suspenso à porta da noite

sem nem respirar, de espanto, estaco à porta da noite.
como em puto, temo entrar nela: mas ela é que me entra
e, devagar maligna, dilui todos os contornos.

temo tanto que a noite me seja o destino, como
a água é o puríssimo destino de quem se afoga.

temo que ela seja a casa vazia e ninguém perto.
temo que seja o desfazer-se da minha unidade.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Opiniões, testemunhos. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s