907, “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, pela revista “Fon-Fon”.

Foi considerado o mais importante dos poetas parnasianos brasileiros.

É de sua autoria a letra do Hino à Bandeira do Brasil.

Incluído no livro “Poesias”, o poema:

 Mater

Tu, grande Mãe!… do amor de teus filhos escrava,
Para teus filhos és, no caminho da vida,
Como a faixa de luz que o povo hebreu guiava
À longe Terra Prometida.

Jorra de teu olhar um rio luminoso.
Pois, para baptizar essas almas em flor,
Deixas cascatear desse olhar carinhoso
Todo o Jordão do teu amor.

E espalham tanto brilho as asas infinitas
Que expandes sobre os teus, carinhosas e belas,
Que o seu grande dano sobe, quando as agitas,
E vai perder-se entre as estrelas.

E eles, pelos degraus da luz ampla e sagrada,
Fogem da humana dor, fogem do humano pé,
E, à procura de Deus, vão subindo essa escada,
Que é como a escada de Jacó.

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SALÃO DO LIVRO DE GENEBRA – AUTÓGRAFOS

É com o maior prazer que convido os meus leitores para o Salão do Livro de Genebra. Estarei lá quase todos os dias na parte da tarde para bate-papos informais, e as minhas sessões de autógrafos serão no sábado 4 de Maio, às 16:15 horas; e 5 de Maio, às 16 horas. Além do livro em português ERA UMA VEZ UMA CASA, publicado através do Sítio do Livro, haverá também o livro bilingue francês/português “O Pai Natal está constipado”, os livros em francês “Le Théâtre des Animaux” e “Il était une Fois une Maison”, e também os livros em inglês “Barry’s Adventure” e “Father Christmas has the Flu”.

Varal-convite Genebra

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Porque o mundo precisa de histórias que nos façam sonhar: http://www.facebook.com/pages/Mudar-o-Mundo-com-hist%C3%B3rias-de-encantar/114920948707017?ref=hl

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ESTA GENTE

25 de abril

         ESTA GENTE

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo.

Nota: Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen.

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Terça-feira (poema)

jacques miranda's avatarJacques Miranda

Hoje é dia de produção,

O regime de ontem está firme como sabão,

É momento de perceber que o nosso esforço não foi em vão,

Logo, logo, entenderemos que nossa iniciativa foi uma grande opção.

 

O dia a dia sempre demanda uma decisão,

Que permeia entre a razão e a emoção,

Num momento pensamos com o coração,

Em outro buscamos uma solução que desagrada gente de montão.

 

Terça-feira é dia de piada de balcão,

Aquelas meio sem-graça que contamos para nosso irmão,

Tentando mostrar-lhe a nossa satisfação,

Pela sua presença em nosso coração.

 

Hoje precisamos de motivação,

Até que a semana venha a findar,

Porque senão, teremos que tomar qualquer outra decisão,

Que mantenha firme nossa obstinação.

 

Só de pensar, dá um medo, então…

De beber algo para chamar a atenção,

Deste pobre homem chamado cidadão,

Que leva a vida, dia a dia, com muita satisfação.

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Ser poeta…

Ser poeta...

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OS 10 LIVROS LITERÁRIOS MAIS VENDIDOS DA HISTÓRIA

OS 10 LIVROS MAIS VENDIDOS

OS DEZ LIVROS LITERÁRIOS MAIS VENDIDOS DA HISTÓRIA

Para chegar ao resultado abaixo publicado, participaram do levantamento as publicações: “New York Times”, “Global Times”, “Telegraph”, “Financial Times”, “HowStuffWorks”; as entidades editoriais International Publishers Association (IPA), International Booksellers Federation (IBF) e International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA); e as empresas de auditoria e pesquisa de mercado Nielsen e GfK.

Embora não exista concordância sobre os números exactos do mercado de livros ao longo dos séculos, os levantamentos das publicações, instituições e empresas mencionadas, parecem ser o que mais se aproximam do consenso editorial.

