Um poema recente: «Adeus»

O que aqui se plasma hoje é uma recente experiência poética do autor – ou, se se quiser, a prova insofismável de que voltámos a recidivar neste género literário, onde, até ao momento, nunca nos afoitámos a dar passadas muito largas… Talvez que o que aqui se posta agora seja, no fim de contas, uma reprovável temeridade… Ou talvez que o não seja assim tanto… Ao leitor se deixa, como de uso, o avisado e definitivo parecer sobre o seu merecimento.

 

«Adeus»

Adeus

Palavra infame

Quisera eu arredá-la

do meu vocabulário,

Atirá-la sem perdão ou misericórdia

Para o mundo das coisas relegadas!

Adeus

Palavra triste

Que o coração me oprime sem piedade,

Como se fora eu um ser tão reles

Que castigo assim merecesse!

(Meu Deus!)

Adeus

Palavra amiga (?)

Que me faz, a certa altura, crer

(Enganadoramente?)

Que, para nós, poderá ainda haver

Amanhã…

Adeus

Palavra benfazeja

Que me suaviza a alma perdida,

magoada

(tão triste!)

Com a certeza de que voltarás

Um dia!

Um dia

Peço a Deus

Que tu voltes, dizendo

Que estás aqui, e nunca partiste,

Que sempre estiveste,

e estás, e estarás,

E será, então,

Para sempre,

Graças

a Deus!

Adeus!

Diogo Figueiredo P. D. Ferreira

[P. S.: Posto que a destempo do conteúdo desta nossa publicação, não queremos, ainda que telegraficamente, deixar de consignar, nesta sede, a mais sincera e sentida expressão do nosso pesar pelo falecimento de um Homem ímpar – Nelson Mandela. A Humanidade apartou-se de um dos seus filhos mais notáveis, que chora com imensa saudade e dor. Porém, o seu perenal exemplo, rútilo e nobre como só os seres humanos de excepcional dimensão são capazes de legar, cintilará para todo o sempre, iluminando esperançosamente os caminhos do porvir. Penitenciamo-nos por mais não dizermos sobre alguém que tanto mereceria que sobre ele disséssemos mais, imensamente mais! Porém, é-nos escasso o tempo para redigir um texto minimamente condigno que honrasse a sua memória. Mas, além disso, pensamos que a magnitude moral e humana da lição de Mandela não será exprimível em simples palavras. Tais exemplos praticam-se, concretizam-se em actos. Assim o fez Mandela. Por tais razões, a melhor homenagem que lhe podemos render ainda vem a ser a recordação que dele conservamos na nossa memória, e que nunca por nunca poderemos olvidar!]

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