Reflexões

Reflexões
A Natureza e… o processo revolucionário.
Muitos se esquecem das nossas origens (como espécie), e sempre é bom, de quando em vez, lembrar-lhes; somos um produto da Natureza e, nessa qualidade, preze a muito boa gente o mal-estar que provoco nas suas crenças religiosas, somos o produto mais bem sucedido (graças à nossa anatomia) do processo constante e ininterrupto da evolução das espécies. Charles Darwin, por meio da Selecção Natural e Sexual, revolucionou a ciência e abriu as portas e direccionou o pensamento humano quanto a estas questões.
Quando muitos vêm no Adão e na Eva um exclusivo arquitectado por Deus, eu vejo as duas coisas; vejo Deus, enquanto o desconhecido (por nós criado) onde arquivámos todas as nossas duvidas quanto ao muito que não conhecíamos, e ainda continuamos a desconhecer; e vejo uma sociedade que, através da parra colocada a tapar-lhes os sexos, se “destapa”do anonimato enquanto sociedade, talvez porque o neurónio que, entre muitas coisas, nos faz sentir o Amor e percebermos que estamos rodeados por outros que nos são iguais, (ainda que diferentes nas suas particularidades), finalmente, nos iluminou em pleno o cérebro!
Muito há para dizer quanto aos prodígios da Natureza, mas o tempo e o espaço condicionam-me; é que apenas pretendo desabafar um pouco, e não escrever um livro que ninguém se vai dar ao trabalho de ler, pelo simples e único facto de que sou um ilustre desconhecido. A vida é como é e não se altera sem cataclismos que justifiquem o conteúdo dos livros, independentemente do nome de quem os escreveu.
De regresso à Natureza e suas criações, e como exemplo, falando da espécie lupina; sabem que a mãe natureza a cada quinto filhote da ninhada, coloca na vida um animal alfa? É isso. Um líder, um chefe que, no confronto com os outros animais alfa, desafia o poder vigente e luta pela condução e chefia plena da alcateia, não sem alguma partilha do poder, rodeando-se de seguidores que lhe confiram o total conforto da chefia.
Ao animal alfa e seus seguidores, tudo é permitido; são senhores das melhores fêmeas, depois das caçadas são os primeiros a alimentar-se, e comem até à saciedade, ainda que nada mais sobre, para os restantes membros da alcateia, que não seja ossos e peles. Se os lobos dispusessem de raciocínio e de fala, questionariam a sua liderança quanto à questão alimentar: Então e nós, não corremos, não contribuímos para conduzir a presa à exaustão, não contribuímos para a matança? E como resposta, o grupo líder diria: Correram, mas não o suficiente, e se esquecem que na guerra nós somos a vossa segurança, porque mantemos a organização e comandamos, e isso requer energia e força, essa a razão pertinente e única que nos confere o direito de satisfazermos em pleno as nossas necessidades básicas!
Assim, (e falando agora de nós, os ditos seres humanos, ou lobos com fato e gravata), e dos nossos processos revolucionários, por vezes inconclusivos, e em consequência, em muitos dos casos, até inócuos, tanto à esquerda, como à direita, (o processo revolucionário não é exclusividade de qualquer lado em particular), eu, enquanto parente pobre, membro desse imenso mar de gente que eternamente navega à vista num oceano artificialmente encapelado, pela força da corrente do dinheiro, sinto-me perdido, derrotado e amedrontado, face à pancadaria constante e permanente, ao pontapear insano, utilizado como meio preventivo, pelos esbirros do Grande Capital.
Sempre que tento, (por entre o sangue que me turva a vista), perceber o rosto desses esbirros, começo por ver cruzes suásticas, de todos os tamanhos e cores; geralmente e segundo as regras do ódio, são negras, tenebrosas, e também de cheiro pestilento; mas aos poucos, com um breve hiato do tempo, vejo-lhes as vestimentas e os rostos. Vestem uns farrapos com riscas brancas e pretas, alternadas, e trazem ao peito a estrela de David, como eu. São judeus do sul, tal como eu. Apenas uma diferença nos separa, uma grande diferença, diga-se; eles, a troco de benesses, (talvez da dispensa de limpar as latrinas dos campos da morte, ou da recolha dos corpos, ou do saque dos dentes de ouro, ou da recolha das gorduras para o fabrico de sabão, ou da apanha e corte dos cabelos para fabrico das almofadas), sabe-se lá, (os senhores da Raça Superior) até com a morte conseguem extrair lucro, por mais bizarro que pareça, eles “bufaram” aos donos desta Europa Escrava a localização dos nossos caminhos de fuga para a liberdade, os nossos locais secretos das reuniões, onde conspiramos contra o eterno mal do mundo, os sítios onde guardamos as poucas armas, as tocas onde procuramos pôr a recato do Mal os nossos entes queridos e os nossos mais fracos, os indefesos, porque, afinal, a metódica e super organizada Raça Superior de um pouco de tudo se alimenta: de velhos e doentes, e até de crianças indefesas. Eles comem-nos os olhos e o resto. Eles são os que comem tudo e não deixam nada. E quanto aos rostos, (tão nossos conhecidos, os mais mediáticos), os senis, patéticos, animalescos seres que nos povoam os pesadelos da mente e da alma digna que ainda conseguimos trazer dentro; os Cavacos, Gaspares, Coelhos, Relvas, (o eterno, ou perpétuo, como queiram), os Portas, (sempre a correr por entre os pingos da chuva, a julgar que nunca se molha), os distantes Durões, e outros, que agora não me ocorrem à memória, sendo que nem sempre são os últimos. Portugal, pela mão desta gente, definha e agoniza. É como se a salvação se encontre no inferno da eterna pobreza. Em cada família subsiste o drama do desemprego, e muitos dos desempregados vivem das reformas dos mais velhos que, de forma constante, permanente, sofrem a exclusão e o roubo de tudo quanto conseguiram amealhar. Soluções? Só a das palavras, dos milhões e milhões de palavras que nos invadem em catapulta a nossa privacidade, por via de programas onde estuporados sabichões ditos comentadores políticos enriquecem com o mal do povo. Se a bizarria desse palavreio inconsequente e irresponsável fosse uma poderosa e bem oleada industria, Portugal não tinha dividas, nem publicas nem privadas.
Parem com o crime da crise! É fácil! Não mintam por mais tempo aos europeus! Ponham as máquinas a imprimir dinheiro, porque o colapso com as reservas de ouro como garantia do dinheiro circulante já à muito que aconteceu; ponham os povos a trabalhar, a produzir riqueza. Deixem-nos respirar e, pelo menos, tentar sonhar um pouco!
O objectivo a atingir com este processo revolucionário da extrema-direita, assenta no assassínio sistemático do maior número possível de europeus, utilizando os esbirros fanáticos que se prestam à traição metódica e sistémica das pátrias onde nasceram. São eles a quadrilha dos lobos alfa, e nós, (todos nós, independentemente do norte politico de cada um), somos a alcateia que se esvai na fome. Contudo, hoje somos lobos de fato e gravata, o que pressupõe que temos plena consciência da nossa existência individual e colectiva, e isso faz toda a diferença.
Povos de toda a Europa: Não se deixem aprisionar pela escravatura! RESISTAM! LUTEM! RECORRAM ÀS ARMAS! È que nós somos milhões, e eles, são apenas uma mão cheia de facínoras!
José Solá