Os números indicados são estimativas de vendas de cópias, em milhões de unidades.

1 – DOM QUIXOTE – Miguel de Cervantes: 500/ 600

2 – O CONDE DE MONTE CRISTO Alexandre Dumas: 200/250

3 – UM CONTO DE DUAS CIDADES – Charles Dickens: 180/250

4 – O PEQUENO PRÍNCIPE – Antoine de Saint-Exupéry:150/180

5 – O SENHOR DOS ANÉIS – J.J.R. Tolkien: 150/170

6 – HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL-J. K. Rowling:110/130

7 – O CASO DOS DEZ NEGRINHOS – Agatha Christie – 90/120

8 – O SONHO DA CÂMARA VERMELHA – Cao Xueqin – 80/100

9 – O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA – C.S.Lewis:75/90

10 – ELA, A FEITICEIRA – Henry Rider Haggard – 70/80

 Nota: Este estudo foi publicado por Carlos Willian Leite na Revista Bula – Literatura e Jornalismo Cultural.

 

 

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Domigo (poema)

jacques miranda's avatarJacques Miranda

To me sentindo uma colmeia,
Sem abelha nem ideia,
Um ator sem plateia,
Um lobo sem alcateia.

To me sentindo gente,
Como uma criança inocente,
Como um idoso quando não está doente,
Ou um palhaco bem sorridente.

Estou me sentndo um pato,
Um ator que esqueceu o texto em pleno ato,
Ou aquele mendigo com sapato barato,
Gente que não entendeu bem o fato.

To me sentindo um lorde,
Como um cachorrinho já velho e que nunca morde,
Tipo um amigo sem sorte,
Ou um irmão faminto do norte.

To achando que é domingo,
Daqueles assim, no almoço, todo mundo rindo,
Mesmo sabendo que algo está quase findo,
É a semana que está indo…

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LOUIS BRAILLE – “Um Farol para um Mundo de Escuridão”

luis brailleLouis Braille nasceu em Coupvray, França. (1809-1852)

Aos três anos de idade, Louis feriu-se no olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda, originando uma infecção que se alastrou ao olho direito, provocando-lhe a cegueira total.

Frequentou o “Institut Royal des Jeunes Aveugles de Paris” fundado por Valentin Haüy, que criou um programa para ensinar os cegos a ler. O sistema era complicado e de difícil aprendizagem.

Louis Braille pensou que devia investir o seu talento e trabalho num processo mais fácil e eficaz, que permitisse aos cegos terem o direito de acesso à cultura.

Com quinze anos concluiu o seu método, que se baseava numa célula de seis pontos (três pontos de altura por dois de largura). Posteriormente, Braille, evoluiu o sistema com a inclusão da notação numérica e musical.

O código “Braille” é lido da esquerda para a direita, com uma ou as duas mãos.

Acompanhando o avanço da tecnologia, é fácil imprimir textos em “Braille”, com a adaptação de um programa específico.

Assim, é possível a impressão de livros, que em Portugal atinge cerca de 3.000 títulos, de temática variada: filosofia, psicologia, romances, poesia, infanto-juvenil, manuais escolares, etc.

A nível mundial existe um plano para a unificação dos códigos matemáticos e científicos, mas ainda não atingiu o sucesso pretendido.

O método de Louis Braille, usado em todo o mundo, apenas foi reconhecido, postumamente, pelo estado francês em 1952.

Hellen Keller publicou um artigo de homenagem a Braille no “The New York Times Magazine”, em 6 de Janeiro de 1952, intitulado: “Louis Braille: Um Farol para um Mundo de Escuridão”.

“Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma.” Louis Braille

Nota: Hellen Keller nasceu no Alabama, Estados Unidos (1880-1968).  Foi escritora, filósofa e conferencista. Ficou cega e surda desde criança devido a uma doença, supostamente, escarlatina.

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