Aquivos por Autor:

Sobre jsola02

quando me disseram que tinha de escrever uma apresentação, logo falar sobre mim, a coisa ficou feia. Falar sobre mim para dizer o quê? Que gosto de escrever, (dá-me paz, fico mais gente), que escrever é como respirar, comer ou dormir, é sinal que estou vivo e desperto? Mas a quem pode interessar saber coisas sobre um ilustre desconhecido? Qual é o interesse de conhecer uma vida igual a tantas outras, de um individuo, filho de uma família paupérrima, que nasceu para escrever, que aos catorze anos procurou um editor, que depois, muito mais tarde, publicou contos nos jornais diários da capital, entrevistas e pequenos artigos, que passou por todo o tipo de trabalho, como operário, como chefe de departamento técnico, e que, reformado, para continuar útil e activo, aos setenta anos recomeçou a escrever como se exercesse uma nova profissão. Parece-me que é pouco relevante. Mas, como escrever é exercer uma profissão tão útil como qualquer outra, desde que seja exercida com a honestidade de se dizer aquilo que se pensa, (penso que não há trabalhos superiores ou trabalhos inferiores, todos contribuem para o progresso e o bem estar do mundo), vou aceitar o desafio de me expor. Ficarei feliz se conseguir contribuir para que as pessoas pensem mais; ficarei feliz se me disserem o que pensam do que escrevo… José Solá

O consultório do dr Zezinho

Primeiro, – e logo que desci da camioneta de passageiros, – fui procurar o largo da morada do consultório do médico que me tinham recomendado. Foi fácil, pois havia dois largos separados por uma pequena igrejinha, mais propriamente uma ermida … Continuar a ler

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Mertre marceneiro

Das minhas andanças pela vida, ainda rapazola, passei pela oficina de mestre marceneiro, ou mestre Luís para os aprendizes, e para os amigos. Mestre Luís tinha uma pequena oficina numa garagem de rua, dessas que têm apenas uma entrada e … Continuar a ler

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Portugal, Alemanha, e um nadinha de História

No dia 11, sábado passado, ia eu metido na manifestação, ali por meio da rua do Ouro, quando me veio à cabeça o insólito argumento de um tal senhor ministro (ou lá o que o homem seja) alemão, sobre a … Continuar a ler

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Texto encontrado no meu sótão

ENTRE AS MUITAS COISAS QUE TENHO ESCRITO E QUE NUNCA VÃO SER PUBLICADAS (POR FALTA DE INTERESSE COMERCIAL, COMO DESCRIÇÃO DAS MAMAS DE UMA QUALQUER AMANTE DE UM IMPORTANTE PRESIDENTE DE CLUBE DE FUTEBOL, POR EXEMPLO), PARTILHO COM VOCÊS ESTE … Continuar a ler

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A anedota

NÃO SOU GRANDE FÃ DE ANEDOTAS, MAS ESTA, (QUE PARA MUITOS JÁ TEM “BARBAS”) TALVEZ DESPERTE A VOSSA CURIOSIDADE, PORQUE TEM UMA CERTA MORAL… Na madrugada gelada da Lapónia, com flocos de neve a alcatifar o chão da floresta, um … Continuar a ler

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Direitos adquiridos

Direitos adquiridos COMO CIDADÃO, NÃO SEI QUAIS SÃO OS MEUS DIREITOS ADQUIRIDOS Alguém desse lado, importa-se de me explicar do que se trata? É que, no que me toca, sinceramente não faço a mínima ideia do que falam. Sei sim … Continuar a ler

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A cultura do caleidoscópio, ou:

A CIDADE EUROPEIA DA CULTURA? Para nós, portugueses, as nossas cidades representam-nos; demonstram, (pela sua arquitectura, pela cordialidade e pela simplicidade das pessoas, como nos mostramos ao mundo), como, no correr dos séculos, fomos capazes de fazer obra. Somos um … Continuar a ler

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Comentário televisivo (já em tempo publicado no meu site)

Como subtítulo, talvez, PORTUGAL E A CULTURA NO SÉCULO XXI É raro me dispor a um serão de televisão. Só quando, por informação antecipada, a programação me agrada. Mas, às vezes lá calha. Há uns tempos atrás calhou. Liguei o … Continuar a ler

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Sabe, Excelência:

Os desempregados deste País (setecentos mil, segundo os números oficiais, que, ao certo, ninguém sabe quantos são), essas pessoas que desesperam e passam fome, que vêm os filhos sofrer, gente sem futuro, os que trabalham ainda e temem perder o … Continuar a ler

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Amigos:

Fui incentivado pela minha filha a dar uma espreitadela no meu sítio, no facebook. Agradeço o vosso apreço, e vou preparar alguma coisa para voltar. Quero, contudo, salvaguardar um princípio que nos toca a todos, e que nunca devemos ignorar: … Continuar a ler

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