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Sobre jsola02

quando me disseram que tinha de escrever uma apresentação, logo falar sobre mim, a coisa ficou feia. Falar sobre mim para dizer o quê? Que gosto de escrever, (dá-me paz, fico mais gente), que escrever é como respirar, comer ou dormir, é sinal que estou vivo e desperto? Mas a quem pode interessar saber coisas sobre um ilustre desconhecido? Qual é o interesse de conhecer uma vida igual a tantas outras, de um individuo, filho de uma família paupérrima, que nasceu para escrever, que aos catorze anos procurou um editor, que depois, muito mais tarde, publicou contos nos jornais diários da capital, entrevistas e pequenos artigos, que passou por todo o tipo de trabalho, como operário, como chefe de departamento técnico, e que, reformado, para continuar útil e activo, aos setenta anos recomeçou a escrever como se exercesse uma nova profissão. Parece-me que é pouco relevante. Mas, como escrever é exercer uma profissão tão útil como qualquer outra, desde que seja exercida com a honestidade de se dizer aquilo que se pensa, (penso que não há trabalhos superiores ou trabalhos inferiores, todos contribuem para o progresso e o bem estar do mundo), vou aceitar o desafio de me expor. Ficarei feliz se conseguir contribuir para que as pessoas pensem mais; ficarei feliz se me disserem o que pensam do que escrevo… José Solá
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