Angola no coração, Angola em poesia – Apresentação FNAC – 9 de Março

Angola no coração, Angola em poesia - Apresentação FNAC - 9  de Março

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Angola no coração, Angola em poesia – Apresentação Arquivo – 8 de Março

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O Cérebro da Biosfera

O European Brain Council definiu 2014 como o Ano Europeu do Cérebro.

“Mais de 200 organizações, que representam pacientes, cientistas e profissionais da área da saúde e da investigação farmacêutica, associam-se a este projecto que pretende sensibilizar os cidadãos e desafiar a sua forma de pensar em relação às questões ligadas ao Cérebro.” – Nelson S Lima

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“A Governança Global do planeta e a dos Países não são sistemas orgânicos, não está organizada como tal e nem respeita a integridade da nossa Biosfera. Essa sim, é um sistema orgânico complexo e multifacetado, onde o Homem habita, sem a mínima ideia de qual a Inteligência que a Governa.

Será o Homem apenas um sistema orgânico com Vida no meio de uma multitude de outros seres orgânicos com Vida?

Os últimos dados científicos estimam que 8,7 milhões de espécies diferentes habitam a nossa Biosfera (estão excluídos os vírus e as bactérias), das quais o Homem é apenas uma. No entanto, até ao momento apenas foram catalogadas 1,2 milhões de espécies. Todas estas espécies com triliões de seres vivos habitam uma fina camada de 15 Km de espessura num planeta esferoide com cerca de 14.000 Km de diâmetro. Toda a Inteligência Viva deste planeta e do Universo se encontra aqui, alimentada por uma única fonte de energia, o Sol.

Por várias vezes, nos meus textos, tenho realçado que a Terra é o único planeta com vida do Universo, conhecido até ao momento, e o único onde habitam Seres Humanos Inteligentes e Racionais, os únicos que possuem a capacidade de se projetarem no Futuro e de planearem as suas ações no tempo e no espaço.

Pois bem, sendo assim o Homem tem a dupla responsabilidade de gerir com Sabedoria o seu Futuro e o da Biosfera, pois é a única entidade viva capaz de o realizar.

Já imaginou que a Terra pode ser encarada como o Biotério do Universo?

No caso do Homem, um dos organismos mais complexos, é constituído por cerca de 100 triliões de células, no conjunto de todos os órgãos, capazes de executar 500 quatriliões de reações químicas por segundo. Nesta cadeia de reações químicas é gerada a energia química suficiente para manter a VIDA por muitas dezenas de anos. Tal como no Homem, em muitos outros organismos vivos, a energia solar tem uma influência fulcral na manutenção dessa VIDA. As últimas informações científicas indicam que apenas 10% destas células (10 triliões) representam ser células humanas. As restantes 90 triliões, que habitam o nosso corpo, são vírus, bactérias e outros microrganismos (leveduras, fungos, etc.).

O que podemos constatar é que esta comunidade de milhões e milhões de células, mesmo distintas, organizadas em órgãos e sistemas funcionais, conseguem congregar-se harmoniosamente para ‘produzir’ um SER Inteligente com sentido de Futuro, com ritmos e ciclos vitais únicos e diferentes dos outros seus semelhantes. Por outro lado, não temos consciência quando nascemos, mas temos consciência que vamos morrer um dia, algo que os outros animais não possuem.

No caso do Homem, assim como noutros animais, ele possui um órgão especial, o CÉREBRO (com cerca de 100 biliões de células), coadjuvado pelos órgãos dos sentidos, responsável pela Inteligência, Consciência, Razão, Pensamento, Emoções e outras atividades superiores da VIDA INTELIGENTE E RACIONAL.

A este sistema organizacional e funcional, energeticamente eficiente, podemos chamar de ORGANIZAÇÃO ORGÂNICA com um funcionamento eficaz e eficiente, perante todas as adversidades, internas e externas.

