Continuando na poesia: «Solidão»

Prosseguindo – temerariamente, decerto – as nossas experiências poéticas, aqui expomos, hoje, o seguinte:

 

SOLIDÃO

 

Solidão

desventura

de quem

não pode

ir mais

além

 

Solidão

por lhe

faltar

o amparo

que

qualquer um

busca

no mundo!

 

Solidão

tão triste

por

não ter

a quem

consolar

de suas

pungentes

mágoas!

 

Solidão

desventura

de ninguém

escutar

seus ais

dolentes!

 

Solidão

duma vida

que quis o fado

fosse

assim

deserta

ausente!

 

Solidão

sempre

tão só

quem sabe

um dia…

?

 

(27-XII-2013)

Diogo Figueiredo P. D. Ferreira

[P. S.: Apesar, ainda uma vez mais, de nos arredarmos do tema a que subjaz a presente publicação, não podemos, em hora de luto para Portugal, deixar de consignar, aqui, uma modestíssima e humilde palavra de evocação do nosso grande Eusébio – glória maior do futebol português, digníssimo representante do nome do país além-fronteiras, embaixador por excelência da portugalidade, a ele devemos, incontestavelmente, o maior e mais sincero preito de homenagem. Fica, pois, a nossa sentida recordação, e o penhor imarcescível da nossa incontida admiração por quem, de forma tão brilhante, soube dignificar o nome de Portugal. O seu exemplo será perene.]

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