Díptico poético II

Dois outros poemas de nossa autoria, que aqui expomos.

 

«BEM DIZIAM… (BENDITA!)»

 

Bem diziam os meus amigos

Que a não olhasse…

E eu… olhei-a!

 

Bem me preveniram eles

Que a não seguisse…

E eu… segui-a!

 

Firmemente me aconselharam

A que lhe não falasse…

E eu… falei-lhe!

 

Quase em súplica

Me disseram que a não amasse…

E eu… amei-a!

 

Hoje…

Que me ela deixou

Só…

Me dizem eles,

Os meus amigos:

«Nós bem dissemos!».

 

E eu lhes respondo:

«Pois se me fosse dado agora

Reviver tudo o que passou outrora,

Seria idêntico o caminho

Por mim tortuosamente percorrido!

De todas as amarguras sofridas

E das muitas dores infligidas,

Extraí eu, ao cabo,

A divina quinta-essência das mercês humanas,

Que, maugrado a agonia da separação,

Me há-de guiar, como luzente farol,

Por todos os demais dias da minha existência!

Isso lhe devo,

A ela!

Por tal razão,

Para mim,

Há-de ser sempre

BENDITA!».

 

———————————————–

 

«SEXTILHA (pour elle

 

Dias do meu pranto sem fim,

Instilado por pungente desgosto;

Apartar-se-me a vista de ti, que foste

(Bem o sabes!),

Na minha vida inteira,

A palavra mais bela do meu pensamento!

 

Diogo Figueiredo P. D. Ferreira

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