O mesmo se passa com as outras espécies, com outras nuances orgânicas. Logo, o conjunto integrado na Biosfera funciona como um SISTEMA ORGÂNICO por excelência, governado pelas leis da VIDA e por todos os ciclos e ritmos da Biosfera e dos Seres que a habitam, com todas as interdependências, simbioses e sincronismos, sob a influência do Sol, da Lua e do Universo.

No entanto, a Inteligência Racional e Emocional dos atuais 7 biliões de Seres Humanos, não conseguiu (até ao momento) compreender, aceitar e desenvolver um Sistema Orgânico de Governança.

Pelo contrário, aquilo que o Homem tem feito é desenvolver e criar sistemas mecânicos e eletrónicos artificiais que são impostos à organização global como as vias para uma ‘boa’ organização. Ora esses sistemas mais não são do que o resultado da Inteligência Humana desfocada da realidade da VIDA, como ela é no seu verdadeiro funcionamento orgânico, com ciclos e ritmos diferenciados, movidos a energia química.

Estamos a viver uma Era (Antropoceno), onde a Inteligência, Racionalidade e Emoção Humanas não representam, por vontade de alguns (poucos) imposta sobre os outros, elementos que um Ser Humano carrega em si como algo VITAL GLOBAL, gerador de reações harmoniosas que deem sentido integrado e funcional a este CORPO do Universo, que é a Terra.

Por outras palavras, a nossa INTELIGÊNCIA não está a tomar um sentido de Futuro. Está a seguir um caminho que cada vez mais Seres Humanos não compreendem como natural, nem pretendem que seja seguido. O facto de não saberem na totalidade o caminho a seguir, não impede que tenham a intuição de saber que não querem ir por aí, tal como no ‘Cântico Negro’ de José Régio:

“Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,

Ninguém me peça definições!

Ninguém me diga: “vem por aqui”!

A minha vida é um vendaval que se soltou,

É uma onda que se alevantou,

É um átomo a mais que se animou…

Não sei por onde vou,

Não sei para onde vou

Sei que não vou por aí!”

A meu ver, seria suposto que os cérebros de todos nós, Seres Humanos, juntos pudesse representar um somatório de Individualidades que se congregam numa INTELIGÊNCIA GLOBAL MULTIFACETADA capaz de gerir este CORPO GLOBAL e representar o CÉREBRO da BIOSFERA.

Mas até no Sistema Educacional o Homem está a seguir o caminho errado para a formação de Seres Humanos cada vez mais conscientes do seu papel e da sua função no Universo. Nas palavras de Sir Ken Robinson, estamos a seguir um sistema mecanicista em vez de desenvolvermos uma Educação de cariz orgânico onde os Professores serão os ‘Agricultores’ e os Alunos as diferentes ‘culturas’ que devem ser acompanhadas com zelo, sabedoria, dedicação e motivação.

Será que nos vamos tornar meio-robots que respondem por impulsos eletrónicos binários, desprovidos de emoções Humanas, sobre as quais deveríamos aprender a gerir?

Muitos de nós já se aperceberam que se for retirada essa ‘imposição’ ou ‘ordem’ de alguns, na Organização Global, a VIDA segue o seu caminho mais Humano e sabedor do seu papel. Chama-se DESPERTAR, ou seja, o impulso capaz de congregar outras inteligências em objetivos comuns, com um sentido de Futuro de VIDA.

A questão principal e fundamental prende-se com a identificação dos propósitos dessa VIDA. Cada um de nós, Ser Humano, é capaz de se identificar com os demais se tiver a Educação, a Empatia e Formação adequadas para o fazer.

Aquilo que nós vemos, sentimos e rejeitamos acontece pelo facto de uma grande maioria de Pessoas, Seres Humanos como nós, a passar privações, humilhações, agressões e exclusões indignas para Seres Humanos. E, quem tem o PODER e a capacidade de interferir, para resolver e acabar com essas indignidades Humanas, refugia-se em argumentos de inteligência duvidosa e desfocada do sentido da VIDA.

