Díptico poético III

Encerrando a pequena série poética, de textos que ainda não haviam visto a luz da publicação, que temos vindo a postar neste espaço, aqui ficam mais dois poemas de nossa autoria:

 

«NOITE DE INVERNO»

 

Noite de Inverno em minh’alma,

Faces gélidas, frias de amargor;

Noite de breu, mar de calma,

Triste ser, sem amor!

 

Morte em vida, atroz degredo,

Férreas grilhetas, desolação;

Dor pungente, firme segredo,

Carpir amargurado de pobre coração!

 

Ah…

Solidão!

Castigo inenarrável!

Esperança falha,

Horizonte vago,

Vida sem rumo,

Alma condenada…

 

É triste

Saber

Que se não terá

Nunca

Na vida

O dulcíssimo afago

Dum ombro terno!

 

Ah, desolação, desesperança,

Desespero, aflição…

É o fim!

Que mais há?

Nada, nada…

 

Noite de Inverno,

noite de ocaso,

Vida de inferno,

destino de acaso…

(Até quando?)

 

——————————————————-

 

«TOADA À MINHA ALDEIA»

 

Minh’aldeia, tão singela,

Encastoada em rudes penedias,

Supremo encanto da serra bela

No rememorar d’antigos dias!

 

Sublime tela de exímio pintor:

Igrejinha alva, vicejante natura,

Almas sinceras, plenas d’amor,

Cantando louvores à terra pura!

 

E, quando dela me ausento,

Fundo vem a saudade bater,

Tangendo ais dolentes dum lamento

 

Que é clamor de incontida afeição,

Do mais acrisolado apego,

Àquela aldeia… do meu coração!

 

Diogo Figueiredo P. D. Ferreira

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