O Homem e o Futuro | O Percurso – O Ritmo

Convite para ler um livro

Capa do Livro

Este livro é uma colectânea de textos e comentários que escrevi sobre as minhas preocupações constantes no Futuro do Homem, e, que foram publicados, quer na minha página do Facebook, quer na página do Instituto da Inteligência.

É um tema que me fascina há muitos anos, “O Homem e o Futuro”, e que tomou a forma de livro.

Coloco-os de forma estruturada ao vosso dispor para apreciação e ponderação.

O objectivo deste livro é o de estimular os Leitores a focarem os seus pensamentos e interesses em matérias que estão a condicionar o Futuro da Humanidade. O Homem corre sérios riscos caso não mude as suas atitudes, comportamentos e mentalidade. Pretende, igualmente, motivá-los a reflexões em cadeia e a debates, pois possuem uma marcada vertente Humanista e pretende contribuir para uma Vida melhor.

A construção do Futuro implica uma consciência coletiva e partilhada de muitos temas que se relacionam com o modo como o Homem encara o percurso e o ritmo que nos conduz mais longe no tempo.

“Estou a tentar materializar o Futuro, pois considero que é um conjunto de dinâmicas activas em equilíbrio com o Homem que possui capacidade para as realizar”Alfredo Sá Almeida.

O livro possui um Prefácio escrito pelo Doutor Nelson S. Lima que acrescenta um valor inestimável ao meu livro, e, que muito me honra. Aliás, o meu Amigo Doutor Nelson Lima teve a seu cargo a apresentação da obra, no dia 11 de Maio de 2013 (pelas 17:00h) na Livraria LeYa na Barata – Lisboa. Minha obra encontra-se à venda no site do Sítio do Livro, em formato papel e e-book, através da hiperligação:

 http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/o-homem-e-o-futuro/9789898413864/

Convido todos os Leitores interessados neste tema a ler o meu livro. Convido-os, igualmente, a ler muitos textos do meu segundo livro (para publicação) “Despertar para o Futuro”, no meu blog: http://saalmeida.wordpress.com/ . 

Espero que gostem. Será um prazer tê-los como Leitores.

Um abraço amigo,

Alfredo Sá Almeida

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a censura

Writer and reader are only I and you, an urgent need to speak and an urgent wish to hear, within the decorum imposed by astonishment that in the whorls of this black explosion there is a silence where things can indeed be said and heard.

 

Esta necessidade urgente de que fala Marylinne Robinson vai  sendo regida e  amansada por um misto de auto censura e perfeccionismo que a idade comporta. 

 

  Lembro a leveza com que aderíamos a convites para publicar as nossas produções literárias  em páginas  para jovens. Censura, já bastava a que existia e  nos surpreendia com cortes inesperados , é que a sinceridade estava acima de qualquer suspeita e não queríamos saber de verdades inconvenientes .  Quanto à correcção do discurso, do estilo ou do verso, contentávamo-nos com o correr da pena, e, às vezes nem corria nada mal.

 

Não se trata de uma página de novos! Disto se reclama a página Initio que Filipe Vieira edita em O Jornal,no Moçambique pré- libertação.Fundamental seria revelar talentos, receber o que vier de jovens com algum valor e alguma intencionalidade, expressa a posição de princípios de 68.

 

Lançávamos ao papel o tal desejo de ser escutados e se o resultado fosse censurado ou o original mutilado (um truque habitual), a desilusão era uma dor negra e selvagem. Mas nem a censura, nem a moral de costumes nos impediam de pensar em liberdade. Eles tinham tido professores como António Quadros , José Afonso. Alguns não estavam tão infectados pelo cinzentismo da metrópole, o arbeit macht frei. Ser “artista” não era ser imoral.

 

Maria de Lurdes Silva, Maria José Ferreira, Olga Almeida,Celso de Vasconcelos, Eduardo Viegas, Jorge Barriga, Eduardo Pitta, José Manuel Godinho,  eu própria,  participámos  desta aventura .

A controvérsia na escrita, na fotografia ou na gravura fazia parte da nossa forma de estar. 

 Publicávamos poemas  mais ou menos  inovadores ,os de Fernando Paixão –  deita açúcar no café/ mexe / e acende um cigarro ; mais ou menos panfletários – o meu olhar sobre o mundo com as palavras que encontrava , o menino-fome –   aquele que não entra por ser  negro/nem o outro que não estuda por ser pobre/homens de rastos /como cães sem dono, escrevia eu, e pedia ao mar –  deixa-me ser tempestade contigo;Jorge Barriga  a conseguir  a síntese criativa – o céu não tem espessura aos meus olhos/ e as asas pesam-me palpitantes do desejo de voar.   