Ora esta situação gera um sem fim de desequilíbrios emocionais e fisiológicos muito negativos, que influenciam os genes (Epigenética) e que ajudam a perpetuar tudo o que de mau o ser Humano deve evitar.

Mas então, onde estão as tão faladas Inteligência, Racionalidade e Emoção Humanas dignas de Seres Superiores? Pelos vistos alguns só respondem a impulsos eletrónicos e se julgam Homens. Seres Humanos não são seguramente.

Todos reconhecemos os desenvolvimentos científicos e tecnológicos em todas as áreas do saber, como sendo importantes para potenciar a compreensão e capacidade Humanas no desenvolvimento da Inteligência Global Sustentável (IGS). Porém, falta-nos a ousadia, criatividade e sabedoria de a aplicar a TODOS para conseguirmos viver em harmonia. Provavelmente não seriam necessários tantos recursos como aqueles que são mal utilizados para coisas supérfluas e sem Futuro, que se tornarão lixo num ciclo de vida muito curto.

Seja na Educação, na Saúde, na Energia, na gestão da Água e dos Alimentos, elementos essenciais à VIDA, é possível e desejável que cada vez mais Seres Humanos concentrem os seus esforços para resolverem de forma INTELIGENTE todas as carências que se verificam atualmente.

Torna-se evidente que os privilégios de alguns não fazem sentido neste contexto. Igualmente, não faz sentido que alguns (poucos) detenham a posse de recursos que são de todos. As hierarquias de Poder não se aplicam a recursos naturais que pertencem à Biosfera, e, por conseguinte a TODOS os Seres da Biosfera. Muito menos faz sentido que matérias fundamentais à VIDA de Seres Humanos Inteligentes, Racionais e Emocionais, com sentido de Futuro, lhes sejam negadas, como se fossem indignos delas.

Caso o Homem não consiga, consciente ou inconscientemente, desenvolver-se interior e exteriormente, como um CORPO GLOBAL INTELIGENTE, continuando a rejeitar uma parte dos seus semelhantes por os considerar ‘inferiores’ e sem as mesmas oportunidades que os demais, estará a amputar-se de um órgão fundamental que não lhe permitirá caminhar para o Futuro como Humanidade, e o CÉREBRO da BIOSFERA estará subdesenvolvido. Ou seja, nunca conseguirá desenvolver, verdadeiramente, uma INTELIGÊNCIA SUPERIOR identificada com o Universo (Inteligência Universal).”

Alfredo Sá Almeida                                                                                       8 de Março de 2014

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Mulher tudo (homenagem ao Dia Internacional da Mulher)

Raramente ele se atrasava. Ela também. Não havia trânsito, chuva, greve de ônibus, nada. Dezoito horas e quarenta e cinco minutos estava em casa. Mesa pronta e caprichada; toalha xadrez azul – uma toalha de tecido. Copos simples, aqueles americanos mas sempre muito bem lavados. Os pratos de Marinex azul-bic virados de boca para baixo; um par, cada um de um lado da mesa com um guardanapo de papel toalha dobrado em triangulo e os talheres, aqueles de cabo branco de plástico, ladeando o prato. Na mesa ainda tinha paliteiro de pinguim e saleiro “cisne”, um vidro de maionese Helmanns donde se viam algumas sementes continha uma pimenta feita em casa. Sobre o pote, uma pedaço de papel alumínio cobria e nela repousava uma colher fina e comprida, parecida com aquelas que se utilizam para os copos de suco.  Uma lata de azeite “Maria” e, a complementar, um farinheiro de madeira clara com manchas escuras naturais e outras provenientes de seu uso e que dentro havia, também, uma colher só que de madeira e farinha de rosca devidamente elaborada com o esfarelado de pão francês temperado com pedacinhos de manjericão fresco. Receita de família. Os móveis da cozinha eram de aço. Móveis vermelhos com puxadores cromados. O fogão antigo tinha asas e sobre suas grelhas haviam umas panelas, uma delas, prateada, já um tanto quanto manchada de preto e com marcas de amassado. Dela exalava um aroma característico de frango temperado com alho, cebola e vinagre, cujo preparo já havia iniciado. Na outra panela um pouco menor, arroz já lavado esperando para ser mexido no ponto de fritura. Em poucos instantes, os aromas se misturam pois começam a exalar aquele cheiro de cebola fritando e aquele barulho característico.

