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Um novo poema de nossa autoria:
PALAVRA NÃO DITA
(soneto)
Palavra não dita:
Por timidez, por temor?
Trazes-me hoje a desdita
Que cobre meu peito de dor!
Palavra que no silêncio se quedou,
Que nunca foi ouvida por minha amada!
Silêncio ignóbil – e meu peito assim ficou,
Triste, opresso, imerso no nada!
A todos aqueles que palavras têm a dizer:
Perdei o medo, soltai a fala,
Não vos arreceeis de viver!
Melhor é ser a palavra falada;
Caso não, foge-nos o tempo, escapa-nos o amor,
E só nos resta… uma cruz amargurada!
Diogo Figueiredo P. D. Ferreira
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