Uma coisa é certa, não vai haver censura que cale o nosso grito, nunca mais.

 

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Camões e o marketing

De cacilheiro para a Trafaria, a resgatar a Pátria, qual Joana Vasconcelos, lá vou eu.

Mas o Tejo não é só o Tejo, é o mar inteiro, de águas geladas desta manhã ainda madrugada, não aquela triste e leda, mas esta acinzentada de gente ainda quente da cama, saída à pressa de lancheira para o trabalho. Camões, grande Camões, quão semelhante acho teu fado ao meu, dizia o outro. E deste-me uma grande idéia, olhos azuis. Cá vou eu, pés bem firmes na amurada, num último olhar à sombra enevoeirada do Bugio. Em mergulho Olímpico.

Os fugazes, adormecidos viajantes desta Caravela, movimentam-se no convés quando ouvem o splash, – Homem ao mar! – um eco em qualquer parte – não é homem, não, é uma senhora. O rio cheira que tresanda. Rodeada de óleos ensaio um crawl atlético, nunca foi o meu forte. Passo o manuscrito para a outra mão quando me viro para nadar de costas, devia ter treinado uns dias antes nalguma piscina municipal.

A imagem de D. Sebastião, ao fundo do corredor, a chegar, a receber Camões, a abraçá-lo. Alucino? A meu lado as musas cheias de ciúmes, a complicar-me a vida, a ver se me afogam. – Ó Tágides, eu só queria que o Rei ouvisse o que tenho a dizer, que ele lesse este volumezinho. – Qual rei, sua idiota? – O rei sonhador, o do V império, o seu beneplácito basta-me para quinhentos anos de fama.

– E você está a ver alguém, nalgum Palácio da capital do reino, capaz de sonhar?

Desculpa, lá ó Camões, somos todos teus filhos, e eu adoro-te.

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Lançamento da obra Novelas Suburbanas

Lançamento da obra Novelas Suburbanas

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Brevemente no Sítio do Livro…

Cotonete, a princesa de algodão,
tinha um sonho para realizar.
Será que, com a ajuda do mago,
o conseguiu concretizar?

Vem daí ler uma história
fofinha como o algodão.
Simples e com magia,
mas sem varinha de condão!

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Dia mundial da poesia

“Se a poesia não existisse, a alma seria errante, prostrada no seu próprio desespero”

José Guerra (Honoré DuCasse)

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do silêncio, dos poetas e de António Carlos Cortez

do silêncio, dos poetas e de António Carlos Cortez

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A insatisfação coletiva e o Futuro

Mudança1

(http://about.me/saalmeida)

“Seja qual for a Mudança, esta é sempre um processo complexo que aumenta com o âmbito e profundidade da mesma. Toda a Mudança requer muita inteligência, dedicação, empenho, persuasão e lideranças adequadas.

O objetivo deste texto não está relacionado com as mudanças organizacionais, que apesar de importantes, grande parte das vezes não estão focadas nas Pessoas.

Quando pretendemos induzir uma mudança que necessita da adesão, ‘alinhamento’, sincronismo, vontade e motivação de Pessoas a complexidade aumenta com o número de elementos envolvidos e com a dimensão dessa MUDANÇA. Em grande parte, esta complexidade é devida ao facto de estarmos a interagir com Seres inteligentes e emocionais, com uma personalidade e cultura próprias, que por si sós são capazes de produzir mudanças em cadeia, usando a sua criatividade. Significa que os critérios a ter em consideração são muito maiores e mais significativos para uma mudança efetiva.

É consensual afirmarmos que para se produzir efetivamente uma mudança orientada para o Futuro, esta tem de ser maior que a resistência que é gerada.

Assim, se representarmos a Mudança como a multiplicação de vários fatores [ I x V x P x L ] > R onde I significa Insatisfação com o status quo; V significa Visão de um positivo estado Futuro; P significa Primeiros Passos na direção da Visão; L significa a Liderança de todo o processo; e, R significa Resistência à mudança (Kathy Macdonald in ‘Experience Economy’).

Por outras palavras, a Mudança a ser produzida pela Insatisfação das Pessoas com uma Visão positiva, capazes de dar os Primeiros Passos em direção ao Futuro com uma Liderança criativa (fatores multiplicativos), tem de ser maior que a Resistência a ela, que será gerada cada vez com maior intensidade, à medida que esta começar a tomar forma.

