Manifesto de responsabilidade
Os artigos e os respectivos conteúdos publicados neste blogue são da exclusiva responsabilidade dos seus subscritores e não vinculam de forma alguma o Sítio do Livro.
Este blogue está dedicado exclusivamente à livre participação pelos autores que publicam livros por intermédio do Sítio do Livro, o qual não exerce qualquer moderação ou interferência nos artigos aqui publicados.
Assim mesmo, pede-se aos participantes que, para não se desvirtuar o intuito do blogue, se atenham a temas do mundo dos livros e dos autores, da literatura ou, mais em geral, culturais.
SitiodoLivro.pt-
ou via feeds RSS
Quer publicar um livro?
Quem já publicou connosco
-
Artigos Recentes
- Um Conto de Amor e Infância na Pequena Aldeia de Pedras e Colinas Verdes
- AI e a sua interpretação 2#
- AI e a sua Interpretação…
- Obras de arte e de utilidade, que hoje servem para ver em qualquer Museu.
- Depois da Vela Apagada
- O Último Oleiro
- RÓMULO DUQUE
- Queria candidatar-me ao plano nacional de leitura 2020 se faz favor
- Um animal um tanto talentoso
- Como o livro “Uma lógica causa-efeito” se está aproximando do razoável
- Uma libelinha em desespero
- Nos caminhos do ser Humano (III)
- Nos caminhos do ser Humano (II)
- Convite
- “Nos Caminhos do Ser Humano”
Comentários Recentes
- Os Livros e o Cinema – CRIoula MBS em OS LIVROS E O CINEMA
- Manuel Dias da Silva em “O canto do rouxinol” – Crónicas da Brilha
- José Guerra em O Beijo
- Andrew Lace em O Beijo
- Agnes Otzelberger em A grande mãe ( de Danilo Pereira )
- José Eduardo Taveira em AUGUSTO ABELAIRA – O Triunfo da Morte
- Matheus Santos em AUGUSTO ABELAIRA – O Triunfo da Morte
- Dominic Benton em Dois poemas…
- Elisa em AS REDACÇÕES DO CARADANJO
- romuloduque em Queria candidatar-me ao plano nacional de leitura 2020 se faz favor
- Pedro Machado em GAGO COUTINHO E SACADURA CABRAL – Primeira travessia aérea do Atlântico Sul
- Engrácia Rodrigues em Um animal um tanto talentoso
- Ariane em O milagre de Eir ( de Danilo Pereira )
- VOLTAIRE – Tratado sobre a Tolerância — Blogue dos Autores | O LADO ESCURO DA LUA em VOLTAIRE – Tratado sobre a Tolerância
- ERNEST WIECHERT – ‘FLORESTA DOS MORTOS’ – O testemunho sobre o terror nazi — Blogue dos Autores | O LADO ESCURO DA LUA em ERNEST WIECHERT – ‘FLORESTA DOS MORTOS’ – O testemunho sobre o terror nazi
Categorias
- eventos (6)
- Notícias (10)
- Notícias, eventos (43)
- Novidades, lançamentos (54)
- Opiniões (11)
- Opiniões, testemunhos (98)
- testemunhos (7)
Arquivo
- Agosto 2024 (1)
- Janeiro 2024 (2)
- Setembro 2022 (1)
- Junho 2022 (3)
- Dezembro 2019 (1)
- Julho 2019 (1)
- Maio 2019 (1)
- Maio 2018 (1)
- Abril 2018 (4)
- Março 2018 (4)
- Fevereiro 2018 (7)
- Janeiro 2018 (5)
- Dezembro 2017 (10)
- Agosto 2017 (3)
- Maio 2017 (1)
- Fevereiro 2017 (2)
- Janeiro 2017 (1)
- Novembro 2016 (3)
- Outubro 2016 (5)
- Junho 2016 (1)
- Maio 2016 (3)
- Abril 2016 (2)
- Março 2016 (1)
- Fevereiro 2016 (1)
- Janeiro 2016 (3)
- Outubro 2015 (1)
- Setembro 2015 (2)
- Agosto 2015 (5)
- Julho 2015 (1)
- Junho 2015 (9)
- Maio 2015 (7)
- Abril 2015 (27)
- Março 2015 (8)
- Fevereiro 2015 (3)
- Dezembro 2014 (2)
- Novembro 2014 (1)
- Outubro 2014 (3)
- Setembro 2014 (4)
- Agosto 2014 (4)
- Julho 2014 (2)
- Junho 2014 (5)
- Maio 2014 (9)
- Abril 2014 (10)
- Março 2014 (19)
- Fevereiro 2014 (36)
- Janeiro 2014 (4)
- Dezembro 2013 (5)
- Outubro 2013 (8)
- Setembro 2013 (4)
- Agosto 2013 (1)
- Julho 2013 (4)
- Junho 2013 (5)
- Maio 2013 (15)
- Abril 2013 (19)
- Março 2013 (13)
- Fevereiro 2013 (20)
- Janeiro 2013 (23)
- Dezembro 2012 (19)
- Novembro 2012 (24)
- Outubro 2012 (30)
- Setembro 2012 (26)
- Agosto 2012 (32)
- Julho 2012 (27)
- Junho 2012 (41)
- Maio 2012 (47)
- Abril 2012 (39)
- Março 2012 (38)
- Fevereiro 2012 (45)
- Janeiro 2012 (56)
- Dezembro 2011 (38)
- Novembro 2011 (56)
- Outubro 2011 (83)
- Setembro 2011 (54)
- Agosto 2011 (38)
- Julho 2011 (43)
- Junho 2011 (50)
- Maio 2011 (43)
- Abril 2011 (10)
- Março 2011 (8)
- Fevereiro 2011 (9)
- Janeiro 2011 (16)
- Dezembro 2010 (4)
- Novembro 2010 (7)
- Outubro 2010 (5)
- Setembro 2010 (2)
- Agosto 2010 (4)
- Julho 2010 (4)
- Junho 2010 (6)
- Maio 2010 (2)
Os nossos bloggers
- antoniapalmeiro
- araujosandra
- catiapalmeiro
- Clemente Santos
- cmanuelsimoes
- Cristina Rodo
