PARABÉNS, EDUARDO LOURENÇO.

Eduardo Lourenço nasceu em São Pedro do Rio Seco, no dia 23 de Maio de 1923.

Professor universitário, ensaísta e filósofo, é uma das personalidades mais destacadas da cultura portuguesa contemporânea.

Frequentou durante cinco anos o curso no Colégio Militar. A seguir foi admitido na Faculdade de Ciências, que abandonou ao fim de um ano. Decidiu prestar provas para admissão ao curso de Ciências Históricas e Filosóficas, que completou com elevada classificação.

Foi Assistente de Filosofia na Universidade de Coimbra; Leitor na Universidade de Hamburgo; Leitor na Universidade de Heidelberg; Leitor na Universidade de Montpellier; Professor convidado na Universidade da Baía; Leitor na Universidade de Grenoble; Professor na Universidade de Nice; Professor na Universidade Nova de Lisboa; Conselheiro Cultural junto da Embaixada Portuguesa em Roma.

É administrador não executivo da Fundação Calouste Gulbenkian.

Recebeu doutoramentos Honoris Causa pelas seguintes Universidades: Rio de Janeiro, Coimbra, Nova de Lisboa, Bolonha.

Da sua extensa bibliografia, destacam-se, aleatoriamente, as seguintes obras: “Heterodoxia”, “O Desespero Humanista na Obra de Miguel Torga e o das Novas Gerações”, “Sentido e Forma da Poesia Neo-Realista”, “Fernando Pessoa Revisitado”, “Água”, “Os Militares e o Poder”, “O Fascismo Nunca Existiu”, “O Labirinto da Saudade”, “o Complexo de Marx ou o Fim do Desafio Português”, “Fernando, Rei da Nossa Baviera”, “Nós e a Europa ou as Duas Razões”, “O Canto do Signo – Existência e Literatura”, “O Esplendor do Caos”, “Le Poète dans la Cité”,”O Outro Lado Da Lua”, “Poesia e Metafísica”, etc.

A Fundação Calouste Gulbenkian, o Núcleo de Investigação em Ciência Política e Relações Internacionais, a Universidade de Évora e Eduardo Lourenço, trabalham em conjunto no projecto editorial de 38 volumes, intitulado “Obras Completas”, cujo primeiro volume “Heterodoxias”, já foi publicado.

Eduardo Lourenço recebeu diversos prémios, tais como: Prémio Nacional da Crítica, Prémio D.Dinis, Prémio Europeu do Ensaio “Charles Veillon”, Prémio Camões, Prémio António Sérgio, Prémio Vergílio Ferreira, Prémio Extremadura para a Criação, Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

Em Maio, deste ano, foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa de 2011, pelo seu trabalho de reflexão crítica ao longo de mais de cinquenta anos de actividade.

Recebeu várias condecorações, como: Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique; Chevalier de L´Ordre des Arts et des Lettres; Cavaleiro da Legião de Honra de França; Encomienda de Numero de la Orden del Mérito Civil pelo Rei de Espanha; Prémio Europeu de Ensaio Charles Veillon.

Eduardo Lourenço nunca se submeteu a qualquer corrente de pensamento ou escrita, sendo a sua obra vincadamente personalizada.

Algumas das suas reflexões:

-“A morte é um limite da nossa capacidade de decidir e de agir, é o obstáculo não concreto com o qual estamos defrontados.”

        – “Quem não tem existência mediática (por boas ou más razões) hoje, não existe.”

        – “O rir é não é só a expressão humana por excelência, mas qualquer coisa que nos permite distanciar daquilo que nos ameaça, resistir.”

        – “O verdadeiro crítico é aquele que não compreende a obra e antevê (um pouco) as razões por que não pode compreendê-la.”

        -“A Europa real é uma colecção de identidades que já não têm a capacidade de se viver plenamente como nações, nem a força de querer e de imaginar a futura Europa como uma nova espécie de nação”.

        – “Em princípio, todo o português que sabe ler e escrever se acha apto para tudo, e o que é mais espantoso é que ninguém se espante com isso.”

        – “A lógica não é tudo. Nascemos num país sem lógica.”

Nesta homenagem no dia do seu aniversário, um excerto do livro: “Labirinto da Saudade”:

– “A consciência da nossa fragilidade histórica projecta os seus fantasmas simultaneamente para o passado e para o futuro. Já noutra ocasião, a propósito do Frei Luís de Sousa o tentámos mostrar. O drama de Garrett é fundamentalmente a teatralização de Portugal como povo que só já tem ser imaginário (ou mesmo fantástico) – realidade indecisa, incerta do seu perfil e lugar na história, objecto de saudades impotentes ou pressentimentos trágicos. (…) Lembro-me, eu, se não será tudo, ainda hoje, a continuidade do destino português?”

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Sobre José Eduardo Taveira

Nasci no Porto. Trabalhei em diversas empresas nacionais e multinacionais, exercendo cargos directivos. Actualmente estou liberto de compromissos profissionais, usufruindo a liberdade de viver como gosto e quero. Publiquei três livros intitulados: "Juntos para Sempre","Histórias de Pessoas que Decidi Divulgar" e "Viagem ao Princípio da Vida". Os dois primeiros em Portugal e o último no Brasil.
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