PARABÉNS, MARIA TERESA HORTA.

Maria Teresa Horta nasceu em Lisboa no dia 20 de Maio de 1937.

Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Ficcionista, dramaturga, poetisa e jornalista de profissão, Teresa Horta colaborou em diversos jornais e revistas, tais como: “Diário de Lisboa”, “Jornal de Letras e Artes”, “Diário de Notícias”, “A Capital”, “República”. Chefiou a redacção da revista “Mulheres” e dirigiu o “ABC Cineclube”.

Foi militante do Movimento Feminista de Portugal.

Escreveu, com as suas companheiras de Movimento, Maria Velho da Costa e Isabel Barreno, o livro “Novas Cartas Portuguesas”, cuja temática (a exaltação do corpo, a libertação feminina e as repressões sociais), lhes causou um processo em tribunal, pela ousadia da desobediência dos códigos morais que dominavam a sociedade da época. Este livro teve larga difusão a nível internacional.

Da sua obra, destacam-se os livros: “Espelho Inicial”, “Cidadelas Submersas”, “Tatuagem”, “Amor Habitado”, “Candelabro”, “Verão Coincidente”, “Jardim de Inverno”, “Minha Senhora de Mim”, “Ambas as Mãos sobre o Corpo”, “Poesia Completa”, “Minha Mãe, Meu Amor”, “Antologia Política”, “A Mãe na Literatura Portuguesa”, “As Luzes de Leonor”, “Constança H.”, etc.

Fez parte do grupo “Poesia 61”, no qual participavam Gastão da Cruz, Fiama Hasse de Pais Brandão, Casimiro de Brito, Luiza Neto Jorge. Este movimento “Poesia 61” foi importante na descoberta de jovens talentos que viriam a ter destaque no panorama poético português.

Em 2011 recebeu o “Prémio Literário D. Dinis”, pelo romance “As Luzes de Leonor”. Este romance demorou treze anos a escrever devido à intensa pesquisa sobre a aventurosa vida de Leonor de Almeida, Condessa de Oyenhausen e Marquesa de Alorna, cuja importância na História e Cultura portuguesas foi incontestável.

Nesta homenagem a Maria Teresa Horta no dia do seu aniversário, o poema:

     A VOZ

Da tua voz
o corpo
o tempo já vencido

os dedos que me
vogam
nos cabelos

e os lábios que me
roçam pela boca
nesta mansa tontura
em nunca tê-los…

Meu amor
que quartos na memória
não ocupamos nós
se não partimos…

Mas porque assim te invento
e já te troco as horas
vou passando dos teus braços
que não sei
para o vácuo em que me deixas
se demoras
nesta mansa certeza que não vens.

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Sobre José Eduardo Taveira

Nasci no Porto. Trabalhei em diversas empresas nacionais e multinacionais, exercendo cargos directivos. Actualmente estou liberto de compromissos profissionais, usufruindo a liberdade de viver como gosto e quero. Publiquei três livros intitulados: "Juntos para Sempre","Histórias de Pessoas que Decidi Divulgar" e "Viagem ao Princípio da Vida". Os dois primeiros em Portugal e o último no Brasil.
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