- danarts
- danielsmile15
- Armando Frazão
- dulcerodrigues
- fernandojer
- gilduarte
- inesartista
- Intermitências da escrita
- jacques miranda
- José Guerra
- José Eduardo Taveira
- jsola02
- Lou Alma
- luizcruz1953
- macedoteixeira
- maria joão carrilho
- Marifelix Saldanha
- martadonato
- modestoviegas
- mpcasanova
- nunoencarnacao
- Nuno Gomes
- oflmcode
- orlandonesperal
- paulopjsf
- Pedro Nunes o B)'iL
- projectosos
- ritalacerda
- rodrigolvs
- Rómulo Duque
- rosalinareisgmailcom
- saalmeida
- SitiodoLivro.pt
- taniamarques241
- vanessaoleal
- vpacheco44
- withinthegalaxy
As últimas publicações
Ligações que recomendamos
Os nossos Autores
Os nossos e-books
Todas as nossas publicações
Crónica da Brilha – “A banda dos tristes”
Deram ao Homem o engenho de poder fabricar uma faca e ele aprendeu a cozinhar e a caçar. Certo é, porém, que parte deles aprendeu também, não se sabe por que artes, a usar esses utensílios contra os seus semelhantes. Tudo depende, pois, da mão e do carácter por detrás dos instrumentos que são colocados ao nosso dispor.
Depois de ver uma imagem que circulava em notícias, blogs e redes sociais, de certa notável e nobre personalidade pousando orgulhosamente para a fotografia defronte do troféu que acabava de matar, compreendo a onda de indignação que se gerou.
Apesar de ser defensora acérrima das tradições, não posso aceitar qualquer delas que implique trazer a morte ou o sofrimento – seja ele físico ou psicológico – a outro ser. Não posso aceitar que sob as vestes da diversão se oculte um acto cobarde e violento.
Revoltamo-nos contra a excisão, o apedrejamento, a pena de mão cortada. E contra a chacina inútil de um ser que mal se pode defender contra armas de fogo?
Orgulharmo-nos de, usando todos os engenhos de que nos rodeámos para supostamente nos afastar da nossa bestialidade, ser o mais prolífico dos vírus, e eis-nos ainda mais em contacto com ela ao valermo-nos de apensos para melhor afirmar a nossa superioridade sobre os irmãos com quem partilhamos este pedaço de terra em que vivemos.
O que nos distingue deles? Não sei bem. Ensinaram-me que seria a linguagem, mas alguns deles sabe-se hoje que também comunicam. Ensinaram-me que seria a alma intangível, mas se formos olhar à genética somos feitos da mesma matéria.
Certo é que não há qualquer honra em provocar sofrimento, não há qualquer vitória em recorrer a subterfúgios, superioridade numérica ou trapaças para quebrar as regras.
Diferente é a necessidade da sobrevivência do gáudio inútil de um troféu morto. Não há silêncio que pague este desequilíbrio.
Matar por prazer, por cobiça, e não por necessidade de sobrevivência, cria mártires e é um ato tão desumano que nem as bestas ousam tal coisa.
Se pretendemos julgar-nos superiores nestes esforços de passar o tempo, que o façamos com as nossas presas, com as nossas garras, e não com uma inteligência maior que fica muito a dever à superioridade moral.
Não vou comentar a mui nobre tradição da tourada que desde a celeuma de Barrancos não mereceu ainda um minuto de descanso, não vou opinar sobre os safaris em que se deixa tombar um animal inocente para ter mais um pinchavelho para pendurar na sala. A falta de sentido de tudo isto é não haver espaço para a verdadeira misericórdia que é deixar viver quem nos deixa viver.
O que justifica esta luta contra natura? Que motivo é este, que desconheço, que nos confere este poder sobre os animais?
O preço deste desequilíbrio que fomos virulentamente imprimindo à terra pagamo-lo todos os dias desde que nos fomos afastando da nossa verdadeira essência, seres alquebrados, frágeis, doentes, que lançam ao alto as suas culpas, certos de que não se importam com a herança que um dia hão de deixar.
Nesta sofreguidão de consumismo, somos talvez o mais triste dos animais, anjo caído do paraíso, roído de inveja desses tempos em que caminhávamos intimamente ligados ao ciclo das estações.
Seja como for, o que não posso é perdoar essa cobiça de matar sem porquê, por isso aqui deixo, em sinal de protesto, as sábias palavras de Vicente Sanches e que rezam mais ou menos assim: há por aí muitas pessoas podres, sujas e lazeirentas e que não habitam em baixo mas em cima da terra.
Ana Brilha
Esta entrada foi publicada em Sem categoria. ligação permanente.



