Um novo poema: «Teu Retrato»

Aqui deixamos, hoje, um novo poema de nossa autoria:

 

«TEU RETRATO»

 

Como me fere a saudade
De teu olhar bendito:
Aqui te rogo, por caridade,
Guardes no peito meu escrito!

 

Ante ti confesso, admito:
Funda emoção não contenho,
Todas as vezes que miro, contrito,
Teu lindo retrato encastoado em estanho!

 

Imagem bela de quando te conheci,
Formosa, sorridente, como ainda és;
Mirando-a, vejo quanto perdi,
Arroja-se minha pobre alma a teus pés!

 

Penso muito, talvez demais,
Que ainda és para mim,
Porque ao olhar-te todos os dias, iguais,
Sinto que comigo permaneces assim!

 

Mas o que me mais dói
É o aperceber-me de que não é tal;
E o mendigo que teu retrato ver sói
É misérrimo condenado esperando o final!

 

Que tortura, meu Deus, que tristeza,
Mas também que alegria, que felicidade!
Sensações desencontradas de teu retrato, firme certeza
De comigo ter-te por toda a eternidade!

 

Diogo Figueiredo P. D. Ferreira

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