Mais uma incursão pela poesia: «Folha de Outono»

Eis aqui uma outra experiência poética a que, em certo dia outonal, em que a força transformadora do tempo ia já cambiando os tons ridentes do Estio por aqueloutros, quiçá mais nevoentos, do Inverno, a minha pena se permitiu:


«Folha de Outono»

Folha de Outono

Que cai na estrada,

Tolhida de sono,

Esfuma-se em nada.

Maldito torpor

Que lhe furta o viço,

Amargurado amor,

Inacabado esquisso.

Lágrimas de um hoje que o não é,

Cinzas de um ontem que o não foi,

Súplicas instantes de Fé,

Saudade que, plangente, dói!

Diogo Figueiredo P. D. Ferreira

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