Padre Anselmo

Há dias ouvi e vi (rtp2) Catalina Pestana falar de deus. A não ser assim, nada faria sentido, disse.

Catalina pertence ao grupo de mulheres que muito admiro. Solidária, não só no aspecto em que ultimamente se tem tornado mais conhecida- a luta contra a pedofilia. Sempre teve aquela postura de ajudar os mais novos, menos experientes, abrir-lhes horizontes e apoiar quando era preciso. Na questão de deus, não concordo com ela. Deve tratar-se da tal questão da fé. Ou se tem ou não se tem. Penso que o sentido da vida, mesmo sem deus/ses, ele existe. Viver porque sim e acabar um dia como tudo o resto nunca me impediu de encontrar um sentido para a vida, gostar de viver, e aproveitar o mundo enquanto cá ando. Dele faremos sempre parte, seja em pó, em terra, em água. Consciência disso não viremos a ter, provavelmente, mas está na cara que sim, que somos uns bichos da terra a quem vai acontecer o mesmo que aos outros.
Uma coisa é certa, este Papa Francisco para quem inventei o slogan – não acredito em deus mas acredito neste papa- tem aberto perspectivas inimagináveis para quem, como a maioria dos portugueses viveu um catolicismo castrador, estratificado em classes, com uns pobrezinhos a quem ajudava a ir para o céu.
Quanto ao papel da mulher, neste tempo, nem vale a pena falar.
Felizmente começam a vir a público vozes a que só alguns teriam tido acesso, pelos cantos de tertúlias ou em conversas de algumas universidades, jamais pelos jornais, os proscritos por uma igreja tão esquecida da mensagem de cristo. Exemplo-este Prof. e homem de Deus de Coimbra.

«A religião pode ser, tem sido e é, de facto, uma coisa e outra. Quando esmaga o ser humano, quando em nome de Deus se mata ou se impede a crítica ou o desenvolvimento das pessoas, quando em seu nome se cometem injustiças, aí a religião é opressora. E também oprimiu quando trouxe medos, com coisas como o inferno, com o impedimento da alegria a nível sexual, todo esse universo de pânico. Mas, pela sua própria dinâmica, ela é libertadora. Toda a religião arranca desta pergunta: o quê ou quem liberta e salva? Na sua raiz, ela só pode entender-se enquanto força de liberdade e libertação.»

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