Eis que, um barulho da porta da rua se abrindo quebra toda a sinfonia da cozinha. Em seguida, um outro de chave sendo guardada no porta-chaves, e passos em direção da mulher. Aquele beijo estalado e logo mais um barulho característico da abertura de porta do quarto seguido de molas da cama. Algo ritmado nos barulhos, talvez indicando que estava tirando a bota, o sapato ou as meias, algo assim.

Outro barulho de cama demonstra que se levantou. Porta do banheiro se abrindo e fechando, barulho de porta de box , um guinchado de torneira sendo aberta e depois de água, chuá, era o chuveiro.

Na cozinha o arroz borbulhava e nele estava se colocando a última conta de água que iria secar. Um colher se põe se banha no caldo do arroz, é assoprado e colocado cuidadosamente na boca para testar o sal. A outra panela, o frango já no ponto de dourado, inicia aquele processo de fritura, donde os pedacinhos vão grudando no fundo e é importante ficar mexendo constantemente. Ela levanta, vai ao banheiro, recolhe a toalha, a cueca e providencia-as nos devidos lugares.

Ele aproxima-se da mesa, senta-se, estava de pijama, cheiro de boa colônia. Conversa qualquer coisa. Vira o prato de cabeça para cima e aguarda ser servido. A mulher coloca o arroz, com a colher, amassando-o, ocupando todo o prato. Pega a panela de frango: uma coxa, uma sobre coxa e um pedaço pequeno de peito. Um pouco de molho do frango sobre o arroz. Ele providencia a pimenta, farinha, azeite. Ela monta o seu prato e come devagar, quase sem fome.

Ele come, lenta e elegantemente, pegando os talheres e deixando o dedo mindinho de fora. Termina o prato e ainda se esforça para caçar o último grão de arroz, forçando o garfo sobre o mesmo. Limpa os lábios com o guardanapo que está ao lado. Pega o palito, coloca na boca e segue o ritual de passar a madeirinha entre os dentes, mordendo de vez em quando.

Nada de café. Uma espera silenciosa e a esposa tira o prato, deixando no lugar pouca coisa. Talvez fazendo companhia para aquele homem que, em seguida, levanta-se e vai até a sala, em seu lugar predileto, assistir a TV.

Ele não percebe que em seu pijama repousa uns grãos de arroz e uma mancha de pimenta que será lavada no dia seguinte. Ele ajeita as almofadas, senta, pega o controle remoto, liga, ajusta o canal, prega o olho na tela por cinco ou talvez dez minutos e chega o sono; um cochilo.

A mulher se aproxima da sala depois de desfazer-se da louça, da mesa e das coisas de mulher, de mãe, de dona-de-casa, de esposa.

Senta na sala, acompanha a TV em sua novela predileta, enquanto o homem ronca.

Logo mais a novela acaba e ambos vão para o quarto.

Definitivamente, a rotina existe mas a mulher é tudo.

Parabéns a você, mulher-tudo.

 

Jacques Miranda é escritor brasileiro, morador de São Paulo.

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Nova página de autora

Agora já podem visitar a minha página de autora no facebook e ficar a saber mais sobre o meu trabalho.

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Angola no coração, Angola em Poesia – Publicidade de rua na cidade de Leiria

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a propósito de títulos

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Angola no coração, Angola em poesia – AGENDA FNAC

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Apoios – Pull Over – Pronto-A-Vestir – Leiria

A Pull Over – Pronto-A-Vestir Leiria associou-se ao evento e patrocina o vestuário para os eventos da apresentação da obra. Uma digníssima loja de Leiria, com as melhores marcas, peças únicas.Image

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Angola no coração, Angola em poesia

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