A Pérola de água

Em dias de muita chuva, como os de agora, sabe bem ficar em casa a ler histórias de miúdos, mas que também são para graúdos! “A Pérola de água” conta a história de uma menina e de uma gotinha de água, que vão viver uma aventura improvável até se tornarem amigas.

Boas leituras!

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Onde encontrar: www.sitiodolivro.pt/pt/livro/a-perola-de-agua/9789899825123

Ou encomendas para: catia.palmeiro@gmail.com / antoniapalmeiro@gmail.com

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Todos dormem na Terra das Fadas

Um pequeno vídeo para darem uma “espreitadela” à Terra das Fadas.
Para adquirir ou para mais informações: http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/todos-dormem-na-terra-das-fadas/9789899813403/ ou coolorir@gmail.com
Espero que gostem

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Livro infantil inspirado num painel de azulejos: “A Galinha Pinha, o Macaco Paco, o Cusco e o Sr. Boinas.”

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Esta história foi inspirada num painel exposto no Museu Nacional do Azulejo, intitulado “Macacaria, Casamento da Galinha”.
O livro está escrito em Português, Inglês e Francês e a idade recomendada vai dos 4 anos aos 10 anos.

Para mais informações consultar:

http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/a-galinha-pinha-o-macaco-paco-o-cusco-e-o-sr-boinas-picken-the-chicken-paco-the-monkey-and-mr-beret-maboule-la-poule-tamarin-le-singe-matthieu-le-currieux-et-m-beret/9789899737556

Pode ser encomendado à livraria Barata, pelo telefone 218428357.

Boas leituras!

Vanessa Leal

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Linhas de pensamento

Vinte e cinco de Agosto de 2015. Um ano de perfeições. A essência de se desejar e conseguir. A essência do amor, a sua amplitude consagrada. O Perfeito. Deitada no meu leito da morte, jazia a aceitação dos cinquenta anos que atravessaram o meu corpo.

 

Todos aguardavam. Aguardavam ansiosamente e com a alma angustiada o carro fúnebre que descia pela Avenida das árvores. A neblina de calor caía lentamente, obrigando os mais sensíveis a esconderem-se na sombra das árvores. A esconderem junto, o arrependimento, o nó no estômago. Era o ano, o mês o dia. O último e certo momento em que apareceria no coração de cada um. Ali passava um corpo. O meu, o fim.

Sinto calor debaixo do esquife de acabamento natural, forrado em cetim. O cheiro a novo, embala-me. Transmite-me a paz necessária para me preparar para ser colocada sobre a terra e desaparecer aos poucos, servindo de alimento. Ouço choros, gritos, gemidos. Discrimino-os um a um. Surpreendendo-me.

Ouço palavras, que fazem brotar as lágrimas acumuladas: “ até breve” Vitória, vamos ter saudades dos teus momentos, dos teus abraços e das tuas palavras. Palavras essas, que as empregavas tão bem, quando os nossos corações fraquejavam às angústias da vida”. “ Descansa em paz, estrela. Nunca nos esqueceremos de ti.” E por fim, ouço a única palavra que esperava há muito. Era ela: ” Desculpa Vitória”, se sejas feliz em outra vida , porque o mereces”.

 Imaginei os momentos que passei com a pessoa que me proferiu palavras de resignação. Senti-lhe a pulsação, forte como um abalo, um nó na garganta, e senti as suas lágrimas a trespassarem o esquife e a tocarem-me. Senti-lhe o suor nas mãos, no peito e visualizei-lhe o negro vestido justo sobre os joelhos. Os seus cabelos mal alinhados sobre os ombros e a pintura borratada que tentava disfarçar com o lenço, também ele negro, sobre a cabeça. Conseguia ver as rugas na testa a tornaram-se mais profundas, o envelhecimento momentâneo, impossível de acontecer. E reflecti sozinha, á medida que o peso de terra caía sobre mim:  

Por vezes há pequenas coisas que se tornam grandes à medida que desaparecemos. Que há pessoas que não são tomadas em conta em vida, e quando deixam de existir passam do nada a tudo, do fraco ao forte, de insignificante a herói ou heroína. Será isto uma ironia ou o peso da morte? Que os atinge como uma flexa no ponto certo onde nos colocaram um coração e começamos a ter medo de nós mesmos, da nossa mediocridade. Medo de um dia passarmos a sair do alto das nossas vidas e sermos levadas para debaixo dela, num caixão em madeira simples, que nos levará de vez para um mundo que desconhecemos e por isso, tememos. Será bom ou será mau? Uma questão que me atravessou sempre, que me corroeu a alma, quando alguém morria, novo ou velho, conhecido ou desconhecido.