Convém lembrar que estou a falar de Mudanças efetivas de paradigmas e não de pequenas alterações ou transições previsíveis de estado. As Mudanças naturais, resultantes de alterações fisiológicas normais, ou relacionadas com transição de ritmos vitais normais, não estão incluídas neste processo mencionado anteriormente.

Todas as Mudanças de paradigma produzidas pelo Homem, devem ter em consideração o Fator Humano na sua verdadeira dimensão, caso contrário são agressões e/ou imposições. Por outro lado, devemos ainda ter em consideração que os processos de mudança terão de representar uma melhora sensível para uma maioria significativa de condições vitais das Pessoas da Comunidade a que se destinam, caso contrário não constituirão fator motivacional de adesão.

Estes tipos de Mudanças são processos inteligentes, justificáveis e resultantes da vontade inabalável dos Homens. Resultam de evidências científicas, culturais ou de justiça.

Outros casos poderão acontecer de um modo mais brusco e inesperado, como um ‘salto quântico’, que obrigarão a profundas alterações da vida das Pessoas, a adaptações e modificações culturais. São os casos de catástrofes naturais ou artificiais, revoluções, pandemias e fenómenos astronómicos.

É por esta razão que defendo, com toda a sinceridade e identificação do meu Ser, que as Pessoas devem Despertar para as ‘realidades’ do Futuro, sobretudo aquelas que a sua capacidade coletiva tem possibilidade de construir, para acabar de vez com as insatisfações constantes fora do seu controlo.

“Seja como for, a grandiosa revolução humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e, além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade.”Daisaku Ikeda.

Estou a lembrar-me de algumas grandes personalidades, Líderes dos seus Povos, que correspondem por inteiro a esta citação; Nelson Mandela, Martin Luther King, Mahatma Gandhi e Franklin D. Roosevelt (todos Líderes do século XX). Todos eles intrinsecamente Líderes Humanistas, amados pelos seus seguidores. Que Líderes Humanistas se estão a perfilar no século XXI?

“A verdadeira revolução não é revolução violenta, mas a que se realiza pelo cultivo da integração e da inteligência de entes humanos, os quais, pela influência de suas vidas, promoverão gradualmente radicais transformações na sociedade.”Jiddu Krishnamurti

É fundamental que considerem evidente, os elementos de mudança profunda que lhes mencionei, pois estes são os elementos essenciais para uma mudança de paradigma. Mas não deixem de refletir sobre a contribuição para uma mudança efetiva da vossa parte, em consonância com os seus pares.

O que constatamos, seja no presente, seja ao longo da história da Humanidade, é um sofrimento constante dos Seres Humanos provocado por erros cometidos por Líderes desfocados do sentido da vida, que se refletem na maioria das Pessoas, seja por descontrolos emocionais e racionais que conduzem a ações coletivas violentas (guerras, perseguições, escravatura, etc.), seja por má gestão e má organização da Sociedade, coadjuvado por um deficiente processo educativo (racional e emocional), que conduz a um sentir individualizado, negativo e profundo (depressão, ansiedade, consumo de drogas, suicídio, fome, pobreza, doença) com reflexos igualmente profundos no coletivo. Estes maus processos desvirtuam o Ser Humano do verdadeiro sentido da vida.

Na grande maioria das vezes, as Pessoas são ‘forçadas’ a sair do seu ritmo natural de vida para se adaptar e seguir um ritmo que lhes permita ter o que mais desejam, na ilusão de que o TER resolve as questões do SER da sua vida, conduzindo-os a um estado de felicidade e individualismo dissociados do Futuro Coletivo. Mas o mais importante é que os estados de felicidade individualizados sejam intrínsecos e não resultantes de qualquer apêndice externo. Não é por acaso que vemos ‘crescer’ atitudes e comportamentos desequilibrados de um sentido coletivo (egoísmo, ganância, corrupção, agressividade social, etc.).

Estou de acordo com o filósofo Jiddu Krishnamurti quando afirmou que “o problema coletivo é o problema individual”. Mas ‘O ideal de Cidadão é sentir-se participante da sociedade, com uma visão abrangente que alcance toda a humanidade, todos os povos, todo o planeta.’Ulisses Riedel (‘Por uma sociedade mais justa’).

