Novamente respigamos da nossa página de Facebook um modesto poema de nossa lavra:
«A TI… (?)»
A ti…
Pergunto: a quem?
Sim, a quem
consagrar
os mais meigos carinhos,
os mais enternecedores afagos,
os mais ternos beijos,
a chama viva, fúlgura
dum amor incontido…
A quem?
A ti…
Mas… a ti, quem?
A ti, esperança abençoada
Da minha imaginação tão desalentada,
A ti, expressão do meu puro ideal,
Que todos os dias erijo
em sacrossanta imagem,
Porém que só de irrealidade
e sonho
formada…
A ti…
Ou será a ti,
Sim, a ti, realidade bem tangível,
Que não deusa sonhada, mas musa terreal,
A ti, que existes, mas não para mim,
A quem ditou a sorte fosses privilegiar outrem,
Dar-lhe a suprema ventura do teu puro amor,
A outrem… que não a mim!
A ti…
De novo a interrogação maldita: a quem?
Pois se uma não existe,
E outra não mais poderá existir para mim,
É corolário lógico
Da fatalidade da vida
Que seja este poema
Dedicado a…
Ninguém!
Diogo Figueiredo P. D. Ferreira