Há quem diga que quando alguém morre, tem-se pena, pensa-se, fala-se dessa pessoa no momento fúnebre e depois, passado uma semana, ou mesmo um mês, esquecemos dessa mesma pessoa e passamos à fase seguinte: viver a nossa vida. Porque é curta e continua.

Eu não faço parte deste pensamento. Sempre pensei muito nas pessoas que partiam, sem me importar se ainda tinha uma vida para viver. Ao relembrar-me, era a homenagem de uma alma para outra. Um contacto. Contacto que só a minha alma entendia. E talvez, por isso, escrevo neste dia, o da minha morte, o que foi a minha existência enquanto um coração assim o quis.

Sandra Araújo

 

 

 

 

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Manhã

A manhã passou ali… toda apressada

Não me viu, e tropeçou no meu ser

Percorro esta avenida violenta e sinto-me a fugir do meu corpo

Fico ao relento, esperando a amanhã cruel de novo a aparecer

E vou queimando as imperiosas chamas, o sepulcro mortal

todo o dia, toda a noite

Sem saber o que fazer

sem saber para onde ir!

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Crónicas da Brilha: Casar ou não casar: eis a questão!

Quando era criança escrevia todos os meus livros com pena e tinteiro, de preferência à luz da vela. Esta atitude romântica foi-se perdendo com o passar dos anos. Certo que fui sempre mantendo o caderninho preto, mas a dado momento ponderamos se valerá o simbolismo, se não se torna mais fácil, mais rápido, mais económico, utilizar o imaterial, as letras digitadas à pressa numa folha de papel virtual à frente da qual me sento e que daqui a uns anos certamente não encontrarei enquanto remexer gavetas para deitar fora coisas de que já não preciso.
Na verdade, já me habituei a não usar a folha de papel.
Se fico triste? Sim. Do mesmo modo que já me habituei ao desacordo ortográfico. Mas internamente resisto no reduto do simbólico.
Passa-se o mesmo quando decidimos dar o passo em frente. Queremos as folhas das árvores a baloiçar ao vento, as gotas de orvalho a cair-nos no cabelo. E quem sabe um abraço trocado ao fim da tarde com um estranho seja o primeiro passo nesse sentido.
No fundo, não há como seguir o coração, estar em paz com as nossas decisões, e (quem sabe?) talvez demos por nós a passear calmamente num jardim que sempre foi, que há de ser e em que a luz parece estranhamente certa.
O simbolismo encontrará o seu caminho se assim houver de ser, para os que acreditam e, por muito que não se acredite no destino, certas coisas parecem tão certas como sempre assim tivessem sido escritas com pena e à luz da vela.
Ana Brilha
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Armando Frazão passou pelo Armazém

Armando Frazão

Lembram-se de vos ter perguntado se estavam preparados/as para ganharem um livro? Pois eis que é chegada a altura. Mas principalmente, é chegada a altura de conhecerem o homem por detrás do livro. Um talento na arte das palavras. Apresento-vos Armando Frazão.

(…)

A vontade de escrever só surgiu na altura em que entrou para a faculdade, “já pensava nisso de vez em quando” confessa. Diz ainda que “antes de escrever livros de ficção já tinha feito alguns manuais mais técnicos, mas definitivamente a coisa não era suficiente para satisfazer”. Ele sempre gostou de escrever pequenas estórias, ou como ele refere, “de encontrar as estórias por trás das pequenas coisas. Mas curiosamente nunca passei de pequenas crónicas, normalmente aplicadas ao mundo natural.”

O momento mágico deu-se quando, de repente, na sua cabeça se começou a formar uma estória que durante meses foi-lhe alimentando a alma. A vontade de escrever já andava a “fermentar há muito mais tempo que isso. A ideia surgiu simplesmente na forma: É a altura certa para começar/experimentar escrever!” Passar da ideia ao ato, não foi imediato, mas acabou por ser rápido. A determinada altura, Armando percebeu que estava a escrever um livro.

O seu processo de criação é mágico – “Tudo começa com um sonho…

Para ler a entrevista completa:

http://armazemdeideiasilimitada.blogspot.pt/2014/01/armando-frazao-passou-pelo-armazem.html
Armando Frazão

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Poesia da Alma

Poesia da Alma

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Sonho que me resta…

Sonho que me resta...

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2013 in review

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 22,000 times in 2013. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 8 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

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