Meus caros Leitores já se questionaram (p.e., nos últimos 50 anos) sobre os verdadeiros objetivos dos Líderes, nas mudanças de paradigmas que aconteceram neste período de tempo?

Já refletiram sobre as grandes mudanças arquitetadas, realizadas e a que Futuro nos conduziram? Este processo de reflexão retrospetiva é fundamental para poderem avaliar Futuras mudanças propostas por novos Líderes.

Por que não participam consciente e ativamente no debate das ideias sobre o Futuro de matérias fundamentais para o Ser Humano, como Água, Energias limpas, Alimentação, Justiça Social, Saúde? Afinal de contas são matérias que estão sendo transpostas para o Futuro, na grande maioria dos casos, sem mudança de paradigma.

Onde pensa que está a responsabilidade? Nos Líderes que nos conduzirão ao Futuro? Ou, em Você, que não se interessou, não participou com ideias nem com o seu ato de Cidadania?

“Seja a mudança que você quer ver no mundo.”Dalai Lama

“Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.”Mahatma Gandhi

É este DESPERTAR que tem de acontecer em cada um de nós, Cidadãos do mundo, constantemente insatisfeitos com o que se passa à nossa volta em direção ao Futuro, e, que na grande maioria das vezes estamos tão preocupados com o AGORA e o supérfluo que nem damos conta que estamos a ser encaminhados num sentido sem Futuro Humano.

Já se questionou por que razão existem em todo o mundo cerca de 29 milhões de Pessoas sujeitas a escravidão Humana (trabalho forçado; tráfico humano; trabalho servil derivado de casamento ou dívida; exploração sexual; exploração infantil)? Por que razão não contribuímos nós como Sociedade, para esta mudança de paradigma negativo?

Provavelmente, deveríamos dar maior peso aos Valores Humanos, a uma Educação com qualidade e ao poder que nós TODOS temos para mudar uma Sociedade, que às notações financeiras que classificam os Países, as Empresas e as Pessoas como ‘lixo’, condicionando o seu verdadeiro Futuro a um futuro de Humanidade muito duvidosa.

Alfredo Sá Almeida                                                                       14 de Março de 2014

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Sublinhados, Eduardo Lourenço, A História É a Suprema Ficção

 

Não consigo ler sem sublinhar. Há livros que vão sendo sublinhados, ressublinhados ao longo dos anos. Até acho uma certa graça a este exercício, olhar os grifos (que palavra mais doida…) de há 30 anos e compará-los com os de hoje. Este livro é a primeira vez que o leio. Já destacada, apenas, a ternura que sempre me inspirou Eduardo Lourenço, pela intervenção simples e humana, o respeito pela sabedoria de quem acaba por saber que o que se sabe pode mudar amanhã.

A propósito de termos entrado “noutro mundo, noutro ciclo, noutro tempo, em que “a tecnologia permite uma comunicação universalizante e universal”, em que “gente fantástica” se encontra e “faz amizades e blogues”, confessa o pensador- filósofo- poeta nunca ter imaginado que “ isto pudesse ter este efeito de simultaneidade”.

– Universalidade? Pergunta José Jorge Letria.

  Resposta de Eduardo Lourenço – Agora é que começa a haver História Universal.É a chamada aldeia global.

 “ Um enriquecimento novo na história do mundo, uma coisa fantástica, de progressão geométrica”, é como Eduardo Lourenço classifica este novo paradigma da vida política. Sei que realmente nada será como os paradigmas que nós conhecemos, diz. Desapareceu não só a democracia ideal de uns pequenos eleitores, de uma pequena grande cidade chamada Atenas, que se vêem todos uns aos outros quando vão votar. Portanto, democracia directa não, nunca existiu, nem esta democracia de segundo grau, representativa. E acrescenta – É uma outra História que começa. Ela é a teia que se faz e desfaz continuamente e acabará por ser realmente uma outra coisa.

A “habilidade humana ” que não precisa ser demonstrada –   já que a própria História não é mais do que isso  –   a capacidade de nos servirmos das coisas “espantosas” , “inumanas”, segundo   Eduardo Lourenço,  está presente  na nossa “ capacidade de recuperarmos o mal pela criação, pela poesia, pela música”.

Pois é, logo hoje, que me sinto alérgica a contactos virtuais e me interrogo sobre se devo deixar de contactar, de ser contactada, via rádio, televisão, facebooks, linkedins ou tweets, cá estou eu, blogging.

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Amanhecia-te…

Amanhecia-te...

José Guerra (Honoré DuCasse)

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